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Mulher, feita de amor

Mulher, feita de amor

08/03/2016 Kie Kume

A mulher é feita de amor, é fonte de vida.

Certa vez, um professor de anatomia disse que se conseguíssemos compreender a perfeição do corpo feminino facilmente entenderíamos, também, toda a beleza da criação.

A mulher é feita de amor, é fonte de vida. É ao mesmo tempo criatura e criadora, obra-prima do Criador.

É a executiva que comanda o destino de grandes e pequenas empresas, é a faxineira, a trabalhadora do campo e das cidades, é a medica e a enfermeira, a advogada e a religiosa, a professora e a jornalista, a militante política e a presidente, a babá e a cuidadora de idosos.

Ela é esposa e mãe, o apoio de cada um de nós. Não se veriam tantas cenas de violência e desrespeito se cada homem – marido ou filho, namorado ou chefe – fosse capaz de entender todos os sentimentos presentes no coração de uma mulher.

E não se veriam tantas jovens e mulheres desamparadas e sofrendo se esses seus sentimentos fossem respeitados desde a infância. A mulher ganhou de Deus o dom de entender e viver a essência do verdadeiro amor.

Na definição do mestre Ryuho Okawa, fundador do movimento religioso Happy Science (Ciência da Felicidade), “o verdadeiro amor é desprendido, não espera nada em troca, deixa as pessoas livres.

Ele ajuda os outros a crescer e se desenvolver plenamente, porque confia na bondade do ser humano. O verdadeiro amor também é incondicional: aqueles que amam de verdade continuam dando e compartilhando mesmo que não seja possível desfrutar da recompensa de ver seus amados florescerem e se desenvolverem.

O verdadeiro amor é como o Sol, que nunca descansa e nunca para de dar sua luz e seu calor” (do livro Convite à Felicidade, 2015/IRH Press do Brasil). Assim é a mulher. E é assim que devemos meditar neste mês de março a ela dedicado.

Que nossas iniciativas não fiquem restritas às tradicionais homenagens de uma só data. Os sentimentos precisam se traduzir em obras. Que se intensifiquem as campanhas contra a violência doméstica, contra os abusos e contra a exploração econômica do corpo feminino – todas expressões de um machismo injustificável.

É inquietante, acima de tudo, constatar que, em geral, a violência e os abusos predominam entre as populações mais pobres, com menos educação e qualidade de vida.

Recente estudo do Banco Mundial aponta uma triste realidade: um em cada cinco latino-americanos entre 15 e 24 anos acorda todas as manhãs sem ter uma escola para frequentar ou um trabalho remunerado para realizar (Jorge Familiar, vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe, na Folha de S.Paulo, 08/02/2016, seção Tendências e Debates).

Eles são conhecidos como “nem-nem” (nem estudam, nem trabalham). O mais estarrecedor é que dois terços desses mais de 20 milhões de jovens são mulheres, a maioria proveniente de famílias pobres ou vulneráveis, reforçando a necessidade de programas escolares para evitar a gravidez precoce e de iniciativas para ajudar essas gestantes a permanecer na escola.

Uma forma de comemorar o próximo Dia Internacional da Mulher é olhar para essa dura realidade. Não bastam sentimentos e homenagens. São necessárias ações e campanhas, além de investimentos em educação e saúde, para dar à mulher condições de ocupar na sociedade seu papel de psicóloga de todos nós.

Quanto mais conscientização, menos casos de assédio, abusos e violência. Que se respeitem, e se cultivem, os sentimentos de amor presentes no coração de cada mulher. No jardim humano, elas são as flores que embelezam, alegram e perfumam.

* Kie Kume é gerente geral da IRH Press do Brasil, editora dedicada à publicação em português dos livros do mestre Ryuho Okawa.



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