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Por que o crédito no Brasil ainda é tão caro?

Por que o crédito no Brasil ainda é tão caro?

29/04/2018 Maria Teresa Fornea

Quem já precisou pegar um empréstimo sabe que os juros aplicados a essa operação chegam a assustar.

Mesmo com a queda da taxa Selic, que em março deste ano chegou ao menor patamar da história brasileira a 6,50% ao ano, os juros médios dos empréstimos não acompanharam o ritmo de queda.

Além da inadimplência e dificuldades da própria saúde fiscal do país, a concentração bancária também é um dos motivos que geram esse cenário. Hoje, apenas os quatro maiores bancos do Brasil detêm quase 80% do mercado de crédito, de acordo com dados do Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central divulgado em outubro de 2017.

Esse oligopólio diminui a capacidade de competição da concorrência e ainda é uma das causas do alto spread (diferença entre o que o banco paga para captar recursos e o que cobra para emprestar) praticado no país, que também influencia as taxas de juros elevadas. No fim do dia, quem paga a conta é o consumidor.

Para se ter uma ideia, três em cada 10 brasileiros têm algum tipo de empréstimo contratado em bancos ou outras instituições financeiras. Segundo levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), do total de consumidores que recorrem ao crédito, 42% o fazem para quitar dívidas: é a principal finalidade do empréstimo pessoal no Brasil.

Embora o consumo de crédito seja comum entre os brasileiros, a escolha errada da modalidade pode comprometer as contas do mês e chegar até a aumentar as dívidas. Isso porque a taxa de juros pode ser até 10 vezes maior entre as opções de empréstimo existentes no mercado.

O rotativo do cartão de crédito, por exemplo, apresentou taxa de juros de 12,67% ao mês (318,50% ao ano) em fevereiro de 2018, segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (ANEFAC).

Já o cheque especial chegou a 12,18% ao mês (297,18% ao ano), maior taxa desde novembro de 2017 (12,25% ao mês – 300,16% ao ano). O empréstimo pessoal em bancos também teve a taxa elevada, com 4,22% ao mês (64,22% ao ano) em fevereiro, atingindo seu ápice desde outubro do ano passado, quando era de 4,28% ao mês (65,35% ao ano).

Uma saída para essa questão é aumentar a concorrência no mercado financeiro, o que diminuiria os juros e os spreads bancários. E esse cenário não está tão distante quanto pode parecer.

Com o fortalecimento das fintechs no país, o setor bancário deve passar por uma grande transformação nos próximos anos, inclusive até passando a dar abertura para startups e aplicações de terceiros graças ao conceito de “open banking”, que começa a aparecer no Brasil e deve aumentar a competitividade pelos recursos do consumidor.

Isso porque o open banking faz com que essa ineficiência do mercado seja alterada com opções fora das prateleiras dos bancos, deixando de direcionar o cliente para o que as instituições bancárias querem vender, e sim oferecendo um produto que realmente atenda a suas necessidades.

Assim, com mais poder de escolha para as pessoas, os bancos deixam cada vez mais de ter exclusividade de operações e produtos que, hoje, já são oferecidos por inúmeras outras empresas e fintechs. Muitas das quais nichadas, ou seja, que têm como foco determinada área ou produto financeiro. Como é o caso da Bcredi, que atua apenas com crédito imobiliário, oferecendo uma das menores taxas de empréstimo e também prazo mais longo para pagamento.

Em relação ao home equity, por exemplo, muitos brasileiros ainda tem uma certa resistência em colocar imóveis como garantia para obtenção de crédito, mas essa é uma barreira fácil de ser vencida se pensarmos nas vantagens que traz, como a possibilidade de economizar quase 80% do que é pago mensalmente em juros em modalidades muito mais populares como o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito.

E o país ainda tem um grande potencial a ser explorado nesse mercado: a estimativa é que 70% de seus imóveis estão disponíveis para serem usados como garantia e esse produto quase não é explorado pelos bancos.

Então não é à toa que as fintechs vêm ganhando cada vez mais espaço: elas contam com muitas vantagens em comparação com as instituições financeiras tradicionais. A principal delas é sua base tecnológica, que contribui para descomplicar e agilizar os processos na tomada de crédito.

No entanto, por não estarem acostumadas a contratação de um crédito online, muitas pessoas ainda recorrem às soluções oferecidas pelas instituições financeiras convencionais, mesmo que fiquem sujeitas a condições normalmente menos atrativas.

Por isso, conhecer e entender o processo para contratar um empréstimo pela internet, seja para quitar dívidas ou investir, é fundamental na hora de escolher a melhor operação de crédito para a necessidade do momento.

Até porque pegar crédito com juros altos para resolver um problema de curto prazo pode causar, na verdade, uma dívida maior que se tornará um transtorno a longo prazo. Mesmo que as pessoas ainda não estejam acostumadas a buscar alternativas fora dos bancos, enquanto a contração bancária no Brasil ainda vive, a saída é buscar opções (cada vez mais digitais) na busca por crédito com juros mais baixos.

Com mais acesso à tecnologia e educação financeira, esse cenário será cada vez mais uma realidade no dia a dia das pessoas, que poderão aproveitar os benefícios das condições especiais dessas modalidades, como a comodidade e taxas mais atrativas.

O grande segredo está em fazer uma escolha que realmente atenda suas necessidades e não optar somente pelo caminho mais fácil antes de assumir uma nova dívida que pode comprometer o orçamento pessoal ou familiar.

* Maria Teresa Fornea é cofundadora da Bcredi, fintech que oferece crédito imobiliário de forma rápida e descomplicada em um processo 100% online.

Fonte: CM Comunicação Corporativa



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