Portal O Debate
Grupo WhatsApp


Mediação e alienação parental

Mediação e alienação parental

30/09/2018 Lia Marchiori

Na nossa juventude, nunca paramos para pensar sobre as dificuldades dos nossos pais e no envelhecer.

Como foi a chegada aos 50, quando começam alguns probleminhas de saúde aqui e acolá? Como foi a sensação da mãe ao entrar na menopausa? Como foi o sentimento do pai ao se aproximar do tempo da aposentadoria? Como eles passaram a se enxergar no espelho com rugas de expressão e não podendo mais fazer o que faziam quando eram muito jovens?

Pois é, quando somos somente filhos, e jovens, não pensamos sobre nada disso. Aliás, nem teria como. Esse mundo descrito acima ainda não nos pertence. No “Fantástico Mundo de Bob” todas essas questões, se sequer mencionadas, nos parecem totalmente fora do nosso alcance. No entanto, a idade chega para nós também e então, ao passarmos por essas mesmas questões, finalmente olhamos para os nossos pais, e eles agora estão bem mais velhos.

E agora, fora do mundo de Bob, podemos avaliar que vamos chegar no mesmo patamar onde eles estão, mais rápido do que imaginávamos. Mas, antes e por isso, precisamos cuidar deles. É a nossa vez. E aí começam os problemas.

Quem vai cuidar? Irmãos geralmente tem uma tendência a tratar o assunto da seguinte maneira: um(s) cuida mais e o outro (s), infelizmente, menos ou nada. As desculpas são um rosário: não tenho tempo, trabalho demais, a minha irmã sabe cuidar melhor que eu, minha esposa(o) não fica feliz quando faço isso, papai sempre gostou mais dele do que de mim, não tenho espaço na minha casa, meu pai tem alergia a cachorros e eu tenho um, minha mãe não sobe escada e moro num prédio sem elevador, e o rosário se desfia em contas sem fim.

Bem, alguém tem que cuidar. É mais que nosso dever moral cuidar de quem cuidou de nós. E se um só da família cuida e sente-se sobrecarregado, há mil e uma possibilidades de os outros ajudarem, desde que estabeleçam entre si um diálogo aberto e tenham boa vontade. Contudo, esse diálogo, na maioria das vezes, vem truncado de agressividade, e está fadado ao fracasso se as pessoas não tiverem uma personalidade muito equilibrada para lidar com o assunto.

Nessa situação encontramos, hoje, uma seara fértil para o trabalho de um mediador. Exatamente no tema da alienação parental, ou seja, do abandono dos pais, por parte dos filhos, ou de um ou algum deles, existe uma gama enorme de possibilidades que podem ser trabalhadas para que todos possam, à sua maneira, colaborar para que a velhice dos pais seja mais confortável, e que eles, como filhos, também se sintam mais confortáveis. Porque deixar de ajudar traz culpa e culpa traz tristeza. Então melhor resolver. Vale a pena mediar esse tipo de questão.

Melhor acolher isso no coração como uma questão, na qual você como filho vai fazer seu melhor para dividir as tarefas que cabem a todos. Melhor que tudo seja resolvido, porque haverá mais paz e união para a família. Assim, no dia que os pais partirem, a alma estará leve, e o filho poderá sentir-se seguro que cumpriu seu dever, e que seu filho fará o mesmo por ele, porque pelo exemplo se ensinou. E é pelo amor que se conduz a vida, cada um fazendo o seu melhor, e fazendo o seu melhor tudo acaba bem.

* Lia Marchiori é mediadora do Instituto Alleanza, capacitada pela Harvard Law School.

Fonte: Naves Coelho Assessoria e Marketing



A pandemia e a salvação nacional

A pandemia do coronavírus é mais um flagelo da humanidade.


A Covid-19 e o saneamento

A pandemia do novo coronavírus assusta o mundo pelos impactos na saúde, economia e no bem-estar social.


Cenários para o Brasil: isolamento vertical ou horizontal?

Nos últimos dias foi estabelecido um debate na sociedade brasileira entre duas opções de combate ao impacto do novo coronavírus no país.


Saiba como não entrar em desespero com as oscilações do mercado financeiro

A história demostra que crises passam e acabam beneficiando aqueles que mantêm a racionalidade no lugar da emoção.


O Diabo: o que foi e o que é

Certa noite de Outono, em amena conversa com familiar, este, declarou-me, parecendo sincero:


Liderança: o eterno desafio

A definição mais divulgada de liderança diz que liderar é a capacidade de influenciar e convencer pessoas.


Os requisitos da opinião

O ignorante tem opinião sobre tudo. O sábio, somente sobre o que ele conhece.


Entre a pandemia e o desemprego

A crise de saúde mundial provocada pelo novo coronavírus, agora assentada no Brasil, com um quadro de evolução severo, tem trazido pânico desmedido a toda população.


Enquanto uns choram, outros vendem lenços. Acima do preço.

“Vendedor acumula 17 mil garrafas de álcool em gel, mas não pode mais vendê-las”, diz a manchete do jornal.


O que podemos aprender com Tom Brady?

Qual o principal atributo de um verdadeiro líder?


Não façam o coronavírus de bandeira eleitoreira

A infestação de coronavírus e, principalmente, as mortes que dela poderão decorrer são os mais graves problemas hoje enfrentados pelo país e pelo mundo.


Coronavírus motiva famílias a buscarem imóveis fora das grandes cidades

O cenário atual tem feito com que a população mude drasticamente a sua maneira de viver.