Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Cinco mil quilômetros de ferrovias que dependem do Senado

Cinco mil quilômetros de ferrovias que dependem do Senado

28/10/2021 Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves

A ferrovia foi grande indutora do desenvolvimento brasileiro que, na primeira metade do século passado, se deu nas regiões mais próximas ao litoral.

Cinco mil quilômetros de ferrovias que dependem do Senado

Se até a próxima sexta-feira (29/10) o Senado Federal não encontrar uma solução para a Medida Provisória nº 1065, que criou o regime de autorização simplificada para que as empresas liderem a construção de novas estradas de ferroo país perderá 5640 quilômetros de ferrovias, onde a iniciativa privada propõe investir R$ 83,7 bilhões. A medida foi editada pelo governo em agosto último e levou 21 empresas a apresentar seus projetos que hoje tramitam pelo Ministério da Infraestrutura e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Para evitar a frustração desse empreendimento, é preciso a aprovação – inviável porque faltando dois dias para o fim do prazo é impossível passar pelo Senado e Câmara e a lei resultante ser sancionada pelo presidente da República. A alternativa é o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM/MG) prorrogar a vigência do instrumento por mais 60 dias e diligenciar para a sua aprovação no novo período de tramitação. É o que lhe pedem as associações e empresas ferroviárias interessadas.

Há um ruído na tramitação dessa MP. Parte dos parlamentares a rejeita porque prefere ver aprovado e sancionado o Projeto de Lei nº 261/2018, de autoria do senador José Serra (PSDB/SP) que institui o novo marco legal das ferrovias, já aprovado no Senado, mas ainda dependendo de votação na Câmara e sanção presidencial. Um dos problemas a solucionar é a portaria do que regula a concessão dos trechos ferroviários, que não é clara sobre as áreas onde há mais de um interessado em construir, manter e operar. A notícia é de que há negociações adiantadas nesse sentido. Os trechos ferroviários em questão localizam-se na Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Piauí e São Paulo e deverão operar em conjunto com trechos já existentes para  ligação aos centros produtores e consumidores e aos portos.

A ferrovia foi grande indutora do desenvolvimento brasileiro que, na primeira metade do século passado, se deu nas regiões mais próximas ao litoral. No começo dos anos 60, chegamos a ter 38 mil quilômetros de linhas o que representa oito vezes a distância entre Opiapoque e Xuí, os pontos extremos a norte e a sul do país. A falta de investimentos levou ao sucateamento e a política trabalhista de viés socialista levou os governos a encampar o sistema que, também por falta de manutenção e de uma política condizente, também levou ao colapso, reconhecido no primeiro governo de Fernando Henrique. Na época, trechos foram desativados e promoveu-se o arrendamento da malha, que encontrou problemas com boa parte dos arrendatários. Hoje possuímos pouco mais de 30 mil quilômetros de linhas. Os investimentos que se faz no setor tendem a reativá-lo, principalmente pela ligação das grandes distâncias, atualmente vencidas  pelo caminhão, uma alternativa mais onerosa de transporte.

Os senadores, deputados e o próprio governo têm o dever de tomar todas as providências para não perder os investimentos e gestar um novo sistema que sustente economicamente a existência da ferrovia e a sua participação na geração de riquezas. Evidente que não será mais como no tempo do romântico trem de passageiros. Mas, com o trem de carga em plena opertação, as mercadorias chegarão a preços menores em seus destinos. Há que se aproveitar a disposição da iniciativa privada em investir seu dinheiro na área. Quando o particular resolve colocar seu capital num negócio é porque já estudou a viabilidade e sabe que vai dar lucro. Logo, o trem operado por empresas certamente é um dos grandes itens da economia nacional das próximas décadas. É importante que a política não atrapalhe...

* Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo).

Para mais informações sobre Ferrovias clique aqui...

Publique seu texto em nosso site que o Google vai te achar!

Fonte: ASPOMIL



Pacto pela segurança viária: nova iniciativa conjunta para salvar vidas

Com a vigência de 60 meses, o “Pacto pela Segurança Viária” não apenas visa salvar vidas no curto prazo, mas também estabelecer um legado de segurança nas estradas brasileiras.

Autor: Marcos Villela Hochreiter

Pacto pela segurança viária: nova iniciativa conjunta para salvar vidas

Sustentabilidade automotiva além dos elétricos

O avanço contínuo no campo dos carros elétricos tem gerado entusiasmo considerável e motivado inovações.

Autor: Mariano Perez

Sustentabilidade automotiva além dos elétricos

MME aprova isenção fiscal para projetos de biometano

O biometano é um combustível renovável e limpo, que pode substituir o gás natural em diversos setores.

Autor: Marcos Villela Hochreiter

MME aprova isenção fiscal para projetos de biometano

O futuro dos financiamentos automotivos: um panorama sobre tecnologias emergentes

Desbravar novos caminhos e estar na vanguarda das inovações é essencial para auxiliar no desenvolvimento e na democratização dos produtos.

Autor: Paulo Noman

O futuro dos financiamentos automotivos: um panorama sobre tecnologias emergentes

Pé na areia e água de coco: como evitar desgastes do automóvel na praia

Areia fina, maresia e exposição prolongada ao sol podem prejudicar veículos.

Autor: Divulgação

Pé na areia e água de coco: como evitar desgastes do automóvel na praia

Gasmig anuncia redução do preço do GNV

Demais segmentos acumulam baixa nos preços nos últimos 12 meses.

Autor: Divulgação

Gasmig anuncia redução do preço do GNV

Concorrências e desafios no cenário da mobilidade urbana

No Brasil, conforme levantamentos da Liga Ventures e do Sem Parar, constatam-se 157 empresas atuantes no segmento de mobilidade (mobitechs) no país.

Autor: Thiago Hidalgo

Concorrências e desafios no cenário da mobilidade urbana

Carros elétricos em condomínios e o Judiciário

A nova era da tecnologia automotiva também está mudando a vida dos condomínios residenciais no Brasil.

Autor: Divulgação

Carros elétricos em condomínios e o Judiciário

Caminhões e ônibus: a revolução da indústria nas duas últimas décadas

Quem dirige um caminhão, especialmente um biarticulado com bitrem ou rodotrem, precisa de muito treinamento.

Autor: Marcos Villela Hochreiter

Caminhões e ônibus: a revolução da indústria nas duas últimas décadas

Tecnologia de ponta a ponta: 5 tendências que vão moldar o mercado automotivo

Com desafio de alcançar números positivos, concessionárias precisam se adaptar, elevar experiência e abraçar inovações nos próximos meses.

Autor: Cesar Cantarella

Tecnologia de ponta a ponta: 5 tendências que vão moldar o mercado automotivo

A indústria brasileira de biodiesel deveria investir em HVO

Sistemas de armazenamento são capazes de permitir o uso combinado de várias fontes de energia limpa, garantindo mais eficácia e segurança.

Autor: Marcos Villela Hochreiter

A indústria brasileira de biodiesel deveria investir em HVO

Gastos com o automóvel é a segunda maior despesa do orçamento familiar

31% admitem gastar mais com o veículo do que o planejado e 62% têm uma reserva de emergência para lidar com surpresas na manutenção.

Autor: Ana Carolina Ribeiro

Gastos com o automóvel é a segunda maior despesa do orçamento familiar