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Ser professor não é profissão, é paixão

Ser professor não é profissão, é paixão

18/12/2019 Josemary Morastoni

Um ser iluminado que promove o conhecimento com a alma e com o coração.

Ser professor não é profissão, é paixão

Como professora, posso lhes afirmar, ser professor é muito mais que lecionar, é ter um envolvimento muito maior do que apenas cumprir as demandas de um ofício. Neste texto, quero referenciar uma grande inspiração: o educador português Antônio Nóvoa. Um ser iluminado, pois além de reconhecido pela sua base técnica e teórica, ele promove o conhecimento com a alma e com o coração. Para ele, existem cinco pilares básicos para a formação de professores, que são construídos dentro da própria trajetória profissional, a partir do momento em que você decide ser professor. Independente do caminho que você vai seguir, os cinco P’s estarão presentes na sua vida. Vamos a eles:

Prática

Não existe profissional que não tenha a necessidade de buscar conhecimentos para suas práticas. Mas, o professor, diferente de outras profissões, além de buscar conhecimentos de sua área específica, precisa encontrar recursos para poder promover tal conhecimento, é necessário conhecer novas metodologias, ferramentas, criar estratégias de relação com pessoas e na resolução de conflitos, portanto, precisa dominar o conhecimento técnico, as metodologias adequadas para cada contexto, as novas tecnologias e aplicar tudo isso com uma linguagem e ferramentas. Pois temos cada vez mais um modelo de vida social que impacta na forma como devemos trabalhar dentro das escolas e precisamos nos adequar a isto.

Profissão/Pessoa

A pouca valorização e reconhecimento do professor no Brasil já é um fato. Em alguns países, o professor é considerado um ser nobre, e até venerado por suas atribuições na formação de novas gerações. Alguns estudos apontam que nos últimos 20 anos, houve uma queda na valorização da profissão. Estamos acompanhando questões sociais, de políticas públicas, na qual a profissão tem cada vez menos prestígio, o que gera outra questão, poucos querem ser professores. Mas sua missão é nobre, por isso, autoconhecimento, autorreflexão podem contribuir com a maneira com que você professor, parta de sua história pessoal, de vida, de sua subjetividade para então formatar a sua identidade profissional.

Pessoa/Profissão

Ser professor implica ter uma cobrança maior da sociedade comparado com a maioria das profissões, aqui, quero citar uma frase de Nóvoa: “Ensinamos aquilo que somos e naquilo que somos encontramos muito daquilo que ensinamos”. Então, ser professor é ter a sua essência enquanto pessoa como marca registrada, em muitos momentos, você não vai conseguir separar esses papeis, você será sempre um modelo para os seus alunos, muitas das suas decisões serão pautadas no seu pessoal, nem sempre sua profissão e seu esforço serão reconhecidos pela sociedade, mas isso faz parte do ônus da profissão, tenha isso claro. Esse é o seu caminho, mas com um detalhe, ele é um dos mais nobres, o de formar pessoas e colocar o seu coração em “campo” todos os dias.

Partilha

Ser professor é partilhar o tempo inteiro e não apenas com seus pares. O aprendizado vem com os pais, com seus alunos, com uma aula que você preparou brilhantemente e deu errado, ou seja, o aprendizado é constante. Aprenda a partilhar, só assim se transformará num professor mais robusto. Entenda que muitas coisas dependem de você, mas que muitas outras você vai receber das diferentes turmas que você entrar, das escolas que você trabalhar, com os diferentes gestores e colegas que conviver, e, a partir dessa partilha, você vai adaptar essa aula que deu errado e, perceber que por mais que você tem um planejamento, partilhar e aprender com seus alunos e colegas, na minha perspectiva, é a grande riqueza da profissão.

Público

Ser professor é ser público, é entender que você está exposto o tempo inteiro, partilhando experiências, o desgaste excessivo e a cobrança da sociedade são maiores, logo, a exposição é maior. Se você é ou deseja ser professor, mas não gosta de exposição, você está na profissão errada. Existem professores com excelentes formações, por vezes, mestres e doutores, mas se não tiver a habilidade de criar uma relação com pessoas diferentes, seja da Educação Básica ao Ensino Superior, apenas os atributos técnicos não são suficientes, a capacidade de ser público e lidar com pessoas tem que ser algo que se ame, do contrário, as dificuldades serão muitas.

Portanto, entendo que nos tornamos professores todos os dias, e não apenas para lecionar, mas sim para inspirar, aprender e ensinar.

 *Josemary Morastoni é pedagoga, especialista em formação de professores e Coaching Educacional, mestre e doutoranda em Educação e diretora da Faculdade Positivo Londrina.

Fonte: Central Press



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