Portal O Debate
Grupo WhatsApp


Comportamento nas redes sociais e relações trabalhistas

Comportamento nas redes sociais e relações trabalhistas

21/11/2018 Astrid Vieira

A liberdade de informação e manifestação do pensamento não é sinônimo de impunidade.

A utilização das redes sociais está cada vez mais presente no dia a dia das pessoas, seja no âmbito pessoal ou profissional. Todos os usuários transmitem uma mensagem para quem quiser ver o seu perfil. Porém, a forma como cada um utiliza dessas ferramentas pode influenciar diretamente nas relações trabalhistas.

No mundo corporativo, a maioria das empresas monitoram as redes sociais dos profissionais para entender como eles pensam e agem. Ao contrário do que se imagina, o monitoramento não acontece apenas antes da contratação, mas também durante a sua jornada no trabalho.

Publicações com conteúdo de qualquer natureza discriminatória, por exemplo, são vistas com maus olhos por gestores que agem com cautela sobre a exposição em mídias digitais. A depender do caso, pode ocorrer até a demissão do empregado.

Em tempos que o cenário político está extremamente polarizado, as plataformas digitais estão sendo palco de debates e discussões acaloradas. As empresas, no geral, respeitam o direito constitucional de manifestação do indivíduo, mas também precisam resguardar a imagem corporativa. Ou seja, é aceito que o profissional exponha o seu posicionamento nas redes, mas não de forma radical.

Recentes decisões proferidas pela Justiça do Trabalho têm demonstrado que o empregador pode demitir por justa causa o empregado por publicações negativas referentes à empresa, como reclamações sobre o salário, horário, postagens que falam mal do chefe, dos colegas ou até dos clientes.

No caso, é preciso apresentar uma prova de que o feito foi grave e danoso para a empresa. Já as atitudes que não tenham ligação direta com a empresa, também podem levar à perda do emprego, mas a razão não precisa necessariamente ficar clara.

Por certo, o comportamento nas redes sociais pode se transformar em uma “arma” contra o próprio empregado e requer atenção. Fica, então, a pergunta: como se portar nas redes para que sua relação trabalhista não seja prejudicada?

Se você quiser, de fato, usar seu perfil para expressar suas opiniões, promova um debate de ideias, sem eventuais ofensas preconceituosas em relação a sexo, raça, orientação sexual e religião. Mesmo com os ânimos exaltados, também é importante que se evite envolver em discussões, tenha cuidado com palavras de baixo calão e se atente a opiniões extremistas ou polêmicas.

Fica a dica: a liberdade de informação e manifestação do pensamento não é sinônimo de impunidade. A popularização das redes sociais mudou a forma como as pessoas se relacionam e, por isso, precisamos ficar atentos a tudo que falamos, escrevemos, curtimos ou compartilhamos, mesmo em perfis particulares ou grupos fechados. Mais do que nunca, precisamos ter sabedoria para saber manifestar.

* Astrid Vieira é diretora e consultora da empresa Leaders HR Consultants.

Fonte: Naves Coelho Assessoria e Marketing



50 Anos de Internet e o mundo se comunica cada vez menos

Neste ano de 2019, a internet fará 50 anos.


Woody Allen e Dylan Farrow

A possível síndrome de falsas memórias.


A CPMF e a saída do seu autor

A CPMF foi mal porque, em vez de substituir outros impostos, constituiu-se em mais um.


CPMF: o que foi e como poderá ressurgir na reforma tributária

O Imposto sobre Transações Financeiras (ITF) poderá ser a recriação antiga CPMF.


O Brasil e a agropecuária sustentável

A pecuária brasileira tem se pautado ao longo dos anos pela sustentabilidade em toda cadeia produtiva e pela qualidade e segurança dos alimentos.


“Tô de férias, cadeia é férias pra mim”

É uma vergonha que delinquentes ainda venham desdenhar do sistema carcerário e das autoridades penais.


Locações de curta temporada em aplicativos

Saiba os direitos e deveres da propriedade imobiliária.


O Século das Cidades

“Não somos melhores, nem piores, somos iguais… melhor mesmo é a nossa causa…” (Thiago Mello)


Hollywood e o mundo real

Uma abordagem psiquiátrica do filme Gente como a Gente.


A liderança feminina e seus potenciais

Companhias que possuem, pelo menos, uma mulher em seu time de executivos são mais lucrativas.


A bolsa brasileira é a bola da vez

O ano de 2019 tem sido de recordes para o investidor brasileiro.


Dia do Profissional de Educação Física

No dia 1º de setembro é comemorado o dia do profissional que promove a saúde e a qualidade de vida da população, o profissional de educação física.