Portal O Debate
Grupo WhatsApp

A inevitabilidade dos dados: Uma perspectiva histórica

A inevitabilidade dos dados: Uma perspectiva histórica

20/05/2021 Marcelo Câmara

Há mais de 5 mil anos, os extintos sumérios sentiram a necessidade de gravar informações de uma forma mais perene do que a memória e comunicação oral.

Ao visitar museus pelo mundo, como The British Museum, em Londres, The Met, em Nova Iorque, ou o Louvre, em Paris, assim como os demais turistas, gosto de apreciar as obras famosas, mas também tenho uma atração particular pelos pequenos tesouros menos destacados que, por vezes, definem, direcionam ou referenciam a sociedade atual.

Nestes três exemplos de museus, por exemplo, há alguns dos mais antigos registros de dados criados por nossa espécie.

Há mais de 5 mil anos, os extintos sumérios sentiram a necessidade de gravar informações de uma forma mais perene do que a memória e comunicação oral.

Isso porque precisavam armazenar a representação de unidades de gado, peixe e medidas de grãos que passavam por seus armazéns. Era imprescindível, também, acompanhar em extratos o fluxo de têxteis, bebidas ou a ração diária.

Afinal, naquela época a sociedade já era comercial, e os administradores careciam de ferramentas para controlar as transações.

A tecnologia adotada foi a de placas de argila úmida nas quais se desenhavam representações das várias mercadorias acompanhadas de símbolos cuneiformes inventados para designar quantidades e conjuntos.

Era o protótipo de uma tabela relacional. Em alguns casos, havia atribuições a instituições e até mesmo a pessoas - provavelmente as primeiras menções escritas aos nomes próprios.

Contudo, ao contrário do que se possa pensar, não se referiam a reis ou ocupantes de cargos importantes, mas aos trabalhadores, escravos e prisioneiros, com detalhes, como idade e sexo, pois eram vistos como mercadorias e meios de produção.

Daquele momento em diante era possível manter uma coerência contábil e um desenvolvimento atuarial. Mesmo antes da linguagem escrita, nascia o registro de dados.

Esse breve resumo de como começou a era dos dados nos leva a uma reflexão: se há milênios dados já circulavam e ajudavam na organização e operacionalização da sociedade, o que estamos vivenciando não é novo, mas a evolução do aproveitamento e aplicação das informações impulsionada pela era digital.

Sim, embora comumente façamos uma sobreposição distraída, a era dos dados começou antes da era digital.

Os computadores receberam status de protagonistas na história recente, contudo eles só foram concebidos para cumprir um propósito similar à necessidade de nossos antepassados: processar os dados.

A sociedade evoluiu, a população aumentou. E, hoje, empresas, processos, máquinas e pessoas estão conectados direta ou indiretamente a processos digitais, o que basicamente exponencializou a fartura de informação.

É só olhar a nossa volta para evidenciar a inundação que nos envolve. Mas não adianta flutuar à deriva. Para que os dados tenham relevância, é necessário aproveitá-los ativamente, transformando-os em informações e em decisões.

Mais do que isso: uma das características daqueles - empresas e indivíduos - que terão mais sucesso é justamente saber escolher quais dados usar e como tratá-los para extrair significado, insights e valor, porque, infelizmente, uma boa parte das informações que circulam é ruído. Neste contexto, o primeiro desafio é distinguir o dado útil, do ruim. E essa não é uma tarefa trivial.

Saber distinguir quais dados devem ser usados, ter uma equipe com expertise para isso e ferramentas adequadas são fundamentais para iniciar esta jornada.

As possibilidades são inúmeras, já que a entropia dos dados tende a crescer com seu volume. A remediação para isso é introduzir metodologias sólidas para controlar essa tendência.

Partindo da perspectiva que já vivenciamos e apontando para o que ainda está por vir, o que eu quero dizer com este artigo é que administrar negócios sem a ajuda de dados não é mais uma opção. Aquela que não estiver usando dados para guiar o futuro, se tornará uma empresa do passado.

As empresas precisam ter seus processos desenhados para gerar dados sanitizados e acionáveis desde sua origem. Atingir essa maturidade requer robustez na arquitetura, infraestrutura, controle e análise.

O movimento mais certeiro para conseguir isso é criar uma estrutura cujo propósito seja lidar, curar, zelar dados até chegar ao estado da arte de poder transformá-los em receita.

* Marcelo Câmara é Chief Artificial Intelligence Officer da Certisign, IDTech especializada em identidade e segurança digital.

Para mais informações sobre dados clique aqui…

Publique seu texto em nosso site que o Google vai te achar!

Fonte: Ricardo Viveiros & Associados - Oficina de Comunicação (RV&A)



Quais os sintomas da candidíase?

A candidíase é uma infecção causada por uma levedura (um tipo de fungo) chamada Candida albicans.


Entenda o visto humanitário para ucranianos

A invasão da Ucrânia pela Rússia, iniciada em 24 de fevereiro, já levou mais de 4 milhões de ucranianos a deixarem seu país em busca de um lugar seguro.


Exigência de vacina não é motivo para rescisão indireta por motivo ideológico

Não se discute mais que cabe ao empregador, no exercício de seu poder diretivo e disciplinar, zelar pelo meio ambiente de trabalho saudável.


A governança de riscos e gestão em fintechs

Em complemento às soluções e instituições financeiras já existentes, o mercado de crédito ficou muito mais democrático com a expansão das fintechs.


6 passos para evitar e mitigar os danos de ataques cibernéticos à sua empresa

Ao longo de 2021 o Brasil sofreu mais de 88,5 bilhões (sim, bilhões) de tentativas de ataques digitais, o que corresponde a um aumento de 950% em relação a 2020, segundo um levantamento da Fortinet.


Investimentos registram captação de R$ 46 bi no primeiro trimestre

O segmento de fundos de investimentos fechou o primeiro trimestre de 2022 com absorção líquida de R$ 46,1 bilhões, movimentação de 56,9% menor do que o observado no mesmo período de 2021.


Não são apenas números

Vinte e duas redações receberam nota mil, 95.788, nota zero, e a média geral de 634,16.


Formas mais livres de amar

A busca de afeição, o preenchimento da carência que nos corrói as emoções, nos lança a uma procura incessante de aproximação com outra pessoa: ânsia esperançosa de completude; algum\a outro\a me vai fazer feliz.


Dia da Educação: transformação das pessoas, do mercado e da sociedade

A Educação do século 21 precisa, cada vez mais, conciliar as competências técnicas e comportamentais.


Uma carta à Elon Musk

O homem mais rico do mundo, Elon Musk, acaba de chegar a um acordo para adquirir uma das redes sociais mais importantes do mundo, o Twitter, por US$ 44 bilhões.


Liberdade de expressão: lembrança do passado recente

Na manhã do dia 19 de agosto de 1968, tropas da polícia e do Exército invadiram a Universidade de Brasília, agredindo violentamente vários estudantes dentro das salas de aula.


Mitos sobre a recuperação judicial

Criou-se uma verdadeira quimera quando o tema é recuperação judicial e o objetivo deste artigo é desmistificar alguns dos mitos sobre esse instituto.