Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Opinião: Chega de plástico!

Opinião: Chega de plástico!

04/04/2018 Lukas Hansen (DW)

A cada ano produzimos toneladas de resíduos que não podem ser decompostos de forma natural. É hora de algo mudar!

Opinião: Chega de plástico!

Supermercados que oferecem produtos sem embalagem – que impressionante! Restaurantes “zero-waste”, que desperdiçam o menos possível – isso parece ótimo! Com tais tendências, pode-se pensar que estamos vivendo com consciência ambiental. Que nada! Mais de 8 bilhões de toneladas de plástico foram produzidas por nós nos últimos 80 anos, afirmam pesquisadores americanos na revista Science Advances. E, a cada ano, a quantidade aumenta.

As montanhas de resíduos estão só crescendo, especialmente em países em desenvolvimento asiáticos como a Indonésia. Durante milênios, usou-se ali produtos degradáveis, como folhas de bananeira, como embalagem. Então veio o plástico e, com ele, o lixo. Quase não há leis que regulam o tema, e são poucas as empresas privadas que lidam com o lixo. Muitas vezes, o lixo plástico acaba em rios ou é simplesmente enterrado.

A China, apesar de ser um dos principais produtores de resíduos, comprava o lixo europeu e, assim, fez um negócio milionário. Mas os chineses pararam de importar resíduos plásticos – eles já produzem, sozinhos, lixo o suficiente. A justificativa oficial é que os chineses querem proteger o meio ambiente.

E isso é uma vergonha para a Europa e a Alemanha, da qual a China comprou, em 2016, 1,5 milhão de toneladas de resíduos plásticos. E o que fazemos agora? Em caso de dúvida, queimamos – o que não é muito sustentável. Mas reciclar custaria muito mais caro. Afinal, as empresas de tratamento de lixo estão interessadas somente no dinheiro.

Agora, novas leis deverão ajudar nessa questão. No início do ano, a Comissão Europeia apresentou uma estratégia para reduzir a montanha de resíduos plásticos até 2030: menos plástico e mais reciclagem. Os países-membros do bloco europeu deverão criar leis concretas, por exemplo, proibindo embalagens desnecessárias. Afinal, há empresas que descascam ovos cozidos apenas para, depois, colocá-los em plásticos.

Alguns países africanos estão à frente – e Ruanda ainda mais. Desde 2004, os sacos plásticos são proibidos no país. E quem joga uma garrafa de plástico no chão paga multa. A nação na África Central é considerada a mais limpa do continente. E no Quênia há regras ainda mais duras: quem for pego com uma sacola plástica tem que pagar uma multa de até 37 mil euros – ou, no pior dos casos, quatro anos de prisão.

Agora, a UE corre atrás do prejuízo. Em breve, não teremos mais sacolas plásticas em supermercados europeus. Copos de café para viagem serão, "se possível", abolidos. Mas já devemos comemorar? Cedo demais. Isso porque, com ou sem regulamentos, a mudança deve começar nas mentes das pessoas: elas devem estar preparadas para renunciar ao supérfluo que, no melhor dos casos, serve apenas a seu próprio conforto.



Quem cuida de quem cuida da gente? Uma reflexão sobre o meio ambiente

A educação ambiental vai muito além de apenas instruir a sociedade sobre práticas sustentáveis simples.

Autor: Francisco Carlo Oliver

Quem cuida de quem cuida da gente? Uma reflexão sobre o meio ambiente

Educação e cidadania: pilares para futuro sustentável

Investir nas pessoas no tempo presente é um princípio básico e pode ser uma das maneiras mais efetivas de garantir um futuro mais sustentável.

Autor: Antoninho Caron

Educação e cidadania: pilares para futuro sustentável

Reciclagem poderá pagar 27,5% em suas operações de venda à indústria

Apesar da importância para o meio ambiente e economia circular, o texto do novo regime fiscal deixou de fora tratamento diferenciado de tributação ao setor.

Autor: Divulgação

Reciclagem poderá pagar 27,5% em suas operações de venda à indústria

A importância da transparência na comunicação da sustentabilidade

É essencial que todas as informações e alegações sobre benefícios ambientais sejam apoiadas por evidências científicas confiáveis.

Autor: Daniela Santucci

A importância da transparência na comunicação da sustentabilidade

Reciclagem de lixo eletrônico cresce em 2023

Dados da cooperativa pioneira no tratamento de e-lixo mostram que a quantidade de materiais recebidos em 2023 cresceu quando comparado ao ano anterior.

Autor: Divulgação

Reciclagem de lixo eletrônico cresce em 2023

Degradação do planeta é pior do que imaginamos, alerta geólogo

Pesquisador em mudanças climáticas, explica como as ações humanas transformaram a Terra em um lugar imprevisível e perigoso.

Autor: Divulgação

Degradação do planeta é pior do que imaginamos, alerta geólogo

Mudanças climáticas e segurança hídrica

Detentor de uma das maiores bacias hídricas do planeta, com 10% da água doce de todo o mundo, o Brasil não está distante de enfrentar a falta de água.

Autor: Elzio Mistrelo

Mudanças climáticas e segurança hídrica

Projeto de conservação da Amazônia recebe investimento internacional

Iniciativa deve gerar créditos sustentáveis para compensar impactos ambientais com a preservação do meio ambiente e subsistência das comunidades locais.

Autor: Divulgação

Projeto de conservação da Amazônia recebe investimento internacional

É preciso se atentar aos cenários climáticos

Os cenários climáticos constroem uma ampla gama de possibilidades e consequências, utilizando como base dados técnicos.

Autor: Alvaro Trilho

É preciso se atentar aos cenários climáticos

Ansiedade climática – serve para alguma coisa?

Uma recente pesquisa da Google Trends indicou que as buscas sobre o tema “ansiedade climática”.

Autor: Alysson Diógenes

Ansiedade climática – serve para alguma coisa?

Medo de barata? Mitos e verdades sobre o inseto

Cosmopolitas, esses insetos habitam os mais diversos ambientes e são vetores de uma variedade de doenças, muitas delas associadas a bactérias.

Autor: Divulgação

Medo de barata? Mitos e verdades sobre o inseto

Mudanças climáticas: do medo às atitudes conscientes

A mudança climática é um tema que passou a fazer parte do dia a dia das pessoas.

Autor: Malu Nunes

Mudanças climáticas: do medo às atitudes conscientes