Portal O Debate
Grupo WhatsApp

As redes sociais e a autoestima

As redes sociais e a autoestima

23/03/2020 Marina Prado Franco

Homens e mulheres nunca estiveram em tanto “pé de igualdade”.

Isso se deu, pois, entendemos melhor que a cultura se utilizava de um discurso social da desigualdade de gênero como algo natural, o que mantinha as diferenças entre homens e mulheres.

As mulheres sempre estavam em lugares menos privilegiados e os homens como os detentores de poder, podiam ocupar qualquer lugar na sociedade.

Apesar de hoje as mulheres terem conseguido galgar um lugar respeitoso na sociedade, ainda são muito julgadas e enquadradas em múltiplos estereótipos.

Por conta dessa pressão cultural para que sigam padrões impostos, acabam sofrendo muito mais com problemas de autoestima.

Elas aprendem desde crianças que “devem estar sempre bonitas, magras e apresentáveis, caso contrário, não ninguém as irá querer” ou “mulher mandona nenhum homem gosta, você tem que ser meiga”.

Observado o cenário acima, várias garotas, ao acessarem as redes sociais, como o Instagram, por exemplo, buscam se sentirem aceitas, amadas e reconhecidas.

Muitas vezes, num resultado contrário, acabam ficando completamente arrasadas e frustradas ao “não receberem o mesmo número de curtidas que aquela amiga popular” ou sentem-se horríveis ao notarem a barriga de tanquinho de uma blogueira fitness que elas não têm.

Com isso, as redes sociais se tornam uma armadilha para as mulheres e um campo minado para a sua autoestima.

Essas plataformas digitais se transformam em um campo de disputa entre perfis e uma lembrança eterna de que “eu poderia estar/ser mais bonita, mais rica, mais competente”.

As pessoas que têm dificuldades de desenvolver um amor próprio e uma autoestima, em geral, são aquelas que já passaram por situações como, por exemplo, negligência ou castigos frequentes na infância; abuso constante, pais severos, autoritários ou superprotetores; ausência de confiança nos filhos; intimidações constantes; contextos violentos ou estressantes; falta de elogios; e ambiente preconceituoso.

Quem passa por isso cresce num ambiente tóxico. Geralmente, são pessoas que passam a se comparar com outros constantemente, coloca-se em relacionamentos abusivos ou permite abusos no campo profissional, sempre se diminuindo. Tudo isto prejudica ainda mais o amor próprio, tornando-o praticamente inexistente.

A baixa autoestima pode gerar inúmeros problemas psicológicos como, depressão, ansiedade, fobias, transtornos de personalidade, compulsões e transtornos alimentares, TOC (transtorno obsessivo compulsivo), vícios em geral (dependência química, vícios em jogos), entre outros.

Basicamente, a autoestima baixa pode ser um dos fatores envolvidos para o surgimento de quase todos os principais problemas e transtornos psicológicos.

O momento ideal de procurar ajuda psicológica é quando a pessoa começa a perceber diversos problemas em sua vida devido à baixa autoestima, atrapalhando até mesmo na sua rotina diária e de seus relacionamentos.

Começa-se a notar situações como, por exemplo, o hábito de não assumir responsabilidade pelos seus erros; a ausência de respeito dos seus próprios limites; a necessidade de sempre agradar os outros e o perfeccionismo; a procrastinação, entre outros sinais.

Hoje em dia, já existe até uma expressão para quando deixamos de seguir pessoas que não têm nada a ver conosco, perfis que sugerem o seguimento de um padrão ou que não nos trazem um bem-estar, é o que se chama de “unfollow saudável”.

Deixar de ter esses perfis no seu “feed” pode ser bastante positivo para sua autoestima, formação de identidade e autoaceitação.

Além disso, indica também uma observação crítica daquilo que consumimos “contra” o que queremos e valorizamos.

Fazer uma faxina nas redes sociais pode indicar uma saúde mental em dia e uma autoestima “em ordem”.

* Marina Prado Franco é Psicóloga formada pela Universidade Federal de Sergipe, especialista em Terapia Cognitivo Comportamental pelo CTC VEDA em São Paulo e Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP.

Fonte: Drumond Assessoria de Comunicação



A era da saúde digital chegou: seus conflitos éticos também

A chamada era digital já transformou toda a área da saúde. Saúde Digital

Autor: Thiago Rocha da Cunha 

A era da saúde digital chegou: seus conflitos éticos também

Queimadas, poluição e tempo seco: como fica a saúde respiratória e ocular?

Cerca de 25% apresentam a síndrome do olho seco nesta época do ano.

Autor: Divulgação

Queimadas, poluição e tempo seco: como fica a saúde respiratória e ocular?

Veranico com calor e poluição é risco para quem faz atividades ao ar livre

Professor de Medicina do Esporte dá dicas de como evitar problemas causados por essa combinação.

Autor: Divulgação

Veranico com calor e poluição é risco para quem faz atividades ao ar livre

O que comer para evitar resfriados e fortalecer o sistema imunológico?

Com a chegada do inverno no próximo dia 21, as temperaturas caem, a umidade aumenta e os vírus e bactérias se propagam com mais facilidade.

Autor: Divulgação

O que comer para evitar resfriados e fortalecer o sistema imunológico?

O tempo seco e as alergias

Com uma nova onda de calor chegando aliada ao tempo seco, comum nesta época do ano, as alergias respiratórias ganham força.

Autor: Divulgação

O tempo seco e as alergias

Nutrição e atividade física: saúde do corpo e da mente

A nutrição adequada fornece ao corpo os nutrientes necessários para funcionar corretamente.

Autor: Divulgação

Nutrição e atividade física: saúde do corpo e da mente

Cigarro: eletrônico ou “analógico”, é preciso se livrar dele!

Médicos do Hospital Paulista alertam para as diferentes formas de consumo da nicotina, todas prejudiciais à saúde.

Autor: Divulgação

Cigarro: eletrônico ou “analógico”, é preciso se livrar dele!

Quer envelhecer vivendo mais e melhor?

Então cuide agora da sua pressão arterial.

Autor: Felipe Vecchi

Quer envelhecer vivendo mais e melhor?

Glaucoma atinge milhões de pessoas no país e pode causar a perda de visão

Campanha Maio Verde visa estimular a conscientização sobre o diagnóstico precoce da doença, que tem progressão lenta e assintomática.

Autor: Divulgação

Glaucoma atinge milhões de pessoas no país e pode causar a perda de visão

Desconforto no joelho sem causa aparente?

Problema pode estar no quadril, alerta especialista.

Autor: Divulgação

Desconforto no joelho sem causa aparente?

Transplante capilar: cada paciente é de um jeito

Realizar o transplante capilar é um sonho para muitas pessoas com calvície ou com outros problemas que resultam na queda de cabelo.

Autor: ‌Melina Oliveira

Transplante capilar: cada paciente é de um jeito

O que o seu “catarro” quer dizer?

Especialista explica as principais doenças que podem causar a secreção na garganta e como tratar.

Autor: Divulgação

O que o seu “catarro” quer dizer?