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Não corra atrás do clássico

Não corra atrás do clássico

05/04/2023 Carolyne Mensen

Um dia desses, eu estava ouvindo música com meu filho quando ele pediu para tocar um rap de um anime que ele gosta.

Não corra atrás do clássico

Em meio a um trânsito caótico, a música rolando solta quando, de repente, ouço um “Onde passo com a Moby Dick, ondas vão se levantar”. Opa! Na hora, perguntei para ele se ele conhecia a história de Moby Dick (eu sabia que não), mas arrisquei para saber a resposta. Ele disse que Moby Dick é o nome de um navio desse anime chamado One Piece, e completou dizendo que era um grande navio de guerra com uma figura na proa de uma baleia azul. Fiquei estonteada. Como assim? Foi aí que tive uma confirmação: os clássicos são eternos, por isso são clássicos!

Primeiramente, para quem não conhece a história original de Moby Dick, saiba que é antiga e muito marcante, porém, quando lançado, o livro foi um fracasso de público e rico em críticas. Detalhe que isso foi em meados do século 19 e, vamos e venhamos, que fracasso, hein? (essa pergunta contém ironia). De fracasso não teve nada. É uma obra que perdura por séculos e atingiu todo tipo de público, tanto que sua referência veio parar em um rap de um canal do YouTube, criado por adolescentes fãs de anime (século 21). Curioso, não? É de se pensar que quando a história é boa, ela dura muitos e muitos anos, até séculos.

Além disso, basicamente, a história do livro de Herman Melville é sobre um capitão que busca vingança contra o terrível cachalote que amputara sua perna em uma viagem anterior. É uma aventura estrondosa, de provocar suspiros, medos e lágrimas do leitor. Quando li esse livro, eu já tinha meus vinte e tantos anos e me emocionei muito. Terminei a história chocada, obcecada. Virei uma fã. Acho que foi por isso que ao ouvir as palavras “Moby Dick” em um rap (que meu filho de 9 anos estava ouvindo, inspirada em um anime que eu nunca dei moral) me chocou tanto, no bom sentido.

Para entender a questão, é preciso saber o que é um clássico da literatura. De acordo com o site guiadoestudante.com.br, são obras que retratam aspectos da vida humana que são eternos, como: amor, ódio, esperança, vingança e outros. Dentre obras clássicas estão as do famoso Shakespeare, Cervantes, Proust, Dostoievski, Dickens, Balzac e tantos grandes nomes da literatura mundial que não cabem aqui nessas linhas. Esses autores e muitos outros, inclusive brasileiros como Machado de Assis, contam histórias que viraram inspiração para músicas, animações, indo até para as telas de cinema, inclusive streamers. Além disso, é preciso saber que uma pesquisa realizada pelo IBOPE em 2019 revelou que o Brasil perdeu 4,6 milhões de leitores nos últimos quatro anos. Mas, nem tudo está perdido, pois essa mesma pesquisa comprovou que as crianças estão aumentando seu tempo de leitura. Felizmente, temos leitores em potencial.

Portanto, há esperança com relação ao público para que essas grandes histórias não se percam por aí. Espero que daqui a muitos anos, meu filho esteja com outra criança ouvindo música, assistindo a um vídeo, seja lá o que for, mas que no fundo haja menção a uma baleia ou a um homem lutando com moinhos de vento ou alguém dando a volta ao mundo em 80 dias ou até mesmo a vinte mil léguas submarinas. Por isso que eu digo e repito, não precisa correr atrás do clássico, pois um dia ele virá até você.

* Carolyne Mensen, formada em Letras - Português/Francês, é professora de Língua Portuguesa do Colégio Positivo - Master.

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Fonte: Central Press



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