Portal O Debate
Grupo WhatsApp

TDAH: o risco de não buscar tratamento

TDAH: o risco de não buscar tratamento

15/12/2021 Margarete Chinaglia

Para tratar algo é preciso ter o diagnóstico de um profissional médico. Conhecer, saber, acreditar e aceitar também faz parte.

No Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) o diagnóstico precoce ajuda no tratamento e na qualidade de vida do portador.

Independentemente da idade em que ocorre o diagnóstico, é vital tratar o TDAH, pois este é o apoio para o controle dos sintomas, para a qualidade emocional, além de dar forças para enfrentar as adversidades.

Não existe uma cura, mas é possível melhorar a convivência no âmbito social, emocional e acadêmico. O tratamento se dá por meio do tripé de apoio: psicoeducação, psicoterapia e medicamentos.

Na psicoeducação envolve informação e orientação sobre o transtorno ao portador e à família próxima, chegando ao ambiente de convívio, principalmente a escola.

Ajuda na conscientização e, muitas vezes, pode antecipar ou prevenir situações indesejáveis. Pode ser aplicada através de sessões grupais ou palestras ou materiais informativos.

Na parte de psicoterapia, envolve a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC). Comprovadamente, é a mais indicada para lidar com o emocional do portador, para ajudar vencer e driblar as dificuldades criando estratégias para o enfrentamento.

Fornece também elementos necessários para as relações interpessoais e autonomia da pessoa, além de atuar no desenvolvimento de padrões de comportamentos e pensamentos.

Já os medicamentos, com prescrição médica, são utilizados para conter e melhorar os sintomas do TDAH. Ainda nos dias de hoje, eles são considerados como os “fantasmas”, pois há o medo da dependência química e dos efeitos colaterais.

Vale lembrar que há a fase de adaptação ou escolha do medicamento que melhor atenda cada paciente. Após este ajuste, o custo/benefício se faz presente.

Medicar significa testar a resposta do paciente, pois como o transtorno é funcional, cada pessoa pode responder de uma forma diferente.

Como disse uma vez Sam Goldstein, um renomado psicólogo americano: “o risco de não tratar é certamente maior que o risco do tratamento”.

Realmente, é uma escolha difícil, mas é preciso tentar fazer uso e buscar a adaptação aos medicamentos para saber se será bom o suficiente para suprir as inconveniências dos sintomas involuntários do transtorno, nem que seja por um tempo.

Ressalto ainda que existe grande probabilidade de associação de outras comorbidades ao TDAH, onde há necessidade de tratamento concomitante.

Tudo o que ajuda a pessoa a conviver melhor consigo próprio, a aceitar sua condição física e emocional, bem como suas limitações, é bem-vindo.

Investir em bons hábitos também ajudam a equilibrar o físico e a saúde mental, como, por exemplo, a prática de exercícios físicos, de preferência aeróbicos, a boa alimentação, manter o sono equilibrado e praticar hobbies prazerosos e saudáveis.

Portanto, encare o tratamento do TDAH como um caminho mais iluminado que aumenta a confiança, empodera o contorno dos problemas ou desata os nós bem-feitos dos desafios, promovendo laços para uma vida mais leve e harmoniosa.

* Margarete Chinaglia é farmacêutica bioquímica, autora de livros sobre TDAH e mãe de jovem com TDA.

Para mais informações sobre TDAH clique aqui…

Publique seu texto em nosso site que o Google vai te achar!

Fonte: Agência Drumond



Dia Bissexto

A cada quatro anos, a humanidade recebe um presente – um presente especial que não pode ser forjado, comprado, fabricado ou devolvido – o presente do tempo.

Autor: Júlia Roscoe


O casamento e a política relacional

Uma amiga querida vem relatando nas mesas de boteco a saga de seu filho, que vem tendo anos de relação estável com uma moça, um pouco mais velha, que tem uma espécie de agenda relacional bastante diferente do rapaz.

Autor: Marco Antonio Spinelli


O que esperar do mercado imobiliálio em 2024

Após uma forte queda em 2022, o mercado imobiliário brasileiro vem se recuperando e o ano de 2023 mostrou este avanço de forma consistente.

Autor: Claudia Frazão


Brasileiros unidos por um sentimento: a descrença nacional

Um sentimento – que já perdura algum tempo, a propósito - toma conta de muitos brasileiros: a descrença com o seu próprio país.

Autor: Samuel Hanan


Procurando o infinito

Vocês conhecem a história do dragãozinho que procurava sem parar o infinito? Não? Então vou te contar. Era uma vez….

Autor: Eduardo Carvalhaes Nobre


A reforma tributária é mesmo Robin Hood?

O texto da reforma tributária aprovado no Congresso Nacional no fim de dezembro encerrou uma novela iniciada há mais de 40 anos.

Autor: Igor Montalvão


Administrar as cheias, obrigação de Governo

A revolução climática que vemos enfrentando é assustadora e mundial. Incêndios de grandes proporções, secas devastadoras, tempestades não vistas durante décadas e uma série de desarranjos que fazem a população sofrer.

Autor: Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves


Escravidão Voluntária

Nossa única revolução possível é a da Consciência. Comer com consciência. Respirar com consciência. Consumir com consciência.

Autor: Marco Antonio Spinelli


Viver desequilibrado

Na Criação, somos todos peregrinos com a oportunidade de evoluir. Os homens criaram o dinheiro e a civilização do dinheiro, sem ele nada se faz.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra


Mar Vermelho: o cenário atual do frete marítimo e seus reflexos globais

Como bem sabemos, a crise bélica no Mar Vermelho trouxe consigo uma onda de mudanças significativas no mercado de frete marítimo nesse início de 2024.

Autor: Larry Carvalho


O suposto golpe. É preciso provas…

Somos contrários a toda e qualquer solução de força, especialmente ao rompimento da ordem constitucional e dos parâmetros da democracia.

Autor: Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves


Oportunidade de marketing ou marketing oportunista?

No carnaval de 2024, foi postada a notícia sobre o "Brahma Phone" onde serão distribuídas 800 unidades de celulares antigos para os participantes das festas de carnaval.

Autor: Patricia Punder