Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Atividade física e saúde mental: mais é menos ou menos é mais?

Atividade física e saúde mental: mais é menos ou menos é mais?

21/01/2021 Rafael Luciano de Mello

Que a atividade física traz benefícios à saúde, não é novidade para quase ninguém, certo? No entanto, menos ênfase é dada à saúde mental.

Atividade física e saúde mental: mais é menos ou menos é mais?

Ao nos exercitarmos, uma série de adaptações fisiológicas ocorrem no organismo, tanto de maneira aguda, quanto crônica, e são essas alterações que proporcionam os benefícios adquiridos pela prática regular de atividade física. Pensando na saúde mental, em especial, é importante compreender o efeito dos neurotransmissores, dopamina, noradrenalina e serotonina, por exemplo, em relação ao humor, sensação de prazer e distúrbios mentais, como ansiedade e depressão. Mas como tirar o melhor proveito do exercício físico?

Para que a atividade física afete a concentração destas substâncias, é necessário pensar em alguns pontos:

- Atividade física, exercício físico ou ambos?

- Quantas vezes por semana?

- Qual o tipo de exercício?

- Qual será o tempo (volume)?

- Qual será a carga ou velocidade (intensidade)?

- Quantas vezes de cada exercício (séries)?

Enfim, é o gerenciamento destas variáveis que determinará o sucesso da prescrição. Em geral, as recomendações de atividade física para indivíduos com ansiedade ou depressão, não diferem de adultos saudáveis e, mesmo que a sensação de bem-estar possa ocorrer logo após a prática (efeito agudo), os resultados mais relevantes são adquiridos ao longo do tempo (efeito crônico). Com isso, é importante que o praticante tenha aderência, sendo que a intensidade e o método de treino, influenciam a manutenção do exercício.

A caminhada é a atividade física mais praticada, de simples execução e intensidade moderada. Por outro lado, existem exercícios intensos, como o “famoso” treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT). Mas afinal, qual exercício escolher pensando na saúde mental, sentimento de bem-estar e prazer?

Essa resposta deve ser individualizada, embora possamos apontar algumas características relevantes:

- O exercício físico é dose-dependente, ou seja, maiores volumes e/ou intensidades podem trazer maiores benefícios;

- Embora a caminhada seja um “ponta pé inicial” e possa ser muito útil, com a melhora da condição física, é necessário progredir para que o organismo se adapte ao novo estímulo;

- O aumento da intensidade deve ser planejado, pensando em aspectos fisiológicos e psicológicos;

- Estudos que medem resposta afetiva e prazer no exercício, apontam que o HIIT pode ser mais efetivo, desde que as séries sejam curtas (60 segundos) e o intervalo compatível (60 segundos ou mais), em comparação ao exercício moderado e intenso contínuo.

Como a atividade física deve ser regular, o primeiro passo é traçar estratégias de aderência. O ideal é que a atividade realizada seja prazerosa, independente do público. Em relação aos acometidos por depressão e ansiedade, isso se torna ainda mais importante, afinal, o sentimento de tristeza, baixa autoestima e estresse, acompanham esses indivíduos no dia a dia. Assim, atividades intervaladas de alta intensidade, podem ser alternativas às contínuas de alta intensidade, que apresentam os piores escores afetivos e de prazer.

* Rafael Luciano de Mello é especialista em Treinamento desportivo e prescrição do exercício físico e Gestão em esportes e fitness, professor da área de linguagens cultural e corporal nos cursos de Licenciatura e de Bacharelado em Educação Física do Centro Universitário Internacional Uninter.

Fonte: Pg1 Comunicação



O Influenza também está no nosso foco

Falar em vacinação nos dias de hoje nos tende a remeter quase que exclusivamente ao combate à Covid-19.

O Influenza também está no nosso foco

A nova era da Telemedicina no Brasil

Alguns números atestam que as consultas virtuais estão sendo utilizadas cada vez mais no país.

A nova era da Telemedicina no Brasil

É inaceitável que pessoas ainda morram de malária

Esta semana, de 25 a 29 de abril, marca a luta mundial contra a malária.


Transtornos psiquiátricos catalisados pelo luto de vítimas de COVID-19

Médico psiquiatra comenta a situação exclusiva de pessoas que perderam parentes queridos durante a pandemia. A ansiedade e o transtorno de humor são os mais prevalentes nesses casos.

Transtornos psiquiátricos catalisados pelo luto de vítimas de COVID-19

8 alimentos para incluir na dieta se você tem dores crônicas

Nutricionista fala sobre o poder dos alimentos para a nossa saúde.

8 alimentos para incluir na dieta se você tem dores crônicas

Pesadelo na hora do sono: apneia atinge 70 milhões de brasileiros

Por muito tempo o hábito de roncar tem sido visto como motivo de chacota ou algo corriqueiro.

Pesadelo na hora do sono: apneia atinge 70 milhões de brasileiros

Tireoide não é a culpada pelo ganho de peso

É muito comum algumas pessoas associarem o ganho de peso excessivo e inexplicado a um problema de tireoide, chamado de hipotireoidismo que nada mais é, a falta dos hormônios tireoidianos.


Você sabe identificar os sinais de um ataque cardíaco?

Quando uma forte dor no peito aparece é um indicativo de que há algo errado acontecendo e é comum associarmos imediatamente a dor com a possibilidade de que seja um infarto.

Você sabe identificar os sinais de um ataque cardíaco?

Comer chocolate realmente aumenta o surgimento de acne?

Dermatologista explica que a guloseima deve ser consumida com moderação. Confira!

Comer chocolate realmente aumenta o surgimento de acne?

Começa vacinação contra a gripe em todo o país

Meta é imunizar 76,5 milhões de pessoas até 3 de junho.

Começa vacinação contra a gripe em todo o país

YouTube lança novas seções de conteúdo de saúde

As novas ferramentas visam ajudar as pessoas a navegarem pela plataforma.

YouTube lança novas seções de conteúdo de saúde

Riscos, físicos e emocionais, provocados por transtornos alimentares

Transtornos alimentares são desordens complexas, causadas e mantidas por diversos fatores sociais, psicológicos e biológicos.

Riscos, físicos e emocionais, provocados por transtornos alimentares