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Se está sobrando energia porque conta de luz é tão cara?

Se está sobrando energia porque conta de luz é tão cara?

24/04/2024 Divulgação

Hidrelétricas ambientalmente sustentáveis seriam um exemplo que poderíamos ter dado ao mundo e não demos.

Se está sobrando energia porque conta de luz é tão cara?

No Brasil de hoje, obrigamos as hidrelétricas a jogarem fora preciosa água doce dos seus reservatórios de dia, para de noite consumirmos mais energia de termelétricas, movidas a carvão, gás e petróleo de propriedade de famosas famílias da política e de seus patrocinadores.

A “termificação” da matriz brasileira de energia elétrica é um caso único no mundo, criando o único setor da economia mundial que cresceu 400% em capacidade produtiva entre 1995 e 2022, fora os bitcoins, o tráfico de drogas e as empresas de tecnologia.

E que o atual Plano Decenal de Expansão de Energia projeta chegar a 540% em 2026 com mais 12,3 GW. Sem dúvida um “case” de sucesso em como iludir 215 milhões de pessoas, vários governos, partidos de situação e de oposição. E ainda por cima, dizendo que se está fazendo uma “transição energética”. Só se for da água, do sol e  do vento para o petróleo caro, importado e poluente.

Se continuarmos a combinar mal as fontes permanentes e intermitentes, só para aumentar o lucro das distribuidoras e dos donos de centrais termoelétricas, a nossa indústria nunca mais será competitiva.

Essas fotos de vertedouros jogando agua fora é uma prova de mau planejamento do uso de energia renovável porque se não for agua, de noite será petróleo e gás.

Nesse artigo o leitor encontrará como esse assalto vem ocorrendo silenciosamente nos últimos quarenta anos sem que a sociedade fosse informada de coisa alguma, ou de muito pouco, num setor que é complicado de se entender.

O artigo conta quais foram os seis erros propositais que nos levaram a essa situação. Dentre os quais o maior de todos, foi desrespeitar, desumanizar e tentar intimidar povos indígenas que poderiam ser aliados históricos, na construção de hidrelétricas sustentáveis. Mas que se tornaram adversários graças a estultices como fez a EPE ao solicitar 200 homens fortemente armados para ameaçar as lideranças locais durante as “negociações”.

Hidrelétricas ambientalmente sustentáveis seriam um exemplo que poderíamos ter dado ao mundo e não demos, como o leitor verá nesse vídeo sobre a pequena hidrelétrica SACRE II no Mato Grosso e em dezenas de hidrelétricas no Canadá, onde os indígenas não apenas participam da receita e dos projetos, mas tornaram-se sócios e depois proprietários de várias delas. Sem perder seus costumes e fortalecendo a sua identidade, exatamente por subsistirem da natureza da qual as águas fazem parte, por possuírem vida digna, recursos próprios, sendo soberanos de suas riquezas

Os povos indígenas, se os responsáveis pelos inventários energéticos, autoridades da época tivessem obedecido ao Decreto 5051/04, que obrigava ao cumprimento da Convenção 169 da OIT, prevendo não apenas justa compensação e não apenas indenizatória, mas de manutenção do modo de vida daquelas populações, criaram uma animosidade desnecessária.

Tudo isso ajudou os interessados a “demonizarem” as hidrelétricas, pela tentativa de “desumanizar” os indígenas e ribeirinhos, de propósito. Tudo, aparentemente alinhado com o projeto de “termificação” de 400% que estava para acontecer.

Uma jogada de marketing reverso na qual, colocar a culpa nos indígenas, era a fórmula perfeita para justificar que sem hidrelétricas seria preciso instalar mais e mais termoelétricas de propriedade de alguma famílias importantes.. 

Se a economia crescer como todos esperamos, a situação criada com essa ilusão de “fartura” de energia pode surpreender quem não estiver pensando em investir na geração permanente hidrelétrica. 

Energia é indispensável para a vida humana. Não pode ser coisa discutida entre burocratas e donos de distribuidoras e de termelétricas, mas na Primeira Conferência Nacional de Energia Elétrica que poderia ser nos dias 7 e 8 de setembro de 2024. Sendo precedida por etapas municipais e estaduais.

 * Ivo Pugnaloni é CEO da ENERCONS.

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Fonte: ENERCONS



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