Mude seu passado: exemplos mostram como fazê-lo

Se nos lembramos do passado com sofrimento, esse sofrimento pode aparecer na forma de remorso, culpa ou outros sentimentos negativos.


Cynthia Barnett

05/04/2017 - 11:52

Uma narrativa marcante, com mais de 2.000 anos, nos serve de indicação. Ela se refere a um cobrador de impostos corrupto chamado Zaqueu. Zaqueu queria, mais do que tudo, conhecer o homem que curava os outros dos tristes históricos que os definiam como adúlteros, fanáticos e doentes sofredores. Talvez ele quisesse esse tipo de transformação para si mesmo. Zaqueu subiu uma árvore para ver Jesus passar por entre a multidão e foi recompensado com o caloroso convite de Jesus: ser o anfitrião do Mestre, uma grande honra. Com grande alegria, e naquela mesma hora, Zaqueu prometeu “restituir quatro vezes mais” tudo que ele tivesse roubado. Zaqueu não queria mais se identificar com a corrupção e com a fraude. O reconhecimento de seu próprio valor, reconhecimento esse vindo do Cristo, restaurou a inocência como conceito que tinha de si mesmo. Zaqueu se sentiu renascido, deixou de lado o passado e, com um passo, começou o seu futuro (Lucas 19).

Vi esse mesmo fenômeno acontecer com meu pai. Alcoólatra durante vinte anos, meu pai conseguira esconder o vício por muito tempo. Mas, finalmente, quando o alcoolismo começou a ficar evidente em episódios embaraçosos, nossa família insistiu em que ele procurasse a ajuda necessária para vencer essa dependência.

No início, meu pai resistiu a todas as nossas sugestões. Mas ele realmente amava muito minha mãe e frequentemente prestava atenção quando ela falava dos vislumbres espirituais que resultavam de suas orações por ele. Ela, e nós, suas três filhas, certamente estávamos orando fervorosamente. Escrevíamos cartas a ele, fazendo-o pensar na pessoa boa e excelente que sabíamos que ele já era. Em algum momento, um senso mais espiritual da identidade boa de meu pai, da identidade criada por Deus, começou a transparecer.

Talvez nunca possamos saber exatamente como e por que meu pai finalmente deixou tudo aquilo de lado: o álcool e a dependência, mas ele fez isso. Apesar do conceito geralmente aceito de que o abuso do álcool causa danos permanentes, meu pai viveu uma vida notavelmente saudável durante mais de noventa anos. Até mesmo a suposição de que “uma vez alcoólatra, sempre alcoólatra” não teve nenhum poder sobre ele. Quando já estava mais velho, papai de vez em quando tomava uma cerveja, mas nunca mais se sentiu tentado a beber em excesso ou a voltar aos seus velhos hábitos. Ele se libertou, e nós fomos testemunhas do poder que Deus tem de revisar a história humana.

Meu marido, John, ensinou-me pelo exemplo de que Sim! Sim, é possível redimir o passado. Mas isso só acontece se aceitamos um novo conceito espiritualizado a respeito do passado, e a respeito de nós mesmos.

John me contou que, quando seu primeiro casamento terminou em divórcio, ele sentiu profunda tristeza, até mesmo desespero.

Ele sofria de um senso de fracasso, porque o que havia começado de forma tão feliz havia acabado de forma tão triste. Aparentemente, os fatos eram fatos e nada podia mudá-los. Ele se sentia condenado a muito tempo de sofrimento.

Mas meu marido era também um homem muito voltado àquilo que é espiritual, acostumado a ponderar o que realmente havia por baixo e além das aparências superficiais que o nosso senso humano limitado nos indica. Ele se volvia com frequência à sua fé e a uma compreensão mais apurada de que a cura vem de Deus. Ele já tinha tido provas, em outras circunstâncias, da eficácia de expressar atitudes divinas, tais como humildade, gratidão e perdão, por isso ele começou a refletir essas atitudes em meio ao divórcio e à separação.

Aconteceu algo maravilhoso. Meu marido logo compreendeu que, durante todos aqueles anos difíceis que levaram ao divórcio, algo mais estivera acontecendo. Mais profundo do que a discórdia, “O Amor sempre esteve lá”, disse-me ele com reverência.

John se lembrou de todo o amor que ele havia recebido da mãe e do irmão durante aquela época. (Seu pai havia falecido.) Ele se lembrou com prazer de seus primos e das felizes reuniões em família. Ele pensou com carinho no relacionamento muito chegado que mantinha com a filha, e que o divórcio não alterara. Acima de tudo, ele se dirigiu a Deus, para agradecer-Lhe por todas essas coisas boas.

Meu marido encontrou inspiração, em especial, nos escritos de uma pensadora espiritual revolucionária, Mary Baker Eddy, que mantém uma posição radical a respeito dessa questão. Eddy escreveu: “É preciso revisar a história humana, e apagar o registro material" e "O despertar que nos eleva acima da noção errônea de que haja vida, substância e mente na matéria, é ainda imperfeito; mas bendigo a Deus pelas claras e inesquecíveis lições do Amor, que conduzem a esse resultado” (Retrospecção e Introspecção).

John “acordou” e colocou em prática essa compreensão de que o Amor está sempre presente. Com novo apreço, ele voltou a procurar esses parentes queridos e os antigos colegas de escola. Fez visitas. Reativou sua participação no grupo de Cientistas Cristãos da localidade. Foi então que ele me conheceu! Começamos a namorar. Logo construímos um casamento feliz e seguro que nos trouxe muita alegria.

O que havia acontecido? O divórcio desaparecera? Não. Mas o pesar, sim. John mudou sua maneira de ver o passado, e sua experiência presente também mudou com essa nova perspectiva. John finalmente compreendeu que as lembranças e os sentimentos negativos não tinham o poder de perturbá-lo, porque o amor, o bem, estivera presente no passado e estava presente sempre. Ele não estava de luto!

A revisão do passado de cada uma dessas pessoas, embora pareça, não foi milagrosa. Um conceito mais espiritual a respeito desses homens atuou como um agente de limpeza, removendo os traços feios, os traços de infelicidade, e restaurando cada um ao seu brilho e resplendor original. De aí em diante estavam livres para agir de acordo com a visão do poeta: “Pois todo o bem que já passou, Presente está no meu viver” (John Greenleaf Whittier).

* Cynthia P. Barnett lecionou literatura. Atualmente é colunista sobre saúde e espiritualidade como Comitê de Publicação da Ciência Cristã para a Carolina do Norte, EUA. Contato no Brasil: brasil@compub.org




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