Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Industrialização: será que perdemos o bonde da história?

Industrialização: será que perdemos o bonde da história?

10/12/2020 Roberto Pansonato

Já provamos ao mundo nossa competência no agronegócio.

Industrialização: será que perdemos o bonde da história?

Sou paulistano de nascimento, mas cresci, estudei, me formei, me casei e tive duas maravilhosas filhas no ABC Paulista. Berço da industrialização no Brasil, principalmente representado pelas indústrias automotivas, hoje o ABC já não tem a pujança industrial do passado. Sem querer ser saudosista, mas é perceptível, em certos aspectos, o enfraquecimento econômico da região. Isso fica mais latente quando observado por mim, um ex-morador do local, há quase dezessete anos morando em Curitiba – PR e longe da região do ABC paulista - essa percepção fica ainda mais aguçada.

No início dos anos 2000, ainda morando no ABC, escrevi um pequeno texto na coluna do leitor de um jornal local a respeito da expressiva quantidade de empresas que estavam deixando a região. Algumas, sendo transferidas para outras regiões do estado ou do país, o que de certa forma seria benéfico para a economia local a absorção dessas companhias e outras simplesmente encerrando suas operações. Essa segunda condição também ocorreu e vem ocorrendo em outras localidades do Brasil, além do ABC paulista.

Não sou economista, mas trabalhei por mais de 37 anos em grandes empresas do setor industrial, em diversas posições e cargos, portanto essa experiência e conhecimento acumulado permitem sustentar minhas percepções.

A indústria, por gerar atividades mais complexas, geralmente paga melhores salários, o que gera uma reação em cadeia nos setores de serviço e comércio, que automaticamente passam a oferecer melhor renumeração. A participação da indústria no PIB nacional despencou para o menor valor desde o início da série histórica do IBGE, em 1947, fechando o ano de 2019 em 11%. Quando se compara o valor agregado de um produto agrícola com um produto manufaturado de média complexidade, por exemplo, a diferença para mais é bem considerável, em relação ao produto industrializado.

Países que optaram por uma estratégia baseada em um processo de desenvolvimento industrial, como a Coréia do Sul e a China, por exemplo, estão proporcionando uma melhor qualidade de vida aos seus habitantes.

Muitos podem até questionar: mas alguns países desenvolvidos não estão gradativamente alternando a participação no PIB da indústria para o setor de serviços? Teoricamente sim, mas esses países já passaram por processo de industrialização robusto e de consequente aprendizado tecnológico, que hoje lhes permitem atuar em serviços de alta complexidade. Entendo que o Brasil, ainda está muito longe de ter alcançado esse estágio de desenvolvimento industrial e de uma forma geral, a maioria dos serviços gerados pela nossa economia ainda se baseia em atividades de baixa complexidade.

Não podemos e não devemos copiar americanos, europeus, japoneses, sul-coreanos ou chineses, mas sim, adaptar as melhores práticas desses países a nossa economia. Já provamos ao mundo nossa competência no agronegócio e temos, sim, algumas indústrias nacionais de excelência que competem palmo a palmo com grandes companhias ao redor do mundo.

Tem uma frase atribuída a Peter Drucker, considerado o pai da Administração Moderna, que diz o seguinte: “Não existem países subdesenvolvidos. Existem países sub-administrados”. Acredito que chegou o momento de mostrar a todos nós brasileiros e ao mundo, que essa frase não se aplica ao Brasil.

* Roberto Pansonato é tutor do curso de Logística do Centro Universitário Internacional Uninter.

Fonte: Pg1 Comunicação



Mais de 90% dos pequenos negócios de Minas Gerais aceitam Pix

Adesão é maior entre os mais jovens, até 30 anos (97%), e entre as mulheres negras (97%).

Mais de 90% dos pequenos negócios de Minas Gerais aceitam Pix

Endividamento das famílias atinge maior patamar em quase 12 anos

Desde julho, o percentual de endividados está há 11 meses em alta, mostra CNC.

Endividamento das famílias atinge maior patamar em quase 12 anos

Empresas investem cada vez mais em formas de reter e atrair talentos

O mercado de trabalho vem se reinventando constantemente, seja no formato de trabalho ou  nos benefícios e formas de atração e retenção de talentos.

Empresas investem cada vez mais em formas de reter e atrair talentos

O valor do ESG nas empresas

O mercado em evolução e as tendências regulatórias estão desafiando as empresas a demonstrar práticas que são mais sustentáveis e socialmente responsáveis.

O valor do ESG nas empresas

Chegando a hora do 13º Salário – saiba como fazer os cálculos

A primeira parcela do 13º salário dos trabalhadores deve ocorrer até 30 de novembro.

Chegando a hora do 13º Salário – saiba como fazer os cálculos

A importância da gestão de talentos 4.0

As práticas de Gestão 4.0 também ajudam nos imprevistos, como foi o caso da pandemia de COVID-19.

A importância da gestão de talentos 4.0

Nível de confiança dos pequenos negócios em Minas se mantém estável

Expectativas dos empresários com o cenário de curto prazo seguem cautelosas. Indústria demonstra um pouco mais de otimismo.

Nível de confiança dos pequenos negócios em Minas se mantém estável

Compras com cartões crescem 35% e movimentam R$ 680 bi no 3º trimestre

Foram 8,2 bilhões de pagamentos em julho, agosto e setembro.

Compras com cartões crescem 35% e movimentam R$ 680 bi no 3º trimestre

Parceria entre BNDES e EMBRAPII vai gerar investimentos para inovação

Banco disponibilizará R$ 170 milhões para projetos desenvolvidos nas áreas de sustentabilidade e transformação digital, entre outros.


Cinco tendências em negócios para 2022

As turbulentas tempestades provocadas pela pandemia estão, finalmente, dando pequenos sinais de melhora.

Cinco tendências em negócios para 2022

Gestão de clientes – de complexo a simples

A gestão de clientes pode ser mais fácil e simples do que parece e a chave para o sucesso está dentro dos clientes, literalmente.

Gestão de clientes – de complexo a simples

As novas regras de segurança do Pix e o impacto nas Fintechs

Elas prometem diversas mudanças entre as operações bancárias, mas também abrem um caminho de transparência e seguridade para clientes e Fintechs.

As novas regras de segurança do Pix e o impacto nas Fintechs