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Quem irá cuidar dos idosos da geração Y?

Quem irá cuidar dos idosos da geração Y?

18/03/2020 Divulgação

Pesquisa sobre Cuidados Paliativos mostra que sistemas de saúde precisam se adaptar ao crescimento de mortes por doenças relacionadas à idade.

Você já parou para pensar sobre quem vai cuidar de você na velhice? O futuro do Brasil é ser um país com grande proporção de pessoas idosas. Segundo o IBGE, o número de idosos vai ultrapassar o de jovens em 2031, quando haverá 42,3 milhões de jovens (0-14 anos) e 43,3 milhões de idosos (60 anos e mais), ou seja, 102,3 idosos para cada 100 jovens. Em 2055, a projeção é de 202 idosos para cada 100 jovens.

A família vem se tornando menor e os idosos cada vez mais independentes e, certamente mais sozinhos no fim de suas vidas. A ideia de ter filhos e estes se tornarem os “cuidadores” parece estar caindo em desuso definitivamente. Ser idoso e independente não parece uma má ideia, porém os estudos mostram que a maioria precisará de ajuda para coisas simples, como andar, cuidar da higiene, da alimentação e vestir-se.

A maioria dos adultos jovens de hoje, ou seja, grande parte da chamada “geração Y”, irá conviver com alguma doença, que começará nos próximos anos, e os acompanhará até a morte, daqui a alguns outros. Este cenário acarreta inúmeros problemas e consequências no setor de saúde, que exigem abordagens específicas e urgentes para atender às necessidades inerentes ao envelhecimento.

Uma delas é a criação de uma política nacional de cuidados paliativos para assistir a população idosa com doenças incuráveis. Isso evitaria, por exemplo, que idosos com doenças crônicas e irreversíveis fossem atendidos na rede pública de forma improvisada, ou na rede privada, a altos custos financeiros, em UTIs que poderiam ser destinadas a pacientes com alguma expectativa de recuperação.

Ainda cercada de tabus, a área de cuidados paliativos se dedica a garantir mais qualidade de vida aos pacientes com doenças graves e eventualmente irreversíveis, de preferência o mais precocemente possível, a partir do diagnóstico, o que irá garantir melhores resultados. A especialidade visa aliviar os sintomas físicos e emocionais, tanto do paciente quanto da família e garantir maior autonomia e independência para pessoas que convivem com doenças.

 “Essa abordagem inclui discutir as opções de tratamento e não utilizar opções que não trarão benefícios se não houver a possibilidade de reversão da doença, o que traria ainda mais sofrimento ao paciente”, exemplifica o geriatra Douglas Crispim, CEO do ASAS Health, consultoria em saúde especializada em gestão e qualificação de profissionais em Cuidados Paliativos.

Segundo ele, a evolução dos tratamentos já permite conviver com o câncer, que deixou de ser uma doença aguda para tornar-se crônica. “A maioria de nós terá algo incurável na vida, ou mais de uma doença, então é preciso estar preparado para uma mudança de paradigma. Mais pessoas serão beneficiadas com cuidados paliativos no futuro, pois a hospitalização nem sempre reverte em benefício para o paciente”, analisa.

 “Nesse sentido, é urgente também capacitar médicos e demais profissionais para essa nova realidade, e conscientizar pacientes e famílias sobre os benefícios dessa abordagem, já que o envelhecimento da população é uma tendência irreversível no Brasil”, reforça o especialista.

Essa é uma preocupação real em países mais desenvolvidos. Um estudo inglês mostrou que, até 2040, a necessidade de cuidados paliativos pela população irá crescer 25%. No entanto, se a tendência de envelhecimento ascendente observada entre 2006 e 2014 se mantiver, o aumento poderá chegar a 42%, o que significa 160 mil pessoas assistidas a mais. Doenças como demência e câncer, e outras ligadas à idade, são os principais fatores dessa necessidade.

Para Douglas Crispim, integrar cuidados paliativos aos cuidados de saúde convencionais é a melhor forma de atender esses pacientes, concentrando-se naqueles com necessidades complexas. “Os sistemas de saúde devem começar o mais rápido a se adaptar, com foco no atendimento em rede, na formação de equipes multidisciplinares e em conjunto com o uso racional dos recursos, sempre priorizando a qualidade de vida do paciente”, analisa.

Crispim relata ainda que os gestores e líderes de hoje serão os idosos a serem cuidados em 2040, por isso este estudo tem muita aplicação prática. “Ao invés de questionar como eles organizam os sistemas e serviços para os outros, eles deveriam se perguntar como gostariam de ser cuidados em sua velhice”, conclui o geriatra.

Fonte: PressTalk Comunicação



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