Portal O Debate
Grupo WhatsApp

O receio de opinar

O receio de opinar

24/09/2020 Humberto Pinho da Silva

Antes de me aposentar, prestei serviço em empresa, que possuía e possui, milhares de trabalhadores.

Convivi apenas com pouco mais de uma ou duas dezenas. Contudo admirava-me, que em épocas eleitorais, quando se perguntava a opinião sobre os candidatos, esquivavam-se, declarando receosos:

- “Eu cá, voto na maioria, no que vai à frente, segundo a mass-media.”

Admirava-me da atónita resposta. Vivíamos, já em plena democracia, (seria?); e em democracia, cada qual, não se deve inibir de ter opinião.

Hoje, compreendo – a idade dá-nos sabedoria, – que para vir à praça publica, e dizer, em letra de forma, o que se pensa, requer coragem – muita coragem.

Principalmente, para quem não possui protecção de poderoso, que acuda quando se é retaliado.

Eu sei, infelizmente, que muitas vezes, os dirigentes são escolhidos pelas suas ideologias, e que costumam beneficiar correligionários, e afastar os que não são da sua “capela”. Eu sei…

Em Congresso de Sociologia, realizado em Coimbra, no início do século, o sociólogo, Manuel Villaverde Cabral, defendeu a tese: que dois terços dos inqueridos, num estudo realizado em Portugal, sentiam receio de exprimirem opinião sobre governantes.

Não é, portanto, de espantar, que humildes trabalhadores, não cobertos pelo “guarda-chuva” do partido, sintam medo de serem marginalizados de futuras benesses, pelas suas ideologias.

Compreende-se, que quem vive do trabalho, ande com o “credo” na boca, para não sofrer represália, como eu sofri, por não ter cor politica.

O medo dos “poderosos”, é muito antigo. Desde tempos ancestrais, sempre houve receio dos dirigentes. Basta ler o Livro de Ester 8:17, para se verificar isso: “Os povos da terra, se fizeram judeus; porque o temor dos judeus tinha caído sobre eles”.

Esse “temor” fez que muitos monarquistas se rendessem à república e que acérrimos partidários do Estado-Novo, se refugiassem em partidos de esquerda.

Fizeram-se esquerdistas, do mesmo modo que no tempo de Ester se “ fizeram” judeus.

A frase do antigo Presidente do Município de Penalva do Castelo: “Quem está com o Governo, come; quem não está cheira”, parece estar – e sempre estará, – actual. Aqui e em toda a parte.

Fonte: Humberto Pinho da Silva



Gestão empresarial e perspectivas para 2022

Após mais um ano de pandemia, a alta administração das empresas priorizou a sobrevivência enquanto teve de lidar com expectativas frustradas.


O que a pandemia nos ensinou sobre fortalecer nossas parcerias

A pandemia da COVID-19 forçou mudanças significativas na operação de muitas empresas.


O barulho em torno do criado-mudo

Se você entrar agora no site da Amazon e escrever (ou digitar) “criado-mudo”, vai aparecer uma resposta automática dizendo que você não deve usar essa expressão porque ela é racista.


Reputação digital: é possível se proteger contra conteúdos negativos

O ano é 2022 e há quem pense que a internet ainda é uma terra sem lei. A verdade é que a sociedade avançou e o mundo virtual também.


Questão de saúde pública, hanseníase ainda é causa de preconceito e discriminação

Desde 2016, o Ministério da Saúde realiza a campanha Janeiro Roxo, de conscientização sobre a hanseníase.


Desafios para o Brasil retomar o rumo

A tragédia brasileira está em cartaz há décadas.


Mortes e lama: até quando, Minas?

Tragédias no Brasil são quase sempre pré-anunciadas. É como se pertencessem e integrassem a política de cotas. Sim, há cotas também para o barro e a lama. Cota para a dor.


Proteção de dados de sucesso

Pessoas certas, processos corretos e tecnologia adequada.


Perspectivas e desafios do varejo em 2022

Como o varejo lida com pessoas, a sua dinâmica é fascinante. A inclusão de novos elementos é constante, tais como o “live commerce” e a “entrega super rápida”.


Geração millenials, distintas facetas

A crise mundial – econômica, social e política – produzida pela transformação sem precedentes da Economia 4.0 coloca, de forma dramática, a questão do emprego para os jovens que ascendem ao mercado de trabalho.


Por que ESG e LGPD são tão importantes para as empresas?

ESG e LGPD ganham cada vez mais espaço no mundo corporativo por definirem novos valores apresentados pelas empresas, que procuram melhor colocação no mercado, mais investimentos e consumidores satisfeitos.


O Paradoxo de Fermi e as pandemias

Em uma descontraída conversa entre amigos, o físico italiano Enrico Fermi (1901-1954) perguntou “Onde está todo mundo?” ao analisarem uma caricatura de revista que retratava alienígenas, em seus discos voadores, roubando o lixo de Nova Iorque.