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Mãe, quando te vi…

Mãe, quando te vi…

05/05/2016 Flávio Melo Ribeiro

Um dia ela não vai mais estar presente e um vazio enorme se formará e seguirá com você até o final.

Tenho dois meses de idade, não sei direito o que acontece ao meu redor, ainda me assusto facilmente, mas identifico uma mulher que me toca e passa um afeto muito grande. Não entendo o que diz, mas ela fala muito comigo. Percebo que ela está cansada, pois embora eu durma a maior parte do dia, acordo de hora em hora chorando e deixando a impressão de que não durmo.

Estou com cinco meses de vida e geralmente acordo exigindo atenção, ou espero ela me arrumar para molhar a roupa que ela cuidadosamente me vestiu. Mesmo assim ela é atenciosa e dela exala um amor muito grande, com ela me sinto seguro. Nos seus braços aprendi o que é aconchego.

Com onze meses aprendi a palavra que ela insiste em me falar desde que nasci: “Mãe”. Ainda não sei direito o que significa, apenas que ela é a mulher mais linda desse mundo.

Seis anos já se transcorreram e não sei mais quantas noites ela passou acordada e preocupada se eu estava melhor de saúde, ou mesmo se estava respirando. As vezes em seu colo sentia o gosto salgado das suas lágrimas enquanto esperava aflita minha febre baixar. Certo dia me machuquei brincando no que ela sempre me avisava para não fazer. Embora sangrando o machucado não doía, pois minha atenção estava na bronca que iria receber. Mas para minha surpresa, ao me ver, me pegou nos seus braços e soube limpar o ferimento e colocar curativo. Depois me deu uma bronca, mas percebi que doeu mais nela, me ver machucado.

Aos meus doze anos ela ficou perdida não sabendo lidar com a minha “aborrescência”. Aos 17 não entendia porque ela ainda insistia em dizer para eu levar um casaco quando saia em noite fria. Muitas vezes ela me irritava, mas lá no fundo sempre soube que queria o meu bem.

Agora adulto, sei o quanto ela cuidou de mim e o quanto ainda me vê como criança e suas preocupações apenas mudaram de foco. Ainda se preocupa e briga quando acha pertinente. Nem sempre gosto, mas sei que não devo brigar com quem gosta de mim e faz tudo para o meu bem.

Caro leitor, um dia ela não vai mais estar presente e um vazio enorme se formará e seguirá com você até o final. O ninho não existirá mais. Mas enquanto ela não partir diga o quanto você a admira, o quanto a ama. Abrace-a e diga que ela é especial, que é a mulher mais linda desse mundo. Ela lhe amou antes de você chegar ao mundo, não sabia como você era, nem o que se tornaria, mesmo assim daria sua vida por você. Enquanto ela não partir há tempo para fazer muitas coisas boas com ela. Feliz dia das Mães!!!!!

* Flávio Melo Ribeiro é Psicólogo



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