Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Falta de planejamento afeta aposentadoria do brasileiro

Falta de planejamento afeta aposentadoria do brasileiro

30/05/2018 Thiago Luchin

O brasileiro não planeja a aposentadoria.

Essa foi a constatação de uma pesquisa, realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) indica que oito em cada 10 brasileiros (80%) admitem que não estão se preparando para a hora de se aposentar.

Apenas 20% dos não-aposentados entrevistados afirmara que têm se preparado para ter um futuro mais tranquilo. O principal motivo para este alto índice, é a questão cultural de não criar o hábito de se programar financeiramente a longo prazo.

Os dados da pesquisa confirmam que, culturalmente, o brasileiro deixa para resolver seus assuntos financeiros na última hora. Infelizmente, quando falamos em aposentadoria esta atitude pode trazer prejuízos financeiros que muitas vezes podem ser irreversíveis.

O ideal é que as pessoas comecem a pensar na aposentadoria, o mais cedo possível. Ainda de acordo com o estudo do SPC, entre os que não se preparam para a aposentadoria, 47% afirmam que não sobra dinheiro no orçamento e 22% que estão desempregados. Outros 19% já começaram a guardar dinheiro com esse objetivo, porém não conseguiram continuar devido a problemas financeiros e1 2% têm outros planos e prioridades.

Importante ressaltar que, apesar das dificuldades, o brasileiro não deve desistir de uma aposentadoria por conta do tempo que falta. O tempo vai passar de qualquer forma. A contribuição mensal para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é fundamental para que o cidadão tenha acesso aos benefícios previdenciários, inclusive a aposentadoria.

Os especialistas recomendam que o trabalhador, mesmo o informal, não deixe de contribuir para o sistema previdenciário. É importante que o cidadão esteja vinculado ao sistema previdenciário, ou seja, que contribua com a Previdência Social. Este é o primeiro passo.

Esse conselho serve não só para os jovens que entram no mercado de trabalho, mas também para as pessoas de mais idade que, muitas vezes, deixaram de recolher por algum motivo e precisam recolher para ter direito ao benefício da aposentadoria seja ela por idade ou por tempo de contribuição.

Até mesmo as donas de casa podem se aposentar, mas para isso é necessário contribuir. O segundo passo é saber quanto pagar. Isto porque muitos pagam um valor maior achando que vão se aposentar melhor e, por desconhecerem a legislação e os redutores acabam aposentando com um valor a quem do esperado.

Por esta razão, é fundamental que o segurado faça um planejamento de aposentadoria. Assim, saberá exatamente quanto deve pagar e qual o momento para se aposentar buscando o benefício mais vantajoso.

Outro fator que alerta o brasileiro para a necessidade de um planejamento para a aposentadoria é a discussão criada pela reforma da Previdência. A proposta da equipe econômica do presidente Michel Temer era de estipular uma idade mínima - 65 anos para homens e 62 para as mulheres - para dar entrada no pedido de aposentadoria, além de um tempo mínimo de 15 anos de contribuição para o INSS.

E apesar de não ter sido aprovada pelo Congresso Nacional, a possibilidade regras mais rígidas acelerou o processo de aposentadoria de milhares de brasileiros. Isso porque, com medo dos efeitos da possível alteração das regras previdenciárias, muitos brasileiros se precipitaram e correram para as agências do INSS para garantir um benefício.

Infelizmente, uma aposentadoria pedida de forma errada e sem o auxílio correto, causa prejuízos financeiros. Por esta razão, mesmo diante de um cenário de mudanças a recomendação é cautela.

Acredito que uma reforma é necessária, contudo, com discussão, sem terrorismo, e com lei justas que não retirem direitos sociais. Os principais pontos para serem discutidos correspondem as dívidas das maiores empresas do país com o INSS e a DRU, que permite que o Governo utilize o dinheiro da Previdência para outros fins.

* Thiago Luchin é especialista em planejamento previdenciário e sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados.

Fonte: Ex-Libris Comunicação Integrada



Caso Daniel Alves, a Lei Pelé e a cultura de atraso de salários no futebol brasileiro

Na última semana fomos surpreendidos pela atitude corajosa do lateral Daniel Alves que decidiu não atuar mais pelo São Paulo Futebol Clube, por conta de atrasos de salários.


As expectativas advindas do Marco Legal das Startups

É verdade que a sensação da comunidade empresarial, quando da eminência da publicação de um novo diploma legal a fim de regular determinada atividade, volta-se naturalmente aos entraves burocráticos capazes de frear e obstar a chancela de negócios.


As fraudes financeiras com bitcoins e a necessidade da punição exemplar

A ampla cobertura da mídia sobre as operações das autoridades brasileiras contra fraudes financeiras utilizando a rentabilidade das criptomoedas como forma de atrair investidores deu visibilidade à uma prática que vem crescendo exponencialmente no Brasil.


Polêmica da Anvisa: atuação do órgão no jogo entre Brasil e Argentina

Na tarde do último domingo (5 de setembro), a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) paralisou a partida de futebol entre Brasil e Argentina, que jogavam pelas Eliminatórias da Copa do Mundo.


As virtudes e desvirtuamentos do Novo Código Eleitoral

Tramita no Congresso Nacional o projeto do Novo Código Eleitoral com mais de novecentos artigos.


Principais impactos da LGPD nas relações de trabalho

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD - Lei nº13.709/2018) prevê regras e princípios que devem ser observados quando da utilização de dados pessoais pelas empresas privadas e públicas.


Como garantir sua aposentadoria com tranquilidade em Portugal

Quando um cidadão brasileiro decide morar em Portugal, ou vice e versa, é preciso fazer diversos planos para que a sua qualidade de vida seja ainda melhor no país de destino.


Parecer da Receita pretende excluir o ICMS da base dos créditos de PIS e COFINS

O ICMS destacado na nota fiscal não pode ser considerado receita bruta por não representar acréscimo patrimonial do contribuinte.



O que mudou no Direito Condominial com o novo Código Civil?

O jurista Dalmo Dallari afirma que a sociedade humana pode ser considerada como um conjunto de pessoas que estão ligadas pela necessidade de se ajudarem com o intuito de garantir a continuidade da vida e satisfazer seus interesses e desejos.


A necessidade da LGPD na sociedade contemporânea

A lei de proteção de dados se tornou essencial diante todas as evoluções tecnológicas.


Posso comprar imóvel em leilão de forma parcelada?

Existem duas formas de se adquirir um imóvel em leilão: por meio de pagamento à vista ou de forma parcelada, conforme disciplina o artigo 895 do Código de Processo Civil.