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Dez Passos para o Empreendedorismo

Dez Passos para o Empreendedorismo

17/08/2015 Mari Gradilone

Empreender é estar disposto a trabalhar para dar vida a um sonho, realizar um desejo em algo concreto.

A maioria das pessoas tem um sonho, pensa em realizar algo que lhe proporcione crescimento pessoal e profissional, independência social e financeira.

Surge, então, a ideia “vou abrir uma empresa”. De uma forma ou de outra, as pessoas associam a abertura de uma empresa com esse sentimento, não observando que “abrir uma empresa” pode ser a consequência de quem cumpriu um caminho cuidadoso até a tão esperada realização do negócio sonhado.

Para ilustrar de forma mais prática, listamos abaixo os “dez passos para quem quer abrir uma empresa”. Quais são eles?

1º. - A oportunidade. A busca de uma oportunidade é tarefa para se realizar no dia a dia. Basta ter um pouco de espírito empreendedor. As oportunidades estão a nossa volta e brotando da nossa imaginação, seja no fornecimento de um produto ou serviço, que não precisa ser algo inédito, basta que seja feito com mais eficiência, resultando em um diferencial positivo no mercado.

2º. - A identificação de sócio/parceiro ou não! A maioria das empresas que visa crescimento em longo prazo precisa de dois sócios. Este sócio pode ser muito indispensável técnica e comercialmente, ou seja, uma necessidade empresarial, ou pode ser meramente para cumprimento legal, e muitas vezes se escolhe o pai ou mãe, ou alguém preferencialmente não tenha herdeiros, pois podem herdar desta pessoa a parte da empresa e criarem uma enorme dor de cabeça.

No caso do sócio necessário, não bastam contratos, acordos, ou seja, tudo aquilo que os advogados recomendam, mas que no fundo não garantem nem norteiam aquilo que chamamos da “relação social frente ao empreendimento”. O contrato social da empresa, por melhor escrito não garante a relação dos sócios à frente da empresa, e muitas vezes, por motivos mínimos de desavença, pode se ter até uma dissolução da sociedade. A melhor definição é que química é fundamental entre os sócios. Lembrar que ao decidir-se por uma sociedade, ambos estão no mesmo barco, em qualquer situação. Lembrar que “não adianta estar na primeira classe do Titanic”.

3º - O dimensionamento do Mercado. Aqui começa o trabalho de fato. É claro que se tem, a priori, uma ideia do tamanho do mercado. O dimensionamento do mercado implica em consultas a consumidores ativos, que podem e devem começar dentro da nossa própria sociedade e até convívio familiar. Se for possível, faça consultas mais seletivas e nunca se esqueça do 4º. passo.

4º. Ouça. Escute, escute, escute muito. Nesta fase, toda a informação é relevante. Não tente convencer alguém ou algo que tome mais de 25 segundos de explicação. Se o entrevistado não entendeu, mude a forma de explicar ou o próprio Produto/Serviço. Quem manda – sempre - é o mercado. Não faça com que seu sonho distorça melhor visão possível que se possa ter do mercado. Identifique potenciais consumidores que possam ser tratados de forma mais personalizada, e que possam ser “distribuidores” da sua ideia/ produto/serviço. Identifique sua fatia de mercado, de forma realista, e um valor médio de faturamento mensal esperado.

5o O planejamento do dimensionamento. O dimensionamento não pode comprometer os custos da operação. É preferível começar o menor possível, para se ter sempre a “casa cheia”. Aqui vale a história do ônibus escolar. Se temos 20 alunos para transportar, vamos comprar um ônibus de 25 lugares, ou seja, apenas o limite superior.

Se ele andar sempre cheio, em breve, teremos dinheiro para trocar por um maior, ou comprar outro. Escritórios virtuais podem ser a melhor opção nesta fase, pois tem baixo custo operacional e podem evitar o custo de secretárias e estrutura física para o startup. É preferível comprar um serviço freelancer, em alguns casos, se isso evitar uma contratação quando ainda não se tem um caixa seguro para assumir essa responsabilidade.

6º. O planejamento do custo do produto/serviço. Com o dimensionamento da fatia de mercado, e a partir do dimensionamento do negócio, é possível estabelecer o custo do produto. Ter uma ideia de volume e, a partir daí, amortizar os custos. É interessante almejar sempre um lucro de aproximadamente 25% após todos os custos operacionais e de impostos.

7º O estabelecimento da marca e home page. A propaganda , site de busca, home page, mídias sociais e comunicação, se for o caso, devem ser definidas nesta hora, pois o que não está na internet “não existe”. Esses custos básicos e principais de propaganda são definidos nessa hora.

8º O planejamento do preço de venda. O preço de venda, na realidade, vai determinar o próximo passo. Se o preço de venda praticado no mercado, compatível com o produto e seus diferenciai, é quem vai dizer se é possível considerar os 25% após impostos. Se não for, é indicado revisar o processo. Uma boa marca e linguagem visual modernas são fundamentais e são definidas também nesse oitavo passo.

O processo depende também do tipo de produto e serviços e a incidência de impostos. Mais do que isso, alguns produtos de utilidade pública e outros estratégicos para determinada cidade podem ter isenções de impostos e taxas significativos. Esse pode ser um aspecto muito importante e tem que ser investigado de acordo com o perfil de cada business.

9º. A confirmação da relação social. Aqui é possível saber com mais propriedade se a relação dos sócios é saudável, pois se transcorreu por uma série de fatos e muitos assuntos foram discutidos. A maior causa de dissoluções de empresas é por não se ter uma ideia conjunta dos tropeços e dificuldades de se montar um negócio. Seguir este roteiro dos dez passos pode ajudar a identificar se os sócios têm interesses e opiniões comuns e terão como alcançar o sucesso juntos.

10º. A abertura em si da empresa. Aqui é a fase de consultas sobre o tipo de empresa que se tem em mente. Torna-se necessário contratar um contador experiente para abrir a empresa. Se já tem um escritório virtual em mente, vale lembrar que muitos deles têm contabilidade e prestam assessoria nesta área.

Podemos concluir que montar uma empresa é conseqüência de um processo. Um caminho longo que tem início em um sonho, que motivará uma série de ações responsáveis por conduzir o imaginário ao concreto, com chances de que realmente se tenha um negócio, próspero e em condições de buscar a perenidade.

* Mari Gradilone, sócia diretora da Virtual Office.



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