Portal O Debate
Grupo WhatsApp

O impacto emocional da quarentena nas crianças

O impacto emocional da quarentena nas crianças

25/04/2020 Eliane Veloso

Desde o início do isolamento devido ao novo coranavírus, as vertentes de opiniões estão deixando de contemplar a perspectiva de que este é também um tempo de reconexão.

O impacto emocional da quarentena nas crianças

Todas as famílias suspenderam trabalho de terceiros em suas casas, o que as levou a lidar sozinhas com afazeres domésticos, como cozinhar e lavar a roupa, além de cuidar das crianças pequenas. E isso sem deixar de lado a atividade profissional, às vezes em home office.

Tantas tarefas estressam os pais e são fonte de pressão emocional sobre os filhos, por sua vez também afastados das escolas.

A escola, para muitos alunos, era lugar de acolhimento, troca de afeto, um ambiente seguro para que pudessem se expressar, inclusive sobre seus sentimentos. Agora, eles estão reclusos em ambientes que não necessariamente promovem estímulos pedagógicos.

Pais, diante da imprevisibilidade da retomada das atividades, vamos ajudar seus filhos?

Primeiro, é importante que se dê atenção a este momento de reconexão - um momento que não diz apenas sobre estar presente, mas também sobre ter um tempo de qualidade com as crianças, seja na hora do ensino à distância (algo novo para elas), seja na hora do descanso.

Segundo, é fundamental tomar cuidado com o que se diz sobre a pandemia da Covid-19. Cada idade requer um tipo diferente de abordagem para tratar de um tema tão delicado. É importante que os pais transmitam apenas informações que seus filhos sejam capazes de processar. A criação de um canal de diálogo franco e cauteloso com as crianças garante que os pequenos não irão fantasiar ou ficar ansiosos e temerosos com o cenário atual.

Esse tipo de erro vem acontecendo com frequência por conta do acesso à internet, que disponibiliza informações sem filtros. São notícias que fogem do universo das crianças: o medo da morte iminente, o medo do desemprego próximo. Tais notícias às vezes são amplificadas pelos próprios pais que, inadvertidamente, as comentam diante dos filhos, sem preocupação de contextualizar. Isso pode lhes causar danos emocionais, impactar o processo de aprendizagem e influenciar a maneira como eles vão se relacionar com o mundo.

Em um cenário de isolamento, as crianças tiveram suas rotinas afetadas e o cronograma de ensino foi adaptado. É importante delimitar espaços físicos de estudo, horários determinados e uma organização capaz de situá-los na nova dinâmica, de maneira que o confinamento seja menos desgastante.

Crianças e adolescentes precisam de estímulos constantes. Transformar a hora do lazer e de atividades extras em um ambiente capaz de gerar conhecimento, assim como ocorre em sala de aula, é a saída mais efetiva para a qualidade desse tempo de "descanso".

Transformar momentos difíceis em oportunidades é a solução. Estamos diante de um momento que pode ser único para a reconexão e a reconstrução de um ambiente familiar rico e produtivo para o emocional das crianças. O resultado será uma transformação sincera, eficaz e duradoura, que a rotina anterior ao período do isolamento social jamais poderia causar.

* Eliane Veloso é psicopedagoga da Escola SEB | Unimaster, em Minas Gerais.

Fonte: GBR Comunicação



Os jovens e o trabalho

A responsabilidade de gerar filhos é algo muito sério porque pai e mãe possibilitam a encarnação de uma alma para evoluir no mundo material, o aquém.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra

Os jovens e o trabalho

O fim da geração nem-nem está na aprendizagem?

No labirinto complexo das políticas trabalhistas, há uma série de fatores que merecem nossa atenção.

Autor: Francisco de Assis Inocêncio

O fim da geração nem-nem está na aprendizagem?

A escola pública sob administração privada

O Estado do Paraná apresenta ao Brasil um novo formato de administração à rede escolar.

Autor: Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves


O compromisso das escolas privadas na educação antirracista

Alcançar o sucesso demanda comprometimento de faculdades e universidades com a formação inicial de professores.

Autor: Luana Tolentino

O compromisso das escolas privadas na educação antirracista

Inscrições abertas para os cursos de condutores de caminhões

A Fabet São Paulo está com inscrições abertas para três cursos avançados voltados a formação e aperfeiçoamento de condutores de caminhões.

Autor: Marcos Villela Hochreiter


Exercitando a empatia

No meu último ano de sala de aula, tive uma turma de quarto ano que se tornou muito querida.

Autor: Vanessa Nascimento

Exercitando a empatia

Conhecimento é combustível para a motivação

Não são incomuns as histórias de profissionais que, voluntariamente, trocam de emprego para ganhar menos do que em suas posições anteriores.

Autor: Yuri Trafane

Conhecimento é combustível para a motivação

Violência escolar: qual a causa e como solucionar

Comportamentos violentos nas escolas se intensificam cada dia mais, ou pelo menos a sua relevância tem ficado mais clara.

Autor: Felipe Lemos

Violência escolar: qual a causa e como solucionar

Todo dia é Dia da Educação

“A educação do homem começa no momento do seu nascimento; antes de falar, antes de entender, já se instrui.” Rousseau. “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.” Immanuel Kant.

Autor: Benedicto Ismael Camargo Dutra

Todo dia é Dia da Educação

A integração entre crianças no espaço escolar

A escola, mais do que um simples espaço de ensino, desempenha um papel essencial na formação social das crianças.

Autor: Michelle Norberto

A integração entre crianças no espaço escolar

Como dizer “oi em inglês” tem quase 50 mil buscas mensais no Brasil, segundo pesquisa

De acordo com levantamento da plataforma de idiomas Preply, expressões básicas como “oi”, “bom dia” e “boa noite” são as mais buscadas pelos brasileiros na tradução para o inglês.

Autor: Divulgação

Como dizer “oi em inglês” tem quase 50 mil buscas mensais no Brasil, segundo pesquisa

Educação especial e inclusiva: para onde avançar?

É preciso destacar que o Brasil avançou de forma muito significativa nas últimas décadas no que concerne a políticas de acesso.

Autor: Lucelmo Lacerda e Flávia Marçal

Educação especial e inclusiva: para onde avançar?