Portal O Debate
Grupo WhatsApp

A falta de preservação ambiental e suas consequências

A falta de preservação ambiental e suas consequências

14/10/2020 Dra. Cristiana Nepomuceno de Sousa Soares

Belo Guedes, músico e compositor, já apresentava sua preocupação com o planeta, a nossa casa comum nos idos dos anos 1970 e 1980.

A falta de preservação ambiental e suas consequências

Passados cerca de 50 anos, o mundo ainda continua vivendo a mesma situação - o planeta sendo destruído, as espécies sendo ameaçadas e o ser humano se colocando como se fosse diferente de tudo e todos, alheio à realidade e achando-se o imortal. Há a visão de que não faz parte do todo que é o meio ambiente e que precisa dele para sobreviver.

A preocupação ambiental começou na década de 1970, na qual houve maior consciência para a integração do homem com o meio ambiente, com vistas ao conhecimento, aprendizado e sua proteção. O ser humano viveu um dualismo entre o direito de continuar a explorar o meio ambiente e o dever de sua manutenção, ao perceber que o ele também pertencia ao ambiente e que poderia sofrer com a degradação desse. E, com a exploração contínua da natureza, o próprio ser humano sofria com as suas consequências.

Foram inúmeros os desafios para a sociedade entre a preservação ambiental e continuar na sua exploração. Ocorreram os movimentos hippies de amor e paz, além do ambientalismo. A Conferência de Estocolmo, de 1972, foi uma das reações a essa mudança de comportamento. O evento foi considerado um marco na história ambiental mundial, ao trazer para a agenda internacional as discussões em torno do meio ambiente, causadas pela degradação ambiental do ser humano, cujas consequências ultrapassam as fronteiras dos países.

Após o ano de 1972, foi criado o PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente). Essa foi a primeira agência ambiental pensada para coordenar e fazer a proteção jurídica das questões relacionadas ao meio ambiente.

Cerca de 20 anos depois, em 1992, foi realizada na cidade do Rio de Janeiro a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, também conhecida como Eco-92. Nela, 117 chefes de Estados estiveram presentes, com o objetivo de debater os problemas ambientais mundiais. A intenção, nesse encontro, foi introduzir a ideia do desenvolvimento sustentável, um modelo de crescimento econômico menos consumista e mais adequado ao equilíbrio ecológico.

Consequências da atualidade

A sustentabilidade seria a interação equilibrada entre o econômico, o social e o ambiental, cuja balança no sistema capitalista é de difícil calibração devido à natureza do peso do vetor econômico, baseado na sociedade de consumo, cada vez mais intensa. Dessa forma, desenvolver ações para a redução da insustentabilidade pode se apresentar como a estratégia mais adequada para a humanidade.

Hoje, apenas a sustentabilidade ambiental é conhecida. Entretanto, conceito deveria ser aplicado em outras áreas da espécie humana, como na qualidade de vida ou no conhecimento transmitido pelas gerações mais antigas. A sabedoria dos mais antigos é contra as forças da mudança, contra as ambições tecnológicas e as experimentações incertas e potencialmente perigosas. A era nuclear trouxe a primeira degradação global ao meio ambiente, junto a ela, veio a destruição do ser humano.

Conforme a teoria da evolução de Charles Darwin proposta na segunda metade do século XIX, as espécies animais “têm uma trajetória de nascimento, desenvolvimento e morte.” . Umas nascem e outras se estinguem, então, por que não o homem também não estaria na lista de extinção? Seria ele por se achar mais inteligente? Seria aquele que não precisaria nem de nada, nem de ninguém?

O meio ambiente encontra-se na seguinte situação: as reservas de água doce, os estoques de peixes e florestas estão diminuindo. As terras férteis estão sendo destruídas. Várias espécies de animais e plantas estão extintas, e outros encontram-se no mesmo caminho.

Agora, nos idos de 2020, o ano especial, período que deveria ser como um sinal vimos a destruição pelo fogo de inúmeras espécies de flora e fauna. O incêndio criminoso ocorrido no pantanal só nos mostra que ainda continua destruindo a terra por dinheiro, e que as espécies não importam.

Vale dizer que a pandemia do coronavírus nos deixou o alerta que quando a natureza quer, ela dá o troco, ela paralisa o mundo. O nosso planeta já não comporta tanto desperdício, tantos itens descartados. Precisamos mudar a nossa consciência. Já percebemos que quando alguma coisa acontece do outro lado do mundo, ela também nos atinge.

O meio ambiente como bem de todos e devendo ser usados por todos, para as gerações atuais e as futuras, deve ser resguardado. Não é mais possível conviver com a alta poluição do ar atmosférico, com o desmatamento de áreas enormes, dizimando não somente a flora, como a fauna. O aquecimento global, o uso excessivo de combustíveis fósseis para a energia, a contaminação dos recursos hídricos tanto doces como os de água salgada, prejudica várias espécies de animais, dentre eles, os seres humanos.

* Dra. Cristiana Nepomuceno de Sousa Soares é graduada em Direito e Biologia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais,

Fonte: Agência Contatto



O que são mesmo as cidades inteligentes? A Mantiqueira ensina

Vivemos um momento histórico de perplexidade e ruptura com os nossos padrões.

O que são mesmo as cidades inteligentes? A Mantiqueira ensina

Mercado de gestão de créditos de carbono é a aposta da Ecofix

Agronegócio passa a contar com um novo sistema de gestão de commodities ambientais que comercializa e monitora créditos por Pagamentos de Serviços Ambientais.

Mercado de gestão de créditos de carbono é a aposta da Ecofix

O Brasil no coração da conservação mundial da natureza

O Congresso trouxe esperança para todos que estão comprometidos com a conservação da natureza em nosso país.

O Brasil no coração da conservação mundial da natureza

Brasil pode gerar até US$100bi em receitas de créditos de carbono até 2030

Projeção feita pela WayCarbon em estudo encomendado pela ICC Brasil aponta oportunidades para os trades de agro, florestas e energia até 2030, com recomendações ao governo brasileiro e ao setor privado.

Brasil pode gerar até US$100bi em receitas de créditos de carbono até 2030

Sérgio Bringel: “preservar a Amazônia é cuidar do futuro de todos”

Sérgio Bringel, CEO do Grupo Norte de Comunicação, lançou, neste mês, uma campanha para promover ações de sustentabilidade em homenagem à Amazônia. Intitulada de #BemVerde.

Sérgio Bringel: “preservar a Amazônia é cuidar do futuro de todos”

Projeto prevê revitalização na bacia do Rio Urucuia em Minas Gerais

Governo Federal lança projeto que prevê plantio de 4,5 milhões de mudas de espécies do Cerrado

Projeto prevê revitalização na bacia do Rio Urucuia em Minas Gerais

Verão na Europa foi um dos mais quentes já registrados

Temperatura entre junho e agosto foi 1º Celsius acima da média.

Verão na Europa foi um dos mais quentes já registrados

Estudo constata redução de 15% da superfície de água no Brasil em 36 anos

Para evitar queimadas, é preciso investir em conscientização ambiental

Os números são alarmantes e indicam que as condições de fogo em todos os cantos do Brasil serão catastróficas.

Para evitar queimadas, é preciso investir em  conscientização ambiental

Ambev transforma suas geladeiras em ecológicas

Além da redução das emissões de gás carbônico, operação desses refrigeradores geraram economia de até 50% de energia elétrica.

Ambev transforma suas geladeiras em ecológicas

A importância da economia circular

Economia circular é todo o processo de produção e descarte sustentável.

A importância da economia circular

Como frear o aquecimento global: a parte que cabe a cada um

Nesta semana, li uma anedota muito interessante. Uma conversa entre duas pessoas.

Como frear o aquecimento global: a parte que cabe a cada um