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Trabalho colaborativo cresce e ganha força

Trabalho colaborativo cresce e ganha força

05/05/2017 Gabriel Matias

A colaboração em massa vem ganhando espaço e destaque no mundo corporativo.

De tempos em tempos, a economia mundial transforma e adequa suas estruturas, alterando seus processos e procedimentos por influência de novas demandas do mercado.

A intensa competição global e as rápidas mudanças tecnológicas fazem com que as empresas busquem atualizar suas formas de desenvolver produtos e ofertar serviços. Levando em conta essa realidade e a expansão do empreendedorismo, a colaboração em massa vem ganhando espaço e destaque no mundo corporativo.

Seja qual for o cenário econômico nos próximos anos, a tendência é que o empreendedorismo continue crescendo no Brasil e no mundo, mesmo com as dificuldades, burocracias e altos custos que quem quer abrir um negócio por aqui encontra.

De acordo com um levantamento que reuniu dados da Serasa Experian, Deloitte, PwC e GoDaddy, 36% dos profissionais querem iniciar uma empresa ou trabalhar por conta própria na próxima década. Se incluir na lista quem pretende conciliar um emprego com o negócio, o número sobe para 45%.

A pesquisa ainda aponta que duas em cada cinco pessoas acreditam que o emprego tradicional deixará de existir no futuro e que, no lugar, os profissionais venderão suas habilidades a quem precisa.

Já 46% dos gestores de RH esperam que pelo menos 20% da força de trabalho de suas empresas seja composto por empreendedores, startups e freelancers até 2022. Os empregos formais tradicionais, com estabilidade profissional e plano de carreira, deixaram de ser sonho de consumo de muitos profissionais.

O trabalho como freelancer, além de ser resultado de uma nova economia, com a terceirização dos serviços, a especialização em determinados segmentos e a sobrevivência em momentos de crise, é uma tendência mundial entre os que desejam mais qualidade de vida e flexibilidade.

Fundada em 2013 a partir da ideia de se desenvolver uma alternativa ao engessamento dos modelos tradicionais de trabalho, a Crowd é um bom exemplo disso. Ela mantém um enxuto time fixo e desenvolve 100% dos seus projetos de forma colaborativa.

Sua atuação é via crowdsourcing, termo vindo da fusão das palavras crowd (multidão) e outsourcing (terceirização) e que se refere a um novo conceito de interação social, baseado na construção coletiva de soluções, desenvolvimento de novas tecnologias, criação de conteúdo ou prestação de serviços.

Para colocar esse conceito em prática, foi montada uma rede própria de colaboradores que, com ideias e habilidades distintas, podem trazer soluções para variadas demandas com custos mais baixos e resultados de melhor qualidade.

Após três anos com um sistema exclusivo para a Agência, no final de 2016 a Crowd disponibilizou sua plataforma a outras empresas de comunicação e marketing. Além de conectar os contratantes aos prestadores de serviço, o sistema intermedeia as contratações, cuida das questões burocrática, jurídica e financeira e fornece uma ferramenta de gestão de mão de obra terceirizada.

A Crowd já tem uma rede com mais de 150 empresas e 5 mil profissionais e estima movimentar mais de R$ 3 milhões até o final deste ano, chegando a 1.200 empresas e 20 mil freelancers. Para 2018, a meta é alcançar 3 mil clientes, 80 mil profissionais e expandir para o exterior.

Por acreditar em um formato que expande os limites profissionais para muito além de restrições trabalhistas, geográficas ou temáticas, um dos grandes objetivos da Crowd é libertar o trabalho das amarras do emprego fixo e potencializar o conhecimento que está disponível no mundo por meio de uma rede de pro?ssionais qualificados.

As mais variadas áreas do conhecimento já estão se adaptando a essa realidade e os trabalhos realizados por meio de projetos com começo, meio e fim, em vez do tradicional emprego fixo, ganham mais espaço.

Trabalhando como uma grande comunidade, é possível, sim, manter times permanentes reduzidos e transformar o custo ?xo em variável com mais agilidade, especialização e motivação.

As mais diversas áreas do conhecimento estão se adaptando a essa realidade e os trabalhos realizados por meio de projetos com começo, meio e fim, em vez do tradicional emprego fixo, podem – e devem – ganhar cada vez mais espaço.

* Gabriel Matias, 28 anos, começou a empreender aos 18 anos com uma agência e produtora digital.



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