Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Como o mundo, professores nunca mais serão os mesmos

Como o mundo, professores nunca mais serão os mesmos

05/06/2020 Regina Silva

A profissão de professor envolve muita relação interpessoal e acolhimento.

Como o mundo, professores nunca mais serão os mesmos

Diante do cenário que estamos vivenciando, os desafios são gigantes para a educação como um todo e para os professores em particular.

O mundo está se transformando e não voltaremos “ao normal”, pois o normal será uma nova realidade, muito diferente do que estávamos vivendo até a pandemia de covid-19. O mundo, provavelmente, não será o mesmo. A Educação e os professores também não. São muitos os aspectos que devem ser levados em consideração, como também, as inúmeras incertezas: durante quanto tempo as escolas ficarão fechadas? Como será a regulamentação? Como garantir a qualidade e o cumprimento do currículo? Como engajar alunos e famílias nesse nosso modelo? Mas, deixando de lado as incertezas e sobre as quais não temos domínio, vamos focar especialmente no papel do professor, que precisa se reinventar para continuar cumprindo sua missão de mediar a aprendizagem dos estudantes. 

O processo de ensino e aprendizagem se transforma neste contexto. As formas habituais de lecionar precisam ser revistas. É preciso modificar o planejamento pedagógico e encontrar alternativas para envolver, motivar e propiciar o desenvolvimento dos estudantes, mesmo que a distância. A profissão de professor envolve muita relação interpessoal e acolhimento. Talvez aqui esteja a maior perda. A falta do olho no olho e das interações entre professores e alunos assim como entre alunos e os colegas. Um dos principais desafios é adequar aulas, materiais e atividades para outro modelo que não o presencial. Muitas tecnologias estão sendo disponibilizadas neste momento de crise. É uma avalanche de informações, o que torna muito difícil encontrar a melhor solução para atender a essa necessidade não planejada de ensinar além dos muros da escola.

Apesar da grande maioria dos professores utilizar regularmente as tecnologias no dia a dia, a situação fica mais complicada quando se trata de conhecer e dominar novas ferramentas e metodologias para adaptar as aulas a um novo formato. Isso exige um tempo que não temos. Inclusive, muitas escolas no país estão definindo férias de vinte dias para que suas equipes se preparem melhor e desenvolvam conteúdos e dinâmicas adequados para as aulas a distância. Outro grande desafio é a falta de infraestrutura necessária para aulas a distância nos lares, especialmente em se tratando de estudantes da escola pública. Essa questão, de homeschooling, não pode ficar à margem, pois temos que garantir uma educação não excludente. A falta de tempo e preparo das famílias para mediar a realização de atividades pedagógicas torna a situação o ensino em ainda mais complexo.

Existe o fato, ainda, de que os desafios são diferentes para alunos das diferentes faixas etárias, já que é possível adaptar recursos para atender desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Porém criatividade, objetividade e simplicidade são os postos-chave para este momento, independentemente da idade dos estudantes. A crise consolidou algo que já sabemos: alunos estão mostrando que as instituições formais de ensino já não são mais os principais locais para buscar informações e aprender. Portanto, precisamos reinventar a escola como espaço relevante de aprendizagem para que cumpra seu papel de formar estudantes a fim de interagir com criatividade, ética e responsabilidade na sociedade em que estão inseridos.

As tecnologias digitais podem ajudar a tornar esse desafio menos estressante para todos os envolvidos nos processos de ensinar e aprender. Plataformas adaptativas, por exemplo, permitem ao estudante seguir o próprio caminho de aprendizagem de uma forma mais autônoma, seja recuperando dificuldades individuais ou avançando para conceitos mais complexos. Os dados coletados no decorrer da realização das atividades auxiliam o professor a acompanhar, mesmo que a distância, o desempenho de cada aluno e a intervir quando a mediação se faz necessária. É apenas um exemplo de como os tão propalados Big Data e Inteligência Artificial podem ajudar o #FiqueEmCasa a ser mais produtivo e envolvente.

Oferecer conteúdo relevante, bem dosado, com interação e uma rotina de produção para que os alunos participem de forma ativa das atividades, compartilhando ideias e dando devolutivas, pode assegurar maior interesse e compreensão dos conceitos abordados. Metodologias ativas, educação 4.0, autonomia do aluno, temas voltados para educação e amplamente discutidos em congressos, seminários, simpósios entre outros eventos agora ganham destaque e é o momento para colocá-los em prática.

O professor, depois do covid-19, assim como qualquer um de nós (inclusive os estudantes), será um profissional mais preocupado com o outro, que valoriza as relações interpessoais. A principal transformação que a crise nos trará está ligada ao envolvimento, engajamento e determinação para fazer e ser diferente. Quando as aulas presenciais retornarem, o professor certamente estará mais antenado às estratégias diferenciadas e ao novo. Será capaz de enxergar, avaliar e aliar o interesse dos alunos aos recursos usados em sua prática pedagógica diária. Isso proporcionará mais dinâmicas para aulas, engajamento dos alunos e, consequente, mais aprendizagem. Estamos prestes a vivenciar a decolagem da Educação 4.0 no Brasil, defintivamente.

* Regina Silva é diretora pedagógica da unidade de tecnologia educacional da Positivo Tecnologia e especialista nas soluções para escolas.

Fonte: Grupo Virta



Inep confirma realização do Enem 2022 nos dias 13 e 20 de novembro

Publicação no DOU também traz datas para Revalida, Encceja e Enade.

Inep confirma realização do Enem 2022 nos dias 13 e 20 de novembro

Escola de Negócios libera acessos para curso ‘Transformação Digital para Engenheiros’

Voitto libera 15 mil acessos gratuitos e curso com 12 horas de conteúdo e certificado de conclusão.

Escola de Negócios libera acessos para curso ‘Transformação Digital para Engenheiros’

Universidade Infraero abre inscrições para o Programa ‘Treinar’

Universidade Infraero firma contrato com Secretaria Nacional de Aviação Civil.


Startup de educação realiza curso que incentiva independência nos estudos

A Semana do Filho Estudioso, organizada pela Piva Educacional, ocorre entre os dias 17 e 24 de janeiro com transmissão simultânea para o Brasil e exterior.


Aluna dos meus alunos

Tempo, partilha, generosidade.

Aluna dos meus alunos

Um debate sobre a valorização dos educadores

Quando falamos da importância da valorização dos profissionais da educação, diversos fatores devem ser considerados.

Um debate sobre a valorização dos educadores

Curso gratuito de programação vai capacitar 50 mil mulheres

Iniciativa criada pela escola de programação Kenzie Academy e a startup DUPLA quer reduzir a desigualdade de gênero na área de tecnologia.


4 pilares do processo de aprendizagem para 2022

Especialista aponta os principais pontos para promover ambientes dinâmicos e que estimulem o acesso ao conhecimento.

4 pilares do processo de aprendizagem para 2022

Diploma Digital deve ser adotado por todas instituições de ensino superior do Brasil

Medida trará mais eficiência, segurança e proporcionará redução de custos às instituições.

Diploma Digital deve ser adotado por todas instituições de ensino superior do Brasil

Seu filho já sabe programar? Se não, comece a prepará-lo para o futuro

Acesso ao aprendizado da linguagem de programação amplia a criatividade, pensamento crítico e matemático, além da capacidade de resolução de problemas.

Seu filho já sabe programar? Se não, comece a prepará-lo para o futuro

2021, o ano que (enfim) terminou

Faz praticamente dois anos que vivemos quase o dia da marmota, como no filme O Feitiço do Tempo.

2021, o ano que (enfim) terminou

UFMG tem 76 vagas de graduação para refugiados e apátridas

Para se candidatar é necessário ter feito o Enem entre 2017 e 2021.

UFMG tem 76 vagas de graduação para refugiados e apátridas