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Como reduzir a ansiedade em tempos de coronavírus

Como reduzir a ansiedade em tempos de coronavírus

25/04/2020 Marena Petra

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou recentemente seis dicas para ajudar no controle do estresse e ansiedade após constatar que a pandemia do coronavírus vem afetando a vida de milhares de pessoas.

Com estas considerações, ficou fácil perceber na prática a influência do vírus na sociedade. As preocupações são diversas e dizem respeito à saúde, emprego, economia, vida social e o medo da morte.

Segundo a OMS, o Brasil tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo, contabilizando 18,6 milhões de brasileiros – 9,3% da população – convivendo com o transtorno. Já a depressão atinge em torno de 12 milhões de brasileiros, ficando atrás somente dos Estados Unidos.

O que se mostra mais alarmante é o fato de que estes dados podem aumentar em tempos de isolamento social devido a epidemia do novo coronavírus.

Os sintomas da ansiedade envolvem sinais físicos e psicológicos como a taquicardia, insônia, medo, sensação de que algo muito ruim vai acontecer.

A reação intensa e desproporcional é indicio de que a ansiedade virou doença, pois é fundamental ressaltar que todos os humanos se sentem ansiosos em relação a algum fator na vida, mas nem sempre essa inquietude pode ser encarada como patológica.

Os sintomas de um quadro de ansiedade excessiva e anormal, além dos já citados anteriormente, podem incluir problemas de concentração, preocupação constante com o futuro, sensação de angústia e inquietação, dificuldade em atingir o estado de relaxamento e por último, a recorrência de pensamentos catastróficos de ruína ou adoecimento.

Sendo assim, a primeira dica faz referência ao controle do acesso à informação sobre o novo coronavírus.

É importante ter o domínio sobre a quantidade de horas que se passa assistindo, lendo e ouvindo notícias que podem gerar angústia.

E também optar por fontes confiáveis sobre o assunto para não cair em fake news, pois há o risco de ficar preocupado com algo que não é verdadeiro.

A segunda dica sugerida é usar as redes sociais como aliadas para conectar pessoas como os familiares, amigos e colegas de trabalho no período de isolamento.

É recomendada a troca de e-mails, a realização de videoconferências e telefonemas, e a utilização de diversas outras redes que sejam da preferência de cada um.

A terceira dica é ser solidário e buscar ajudar as pessoas mais necessitadas no momento, como os idosos e os grupos de risco.

Ajudar o próximo também é ajudar a si mesmo, como por exemplo, oferecer a alguém que necessita de assistência extra a fazer uma compra no mercado ou em drogarias.

A quarta dica se trata de parar e se escutar, pois diante da crise e do período de quarentena, as pessoas podem não dar atenção aos seus sentimentos e necessidades. Na prática, a OMS dá o exemplo de fazer atividades que relaxem e que cada um goste de fazer.

A quinta dica é de reconhecer o trabalho dos profissionais de saúde, em tempo de quarentena nos países como a Espanha, Portugal e até mesmo no Brasil.

As pessoas têm se organizado em horários combinados nas redes sociais e indo até a janela aplaudir quem está na linha de frente, como os médicos, enfermeiros, farmacêuticos e entre outros.

A última dica é espalhar histórias positivas. É recomendável que as pessoas compartilhem casos de superação e de recuperação de pacientes afetados pelo coronavírus.

São muitos os que consomem histórias tristes e ruins e isso permanece no pensamento, inclusive causando neuroses.

Não dá para negar que estamos vivendo uma crise sem precedentes, mas é indicado enxergar também o que há de positivo em meio a essa situação.

Portanto, é possível perceber que as possibilidades de reduzir a ansiedade neste período são distintas. Existem várias coisas que podem ser feitas no tempo de quarentena, as pessoas só devem escolher o melhor caminho a ser seguido.

Esta é uma ótima oportunidade para o autoconhecimento, mesmo que seja uma decisão difícil devido às circunstâncias e a intensidade dos fatos.

Trata-se de uma questão inicial do momento de olhar, ou seja, como cada um tem enxergado a situação, se com bons ou maus olhos e depois passar a segunda questão que é o momento de elaborar sobre quais serão as ações diante do problema.

A angústia se deve a vulnerabilidade e impotência do ser humano e o fato de não saber o que há por vir no futuro.

A última questão é o momento da conclusão, em que o sujeito finaliza o tema causador de ansiedade, depois de chegar uma solução criada ou inventada por ele mesmo.

Se há uma espera de uma resposta externa impossível de se ter, cada um precisa buscar a sua própria resposta.

* Marena Petra é psicóloga e psicanalista da Clínica Penchel.

Fonte: Naves Coelho Comunicação



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