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A radiocomunicação e seu papel na convergência digital

A radiocomunicação e seu papel na convergência digital

14/03/2014 Adriano Fachini

Diante da profusão de aplicativos e meios de comunicação instantâneos, muitas pessoas imaginam que os processos mais tradicionais estão em declínio enquanto os novos (recém lançados) estão chegando para ganhar um lugar ao sol.

Tal pensamento não está errado, uma vez que os tempos mudam e a evolução é uma realidade aplicável a literalmente tudo na face da terra. Mais que isso, como nos provou Darwin, é um princípio da natureza e uma verdade eterna. Ocorre que em tempo de consumismo, em que tudo acontece muito rápido, diversos produtos chegam no apogeu em poucos meses graças as estratégias de marketing agressivas, mas também conhecem seu ocaso tão rapidamente quanto seu sucesso.

Em suma, um produto para ser consagrado e se manter na preferência do consumidor ao longo de décadas necessita de um "batismo", e tal veredicto é emitido pelo consumidor final à grande “estrela do espetáculo” de qualquer mercado. Ele, mais ninguém, pode demitir indistintamente de presidentes de corporações a faxineiros, basta para tanto, deixar de consumir os produtos ou serviços de determinadas empresas. Nesse contexto, em se falando de telecomunicações, nunca tivemos tantos meios de comunicação ao nosso alcance, sendo muitos deles gratuitos.

Eu, por exemplo, tenho a disposição em meu computador e smartphone, vários aplicativos que permitem que eu troque mensagens de voz e texto com qualquer pessoa, a qualquer hora, em qualquer lugar do planeta. Dentre esses tantos, quantos ficarão daqui há dois ou três anos? Lembram do Orkut? Ele não acabou, mas ninguém mais o usa, o que dá no mesmo. Mais um caso de sentença fatal do consumidor. Nesse caso, notem que ele sucumbiu em face de uma outra rede social, que chegou com mais serviços e facilidades, o Facebook.

E quanto aos aplicativos de mensagem instantânea como Skype, Vibe, WhatsApp, entre outros? Será que a médio e longo prazo vão ficar todos no mercado? Dificilmente. Verdade seja dita, de todos os meios de comunicação somente um tem se perpetuado ao longo dos anos. A radiocomunicação! Filha do telégrafo, primeiro meio de comunicação à distância, a radiocomunicação venceu todos os modismos e está presente nas operações militares, industriais, comerciais e em serviços de utilidade pública vitais ao atendimento de missão crítica, tais como Samu, Segurança Pública, Defesa Civil, entre tantos outros.

Hoje este importante meio de comunicação agrega as facilidades do mundo digital o que o torna ainda mais atrativo e eficiente, conquistando cada dia mais os usuários. Somente o veredicto emitido pelo consumidor ao longo do tempo, definitivamente separa o joio do trigo. O essencial do supérfluo. O meio de comunicação no qual você realmente pode confiar.

*Adriano Fachini é empresário do setor de telecomunicações e presidente da Aerbras - Associação das Empresas de Radiocomunicação do Brasil.



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