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As razões do baixo rendimento da poupança

As razões do baixo rendimento da poupança

13/09/2016 Dirceu Arcoverde

Com um saldo de R$ 640 bilhões em aplicações, a poupança é o investimento mais procurado pelos brasileiros.

As razões do baixo rendimento da poupança

A razão dessa popularidade pode ser explicada por inúmeras hipóteses. Desde alta liquidez, isenção de imposto de renda, facilidade de investimento, questões culturais que tem a ver com o perfil conservador do investidor, até o fato de que é o investimento acessível a pequenos poupadores mais antigo do Brasil.

É, no entanto, um investimento tão mal remunerado. Uma aplicação de R$ 100 mil na poupança, em junho de 2012, resultaria num resgate de R$ 130.474,80 em abril deste ano. Se a opção fosse a Selic, o resgate seria de R$ 142.225,31 líquido (descontado o imposto de renda).

A diferença soma quase 10%. Então, por que é tão procurada? Teria a poupança um risco menor que outros investimentos? Por que rende pouco? O governo direciona esses recursos para algum fim específico? Ou simplesmente ninguém nunca mexeu nisso e os bancos continuam ganhando dinheiro por inércia?

A poupança, também conhecida como caderneta de poupança, foi criada por Dom Pedro II por meio do Decreto-Lei 2.723 de 1861, que também originou a Caixa Econômica Federal. Na época, a ideia era remunerar os depósitos a uma taxa de 6% ao ano e com garantia da coroa.

De lá para cá a Poupança sofreu inúmeras alterações. A mais substancial e recente foi a Lei 12.703/2012 – que instituiu a Nova Poupança, basicamente alterou sua remuneração, fazendo-a acompanhar uma possível Selic abaixo de 8,5% ao ano.

A poupança possui essa rentabilidade porque os recursos nela aplicados são direcionados a financiamentos imobiliários e rurais. Nesses mercados, as taxas de juros praticadas aos tomadores de crédito são inferiores às do mercado, reflexo de uma decisão de política econômica que visa incentivar esses dois setores.

O custo do dinheiro no Brasil é muito alto e isso resulta em juros elevados. Lá atrás, o governo concluiu que para impulsionar financiamentos imobiliários, por exemplo, que possuem prazos longos, precisava incentivar fontes de financiamento mais baratas, que pagassem menos juros.

Para um financiamento imobiliário de 20 ou 30 anos, simplesmente seria impossível para qualquer tomador arcar com as taxas de juros de 40% a 50% ao ano. Nessa modalidade, portanto, o tomador paga de 8 a 12% ao ano.

Algo ainda alto para patamares internacionais, mas bem mais baixo do que as taxas de juros encontradas em linhas de crédito com recursos livres. Isso só é possível porque o governo criou um sistema de financiamento separado a partir de duas escolhas: de um lado, direcionou os recursos da poupança para certos tipos de financiamento (imobiliários e rurais) e estabeleceu taxa de juros máxima (12% ao ano).

Ao mesmo tempo, estipulou em lei qual seria seu rendimento para os investidores, hoje, na média, em 6% ao ano. Por que é diferente dos outros tipos de investimentos? Porque nos outros investimentos (CDB e RDB, por exemplo) de recursos livres o banco possui a liberdade de emprestar o dinheiro a taxas de mercado.

Mas, por que o pequeno investidor tem que levar a pior nesse jogo? A verdade é que não tem e não precisa levar a pior. Ninguém é obrigado a investir na poupança. Cada vez mais, os brasileiros se interessem em aprender a tomar as rédeas da sua vida financeira e a não deixá-las na mão do seu gerente do banco. Mas o conhecimento ainda não chega a grande maioria das pessoas.

* Dirceu Arcoverde é sócio-fundador do site de investimentos em renda fixa e consultor de investimentos.



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