Portal O Debate
Grupo WhatsApp

O bullying retorna a sala de aula

O bullying retorna a sala de aula

10/05/2022 Marcos Spagnoli

Os últimos anos trouxeram intensa mudança para o universo escolar.

O bullying retorna a sala de aula

Salas de aulas híbridas, uso de tecnologias para facilitar o aprendizado e cuidados com a saúde emocional e psicológica dos alunos são alguns dos elementos comuns à realidade da maioria das instituições de ensino em 2022. Entretanto, há temas que continuam a ocupar espaço na agenda dos educadores. Um deles, é o bullying.

Diversos autores já estão estudando os impactos da pandemia no comportamento e no desempenho dos alunos. Mas, não é preciso uma análise muito profunda para perceber que o isolamento afetou, e muito, crianças e adolescentes de todas as idades, em especial no que tange a socialização. O apego excessivo aos aparelhos celulares também se mostrou um agravante após o retorno e a possibilidade de registrar um colega sem consentimento ou de divulgá-lo sem autorização, tudo com facilidade, tornou-se uma enorme preocupação da equipe pedagógica. O receio no aumento de casos de cyberbullying virou uma realidade.

É fácil perceber um aumento em casos de indisciplina, principalmente no início do ano. Isso já era esperado e o importante, então, é estar preparado e não negligenciar nenhuma situação do tipo. Para enfrentarmos alguns destes desafios é preciso muito envolvimento, trocas com os alunos e ações em conjunto como forma de resolução. O ponto principal é mostrar que o bullying é algo que afeta o coletivo e, portanto, tem de ser combatido coletivamente.

Quando é identificado uma situação em determinada turma ou grupo de estudantes, os encaminhamentos precisam ser feitos com os envolvidos, mas também com o restante do grupo, mesmo que estes não estejam relacionados diretamente. Dessa forma,  é possível aproveitar as vivências dos próprios estudantes para elucidar o trabalho de conscientização que deve ser feito.

Nesse contexto, todos os colaboradores têm papel importante. O olhar cuidadoso e atento dos docentes continua a ser um fator diferenciado. Com pequenas intervenções em sala de aula, ou à frente de projetos interdisciplinares, o vínculo entre professor e aluno continuará a ser eficaz no combate ao bullying. Se há envolvimento, há, inevitavelmente, maior respeito entre todos e, com isso, há menos espaço para casos de bullying no dia a dia.

Outro ponto fundamental no combate a este tipo de violência é o envolvimento das famílias. Ter um diálogo aberto com os responsáveis, garantir a transparência das situações que ocorrem e estabelecer alinhamentos de condutas são primordiais para o sucesso e a eficácia das ações propostas pela escola.

É possível também combater o bullying de uma forma mais ampla: criar ambientes acolhedores, nos quais os alunos sintam-se confortáveis e fomentem uma cultura de respeito à diversidade, ajuda a construir um senso coletivo de respeito e de não tolerância a este tipo de violência. Diversas escolas têm incorporado a grade de aulas disciplinas como Projeto de Vida, que traz em sua proposta ações e reflexões para trabalhar temas diretamente relacionados ao assunto.

Por esses motivos, se antes da pandemia o tema já não era fácil de ser vencido, agora, no pós, com as sequelas do isolamento, pode ser ainda mais difícil. Mas é possível, de fato, minimizar os episódios e fomentar uma cultura de não tolerância a este tipo de conduta. Atuar na prevenção e na conscientização, constantemente, é fundamental. Afinal, educar é sempre o melhor caminho.

* Coordenador Pedagógico da rede de colégios Luminova – unidade Barra Funda, Marcos Spagnoli tem MBA em Gestão Escolar pela USP Esalq e foi professor de Geografia, Empreendedorismo e Projeto de Vida por mais de 10 anos, com experiência em diferentes sistemas de ensino.

Para mais informações sobre bullying clique aqui...

Publique seu texto em nosso site que o Google vai te achar!

Fonte: Markable Comunicação



Desvendando a defasagem na aprendizagem

Pesquisa compara ritmo acadêmico pré e pós-pandemia, mostrando caminhos para solucionar essa defasagem e promover sucesso educacional aos alunos.

Autor: Divulgação

Desvendando a defasagem na aprendizagem

Como as competições podem melhorar o desempenho dos alunos

O Brasil é um dos países que menos investe em educação básica no mundo, segundo a OCDE.

Autor: Divulgação

Como as competições podem melhorar o desempenho dos alunos

Volta às aulas: como evitar o estresse e a ansiedade?

Milhares de crianças e adolescentes estão de volta às salas de aula.

Autor: Divulgação

Volta às aulas: como evitar o estresse e a ansiedade?

Educação para autistas: se não agora, quando?

Nos últimos 10 anos muitas foram as conquistas alcançadas pelas pessoas com autismo, fruto de suas lutas e de suas famílias.

Autor: Lucelmo Lacerda e Flávia Marçal

Educação para autistas: se não agora, quando?

Readaptação das crianças ao ambiente escolar na volta às aulas

O início do ano letivo se aproxima e com ele muitas expectativas, o período de volta às aulas é um momento de novos desafios e oportunidades.

Autor: Divulgação

Readaptação das crianças ao ambiente escolar na volta às aulas

O direito de estudar também vale para pessoas com autismo

Pautado na perspectiva de um direito humano e fartamente fundamentado nas legislações, o parecer orientador fura a bolha da invisibilidade.

Autor: Lucelmo Lacerda

O direito de estudar também vale para pessoas com autismo

Precisamos ajudar os jovens na conquista de uma autonomia saudável

Criar autonomia não significa agir sem orientação, e é nesse contexto que destaco a importância de auxiliar os jovens em suas escolhas.

Autor: Rafaelle Benevides

Precisamos ajudar os jovens na conquista de uma autonomia saudável

Inovação na educação: o impacto transformador das telas interativas

As telas interativas têm emergido como catalisadoras de mudanças significativas no cenário educacional.

Autor: Severino Sanches

Inovação na educação: o impacto transformador das telas interativas

Revolução educacional e estudantes com autismo: o impacto do CNE

A cada 36 crianças, uma é diagnosticada com autismo. E a garantia do direito à educação desses estudantes se apresenta como tema de interesse público nacional.

Autor: Lucelmo Lacerda e Flávia Marçal

Revolução educacional e estudantes com autismo: o impacto do CNE

Caneta, régua, borracha e apontador são os materiais escolares mais tributados

Pesquisa realizada pela Sovos aponta que tributos incidentes sobre os principais itens escolares podem chegar a 50% do preço final repassado ao consumidor.

Autor: Divulgação

Caneta, régua, borracha e apontador são os materiais escolares mais tributados

Adaptação da criança na escola é momento crítico para pais e educadores

Especialistas dão dicas de como lidar com esse momento de choradeira e inseguranças.

Autor: Divulgação

Adaptação da criança na escola é momento crítico para pais e educadores

Estudantes brasileiros rejeitam FIES como forma de financiamento

30% dos entrevistados não aceitariam de forma alguma o financiamento ou preferem outras formas de pagamento, mesmo se houvesse vaga disponível.

Autor: Divulgação

Estudantes brasileiros rejeitam FIES como forma de financiamento