Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Conhecimento é combustível para a motivação

Conhecimento é combustível para a motivação

29/05/2024 Yuri Trafane

Não são incomuns as histórias de profissionais que, voluntariamente, trocam de emprego para ganhar menos do que em suas posições anteriores.

Conhecimento é combustível para a motivação

Será que essas pessoas não ligam para dinheiro? Claro que ligam.

Elas apenas sabem que existem outras moedas que têm valor. E que provavelmente essas outras formas de pagamento poderão ser “monetizadas” com juros atraentes no futuro. O conhecimento é uma dessas moedas.

Quando alguém sabe que vai aprender mais por trabalhar em uma organização, coloca isso na equação antes de definir qual caminho seguir. Ela sabe que, quanto mais preparada estiver, mais será valorizada – inclusive financeiramente – no futuro.

Eu mesmo tomei uma decisão nesse sentido no início da minha vida profissional. Logo depois de sair da faculdade, participei de diversos processos de seleção para trainee e tive a ventura de ser admitido em alguns deles.

Depois de analisar as opções, escolhi um dos que pagavam o menor salário: a Unilever. Mas eu sabia que essa respeitada multinacional não era apenas uma empresa. Era uma escola. Um lugar onde eu poderia entrar em contato com as mais avançadas ferramentas e conceitos de gestão.

Ao comparar o pagamento pecuniário com a remuneração subjetiva em moedas de conhecimento, quero mostrar que o aprendizado pode ser um elemento motivador extrínseco, tanto quanto o é o salário.

E talvez mais efetivo, pois o conhecimento parece ter, ainda, algumas nuances ligadas à motivação intrínseca, já que aprender é algo que pode ter um significado em si. Com potencial para gerar satisfação por si mesmo.

E segundo Edward Deci, a dimensão intrínseca da motivação é mais densa e perene. Isso se aplica não só a empresas – como agentes de motivação –, mas também, se não principalmente, aos líderes.

Todo mundo que viveu no ambiente corporativo sabe que existem gerentes com os quais todos querem trabalhar, enquanto outros são evitados como a morte. Por vários motivos. Um dos mais perceptíveis é o quanto essa pessoa se dedica a desenvolver os membros do seu time.

O quanto essa pessoa se dispõe a ensinar o que sabe e o que sabe fazer. Isso porque a grande maioria dos liderados quer aprender. Porque consegue estabelecer uma relação causal entre aprender mais e ser mais bem-sucedido. E também porque, como já dissemos, é bom aprender.

Não é por outro motivo que alguns autores comparam o papel do líder ao de professor. Quem age dessa forma está exercendo as atividades ligadas à segunda dimensão do papel do líder – além de gerar comprometimento -, que é desenvolver pessoas, o que torna tal comportamento ainda mais vital para o exercício da liderança.

A verdade é que quanto mais o líder ensina, mais ele aumenta a probabilidade de ter uma equipe engajada. Uma consequência direta, dramática e polêmica dessas constatações é que uma empresa não precisa pagar os melhores salários nominais para ter os melhores colaboradores em seus quadros.

Desde que pague a diferença – e mais um pouco – com moedas não imediatamente pecuniárias, dentre as quais o aprendizado é uma das mais valorizadas. Por isso, um líder de verdade, que realmente entende a responsabilidade de sua posição, ensina o que sabe, inspira pelo exemplo e valoriza o desenvolvimento contínuo de sua equipe.

* Yuri Trafane é consultor empresarial na Ynner Treinamentos e autor de “Os Quatro Papéis”.

Para mais informações sobre aprendizado clique aqui...

Publique seu texto em nosso site que o Google vai te achar!

Entre para o nosso grupo de notícias no WhatsApp

Todos os nossos textos são publicados também no X

Quem somos

Fonte: LC Agência de Comunicação



Os jovens e o trabalho

A responsabilidade de gerar filhos é algo muito sério porque pai e mãe possibilitam a encarnação de uma alma para evoluir no mundo material, o aquém.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra

Os jovens e o trabalho

O fim da geração nem-nem está na aprendizagem?

No labirinto complexo das políticas trabalhistas, há uma série de fatores que merecem nossa atenção.

Autor: Francisco de Assis Inocêncio

O fim da geração nem-nem está na aprendizagem?

A escola pública sob administração privada

O Estado do Paraná apresenta ao Brasil um novo formato de administração à rede escolar.

Autor: Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves


O compromisso das escolas privadas na educação antirracista

Alcançar o sucesso demanda comprometimento de faculdades e universidades com a formação inicial de professores.

Autor: Luana Tolentino

O compromisso das escolas privadas na educação antirracista

Inscrições abertas para os cursos de condutores de caminhões

A Fabet São Paulo está com inscrições abertas para três cursos avançados voltados a formação e aperfeiçoamento de condutores de caminhões.

Autor: Marcos Villela Hochreiter


Exercitando a empatia

No meu último ano de sala de aula, tive uma turma de quarto ano que se tornou muito querida.

Autor: Vanessa Nascimento

Exercitando a empatia

Violência escolar: qual a causa e como solucionar

Comportamentos violentos nas escolas se intensificam cada dia mais, ou pelo menos a sua relevância tem ficado mais clara.

Autor: Felipe Lemos

Violência escolar: qual a causa e como solucionar

Todo dia é Dia da Educação

“A educação do homem começa no momento do seu nascimento; antes de falar, antes de entender, já se instrui.” Rousseau. “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.” Immanuel Kant.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra

Todo dia é Dia da Educação

A integração entre crianças no espaço escolar

A escola, mais do que um simples espaço de ensino, desempenha um papel essencial na formação social das crianças.

Autor: Michelle Norberto

A integração entre crianças no espaço escolar

Como dizer “oi em inglês” tem quase 50 mil buscas mensais no Brasil, segundo pesquisa

De acordo com levantamento da plataforma de idiomas Preply, expressões básicas como “oi”, “bom dia” e “boa noite” são as mais buscadas pelos brasileiros na tradução para o inglês.

Autor: Divulgação

Como dizer “oi em inglês” tem quase 50 mil buscas mensais no Brasil, segundo pesquisa

Educação especial e inclusiva: para onde avançar?

É preciso destacar que o Brasil avançou de forma muito significativa nas últimas décadas no que concerne a políticas de acesso.

Autor: Lucelmo Lacerda e Flávia Marçal

Educação especial e inclusiva: para onde avançar?

Acolhimento: um ato revolucionário de amor e empatia

Feche os olhos por um minuto e tente lembrar de um momento em que foi acolhida na infância ou adolescência.

Autor: Vanessa Nascimento

Acolhimento: um ato revolucionário de amor e empatia