Portal O Debate
Grupo WhatsApp

A oportunidade do erro

A oportunidade do erro

08/07/2019 Celso Hartmann

Humilhação talvez seja a palavra que melhor define a sensação que sentimos quando temos que – forçosamente – admitir que estamos errados.

Estudiosos do assunto afirmam que isso acontece porque, naturalmente, enxergamos o erro como sinônimo de incompetência e acreditamos que pessoas bem sucedidas nunca erram.

De onde vem essa crença? Em que momento de nossas vidas passamos a enxergar as coisas dessa forma? Se voltarmos no tempo e recuperarmos a maneira como as gerações anteriores eram ensinadas, vamos notar que a raiz desse pensamento pode ter brotado dentro das escolas.

Professores costumavam – e alguns ainda insistem nisso - ensinar que existia apenas uma resposta certa para cada questão apresentada.

Quem não conseguisse chegar ao resultado apontado pelo mestre, falhava – e ponto final. Aquele que respondesse da forma esperada, ganhava pontos e a admiração de todos.

Tal constatação nos leva a refletir que, desde cedo, somos programados a não permitir que o erro aconteça, quando, na verdade, o correto seria sinalizar para crianças e jovens que todos têm a permissão de errar – não para transformar o erro em hábito, mas como parte de um processo natural de aprendizado que começa na escola e se estende para a vida.

Entre os desafios diários que líderes enfrentam à frente de uma equipe, organização ou país talvez um dos mais difíceis seja aprender a lidar com os próprios erros.

Quantos gênios e prêmios Nobel erraram antes de acertar? Precisamos aceitar, sem resistências, que cometer erros faz parte da natureza humana. Aprender a enxergá-los de maneira positiva é o primeiro passo para errar cada vez menos.

Vamos agora voltar nossa reflexão para o contexto escolar e as crianças. O processo de desenvolvimento infantil envolve aprender e isso só se concretiza quando a criança tem a oportunidade de experimentar e descobrir.

O que pais e educadores precisam ter em mente é que, de início, é normal e até esperado que ela não acerte e não consiga ter êxito em suas tentativas. E a forma como as primeiras falhas são encaradas é que será determinante para o sucesso futuro.

Tomemos como exemplo a matemática. A resistência em relação à disciplina vem da crença de que é difícil demais e não é qualquer um que consegue ser bem sucedido na resolução das questões e conceitos matemáticos. E como, culturalmente, temos o receio de errar, a reação natural é resistir ou fugir da matéria.

Não por acaso, o Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes mostrou que em 2016 o Brasil ocupava a 66ª colocação no ranking que avalia o desempenho dos jovens em matemática - a colocação mais baixa alcançada pelo país nas últimas cinco edições do programa.

Mas, e se os alunos perderem o medo de errar? Podemos, com certeza, melhorar essa realidade. O PED Brasil, um programa desenvolvido na Universidade de Stanford em parceria com o Centro Lemann, propõe novas abordagens para o ensino da disciplina, mostrando o quão produtivo pode ser o aprendizado quando o erro é tratado em sala de aula como algo positivo.

Sim, positivo! Afinal, é possível aprender muito mais com o erro do que com o acerto. Quando erramos, ficamos alerta, tentamos descobrir onde foi que erramos e o que é necessário para acertar na próxima vez.

Portanto, fica aqui um convite para pais e educadores: vamos ajudar nossas crianças e jovens a enxergarem no erro uma oportunidade para fazer sempre mais e melhor?

* Celso Hartmann é diretor-geral do Colégio Positivo.

Fonte: Central Press



A maldição da aula divertida

Nem tudo o que precisamos aprender para compreender o mundo é divertido ou pode ser aprendido em meio a jogos lúdicos ou brincadeiras dinâmicas.

Autor: Daniel Medeiros

A maldição da aula divertida

Era uma vez em uma escola na Suécia

O governo sueco resolveu dar uma guinada nas suas orientações escolares e agora estimula fortemente o uso de livros em vez de laptops.

Autor: Daniel Medeiros

Era uma vez em uma escola na Suécia

Pais de autistas pedem que ministro o Parecer do Autismo

Associações de pais de autistas de todo o Brasil estão empenhadas em ampliar os direitos educacionais dos filhos.

Autor: Divulgação

Pais de autistas pedem que ministro o Parecer do Autismo

Educação e cidadania: pilares para futuro sustentável

Investir nas pessoas no tempo presente é um princípio básico e pode ser uma das maneiras mais efetivas de garantir um futuro mais sustentável.

Autor: Antoninho Caron

Educação e cidadania: pilares para futuro sustentável

10 motivos para falar de IA com crianças e adolescentes

Para os especialistas, a ferramenta já é considerada uma nova forma de alfabetização.

Autor: Divulgação

10 motivos para falar de IA com crianças e adolescentes

Participação e inclusão escolar: como fazer?

O princípio da gestão democrática da educação, previsto no artigo 206 da Constituição de 88, é também uma luta histórica dos movimentos a favor dos direitos das pessoas com deficiência. 

Autor: Lucelmo Lacerda e Flávia Marçal

Participação e inclusão escolar: como fazer?

Desvendando a defasagem na aprendizagem

Pesquisa compara ritmo acadêmico pré e pós-pandemia, mostrando caminhos para solucionar essa defasagem e promover sucesso educacional aos alunos.

Autor: Divulgação

Desvendando a defasagem na aprendizagem

Como as competições podem melhorar o desempenho dos alunos

O Brasil é um dos países que menos investe em educação básica no mundo, segundo a OCDE.

Autor: Divulgação

Como as competições podem melhorar o desempenho dos alunos

Volta às aulas: como evitar o estresse e a ansiedade?

Milhares de crianças e adolescentes estão de volta às salas de aula.

Autor: Divulgação

Volta às aulas: como evitar o estresse e a ansiedade?

Educação para autistas: se não agora, quando?

Nos últimos 10 anos muitas foram as conquistas alcançadas pelas pessoas com autismo, fruto de suas lutas e de suas famílias.

Autor: Lucelmo Lacerda e Flávia Marçal

Educação para autistas: se não agora, quando?

Readaptação das crianças ao ambiente escolar na volta às aulas

O início do ano letivo se aproxima e com ele muitas expectativas, o período de volta às aulas é um momento de novos desafios e oportunidades.

Autor: Divulgação

Readaptação das crianças ao ambiente escolar na volta às aulas

O direito de estudar também vale para pessoas com autismo

Pautado na perspectiva de um direito humano e fartamente fundamentado nas legislações, o parecer orientador fura a bolha da invisibilidade.

Autor: Lucelmo Lacerda

O direito de estudar também vale para pessoas com autismo