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A Filosofia e o nosso cotidiano

A Filosofia e o nosso cotidiano

20/11/2018 Bruno Pontes de Sousa

Que tal um pouco do filosofar?

A cada terceira quinta-feira de novembro, é celebrado o dia Mundial da Filosofia, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Mas falar de Filosofia nos parece um tanto intrigante, não é mesmo? Desde já adianto: esse texto não é para os catedráticos da área, mas para quem pouco conhece ou não simpatiza muito com esse saber.

Filosofia significa, em seu sentido etimológico, “amor à sabedoria”, o que nos coloca em um primeiro dilema: mas saber o que? Talvez a resposta seja representada pelo o que a filosofia é: movimento, busca, questionamento. Mas ainda não convencido, você deve estar se perguntando: onde identifico isso na minha vida? Para te ajudar, utilizarei duas áreas desse saber: a Ética e a Política.

Muitas vezes nos percebemos pensando sobre valores éticos da sociedade como respeito, preconceito, e outras constatações que tocam nosso dia a dia como, “os jovens não são mais como antigamente”. Ao nos depararmos com essas questões estamos fazendo, indiretamente, Filosofia. Mas o que nos causa estranheza é o fato de não irmos além.

Vou citar um exemplo do cotidiano: reclamamos da corrupção relacionada a alguns políticos, mas não nos preocupamos com nosso exemplo quando não respeitamos a fila do supermercado ou até mesmo a fila do colégio de nossos filhos. A ideia de justiça não pode adquirir um caráter relativo! Não é mesmo? Por isso o conceito precisa ser interiorizado e trabalhado por nós. Quando ousamos ir além do que o nosso conhecimento aparente nos mostra, estamos, de algum modo, filosofando.

Outra área da Filosofia que muito nos ensina sobre coisas práticas é a Política. Você fala sobre política com seu filho? Saiba que debater o assunto vai muito além de defender um partido ou outro, na verdade aproximar as crianças e adolescentes desse tema é prepará-los para serem cidadãos mais conscientes e críticos.

Isso pode acontecer quando abrimos a possibilidade de decidirmos em família o lugar em que jantaremos, qual passeio fazer; ou simplesmente pode estar intrínseco à decisão de como será nosso final de semana. Ao tomarmos tal atitude, trazemos para nosso lar, indiretamente, alguns conceitos imprescindíveis dentro do debate filosófico, como: democracia, representação e participação.

Quando oportunizamos às crianças e jovens a chance de exporem suas opiniões sobre as decisões da família (por menores que sejam), trazemos para o debate no lar os sentimentos de pertença e coletividade. Problematizamos questões que muitas vezes questionamos dentro da nossa sociedade.

Por mais que alguns digam que a filosofia não tem utilidade, talvez seja a hora de ressignificarmos tal opinião. Como diria o autor Marcelo Perine no livro Ensaio de Iniciação ao Filosofar, “mesmo que a filosofia não transforme o mundo, se se entende por transformar uma intervenção ativa e direta no curso dos acontecimentos, ela transforma os seres humanos que, pela compreensão da realidade, podem mudar o rumo da história”.

Que este dia nos desafie a olharmos nossa vida e a forma como encaramos o mundo de uma forma diferente. Que tal um pouco do filosofar?

* Bruno Pontes de Sousa é professor de Filosofia do Colégio Marista Santa Maria.

Fonte: Pg1 Comunicação



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