Portal O Debate
Grupo WhatsApp


A saúde em tempos de predadores

A saúde em tempos de predadores

11/05/2019 Antonio Carlos Lopes

O amianto é proibido em 60 países, em virtude dos riscos à saúde e à vida.

Dias atrás, fui surpreendido com a notícia de que foi ressuscitado no mundo político um lobby pela liberação do amianto, fibra que mata 100 mil pessoas ao ano por causar câncer e outros tumores.

Fazem parte do grupo os senadores Vanderlan Cardoso (PP-GO), Luiz do Carmo (MDB-GO), Chico Rodrigues (DEM-RR), além do próprio presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre.

Vale lembrar que o amianto é proibido em 60 países, em virtude dos riscos à saúde e à vida. No Brasil, o impedimento só se deu há dois anos, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) tornou ilegal a comercialização e a distribuição da variedade crisotila.

Por incrível que pareça, o retrocesso para a saúde pública tem também à frente um médico: o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Ele e seus demais colegas tentam liberar a produção da Sama Minerações, com o discurso de que há gente perdendo emprego, que o Estado ganhará em geração de riquezas e por aí vai.

Ora, é obrigação de qualquer médico ter a vida do ser humano em primeiro lugar, sempre. Se o fim da produção acaba com postos de trabalho, cabe à classe política de Goiás e do Brasil, criar alternativas para a absorção dessa mão de obra em funções que não tragam perigo à saúde.

O amianto do tipo crisotila é base para a fabricação de diversos produtos, principalmente de telhas e caixas d´água. Trata-se de mineral que podem durar até 70 anos.

Em caso de inalação, provoca mutações celulares, muitas vezes originando tumores, câncer de pulmão e a asbestose, doença incurável resultante do depósito de amianto nos alvéolos pulmonares. A contaminação é lenta e seus danos são conhecidos desde a década de 30.

Essa é mais uma demonstração de que a saúde, no Brasil, não é minimamente levada a sério. Ao contrário, vivemos tempos de predadores, como já estamos cansados de ver na rede suplementar.

Hoje, os planos e seguros saúde representam um setor biliardário em nosso País. São cerca de 50 milhões de pacientes que pagam, desde bebês, sendo que jamais ficaram doentes todos de uma vez.

Os empresários do setor ganham dessa forma rios do dinheiro, sem falar que, quando enviam algum enfermo para a alta complexidade do Sistema de Saúde (ou seja, os procedimentos mais custosos), não ressarcem o Estado, ampliando a crise da rede pública de assistência.

Esses mesmos planos de saúde também buscam sempre formas de ignorar a lei. Desde que, em 1998, a Lei 9656, passou a dar guarida maior aos pacientes, dificultando negativas de cobertura, eles começaram a atacar os prestadores, entre os quais os médicos.

Além de praticar remuneração vil, muitos pressionam para que sejam reduzidos exames, uma série de procedimentos e até internações.

Pior é que todo mundo sabe, mas ninguém faz absolutamente nada para moralizar a saúde suplementar, para defender os pacientes e resguardar os profissionais.

Enquanto situações desse gênero forem recorrentes no Brasil, a população permanecerá em grave risco. Como quem deveria nos representar dá a impressão de não ter interesse, vamos nós abrir os olhos e manter, via conscientização, a esperança de mudanças positivas.

* Antonio Carlos Lopes é presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica.

Fonte: Acontece Comunicação e Notícias



Jogos, tecnologia e exercícios físicos são aliados dos idosos durante distanciamento social

Atividades são grandes aliadas na preservação da saúde física e mental durante esse período.

Jogos, tecnologia e exercícios físicos são aliados dos idosos durante distanciamento social

Entenda por que obesos estão no grupo de risco

No Brasil, uma a cada cinco pessoas são obesas.

Entenda por que obesos estão no grupo de risco

Tempo demais no celular faz mal à visão das crianças

Quem tem filhos pequenos sabe bem como é difícil, e às vezes quase impossível, mantê-los distantes das telas iluminadas dos smartphones, tablets, computadores e da televisão.

Tempo demais no celular faz mal à visão das crianças

Pandemia reduz procura no atendimento por câncer de mama

Levantamento foi realizado pela Sociedade Brasileira de Mastologia


Como aumentar a produção de colágeno para o rosto e corpo

Descubra os alimentos que aumentam a produção de colágeno para o rosto, cabelos e unhas. Dicas importantes de como produzir colágeno natural.


Pesquisa estima que casos confirmados são 35% dos sintomáticos

Percentual é melhor que de abril quando proporção era de 15%.

Pesquisa estima que casos confirmados são 35% dos sintomáticos

Por que o Coronavírus é mais perigoso para os idosos?

Entre as razões está a capacidade de resposta do sistema imunológico, que fica mais lenta e fraca à medida em que a pessoa envelhece.

Por que o Coronavírus é mais perigoso para os idosos?

Por que no outono os cabelos caem mais?

Com a chegada do outono/inverno, cai a incidência de luminosidade e as temperaturas ficam cada vez mais baixas.

Por que no outono os cabelos caem mais?

As dores musculares não podem ser ignoradas

Sofrer com dores não é normal e elas não devem ser ignoradas, ainda mais em tempo de pandemia.

As dores musculares não podem ser ignoradas

O movimento dos orgânicos não parou

Perder vidas para um vírus agressivo é o que pode acontecer de pior para a sociedade.

O movimento dos orgânicos não parou

Covid-19 e os impactos nos pacientes com câncer

A pandemia do novo coronavírus tem aumentado a preocupação com os pacientes com doenças pré-existentes.


Como a saúde mental impacta o nosso sistema imunológico?

Prevenção de enfermidades físicas e emocionais devem ter um trabalho focado em tratar o estresse que o isolamento social tem causado.

Como a saúde mental impacta o nosso sistema imunológico?