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Viver não custa…

Viver não custa…

19/08/2019 Humberto Pinho da Silva

Meses depois de ter casado, na Igreja, fui viver para andar de prédio, que ficava nos subúrbios da minha cidade.

No rés-do-chão, vivia casal de idosos, que tinham o provinciano costume de, em dias quentes de verão, passarem o serão, sentados no passeio contíguo ao prédio.

Isso incomodava-me, tanto mais, que, sempre que passava, metiam conversa. Quase sempre lamentando-se da carestia da vida, e das parcas pensões, que recebiam.

Certa ocasião foram passar férias a Viseu. O homem sentiu-se mal, e teve que regressar de ambulância. Por camaradagem e bom relacionamento, com a vizinhança, resolvi visitá-lo.

Encaminharam-me para o quarto, onde o doente se encontrava deitado, sobre colcha de fustão, que cobria o leito, em troco nu.

Depois de agradecer a visita inesperada, a conversa descambou para as fracas reformas, que mal dão para sobreviver, num país, que quer ser do primeiro mundo.

Como lhe dissesse que as pensões mínimas tinham subido, esclareceu-me:

- “Fui chamado para ser aumentado, mas não aceitei…”

Fiquei banzado; mas logo me esclareceu:

- “Tenho vantagem em não ter aumento…Como recebo pouquinho, e a reforma de minha esposa, não chega ao salário mínimo, podemos ter muitos descontos…”

-“Sim!?” – Respondi, não atinando onde queria chegar.

-“Vou de férias e fico em bons hotéis, quase de graça. Passo as tardes no lar, gratuitamente, e ainda merendo…; minha filha estudou de graça, em bons colégios…Se sou aumentado… perco regalias…”

Soube, mais tarde, que oferecera uma moradia, à filha, quando casou. Tem terras na aldeia; e é sócio de pequeno comércio, no centro da cidade…Quando era jovem fora proprietário de armazém de produtos de limpeza, que passara, por motivo de doença…

Viver não custa. O que custa é saber viver…

* Humberto Pinho da Silva

Fonte: Humberto Pinho da Silva



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