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O teorema da lambança

O teorema da lambança

04/11/2014 Helder Caldeira

Pouco mais de 54 milhões de brasileiros foram levados — espontaneamente ou via terrorismo oficioso — a crer que 'a vida será ainda melhor' que a propaganda política apresentada pelo PT e que a mudança, necessária para tirar o Brasil do mar de lama onde está enfiado, virá através da manutenção do (des)governo da petista Dilma Rousseff.

Ah! Essa tal '#change', meme que alimenta a fome das redes sociais desde a primeira eleição do orgástico norte-americano Barack Obama. Parêntese importante: por falar em meme, dizem as redes que o 'chororô' dos derrotados é livre e gratuito, rogando para que as 'lágrimas' possam melhorar os níveis dos reservatórios de água de São Paulo.

Portanto, cá estou a chorar, ainda sem saber se as gotas do meu lamento serão úteis ao Sistema Cantareira. Fecho parênteses. Se considerarmos apenas as peças publicitárias ilusórias criadas pelo marqueteiro-geral da República, 'nunca antes na história deste país' houve alguém melhor que Dilma para comandar a gigante nau latino-americana. 'Governo novo, ideias novas' foi lema da turma que diz defender o brilhantismo do Brasil e o protagonismo dos programas sociais sem 'portas de saída'.

Aliás, 'porta de saída' tornou-se termo politicamente incorreto, seja para descrever o precioso curral eleitoral do neocoronelismo estatal, seja para esclarecer que a alternância no salão presidencial do Palácio do Planalto seria saudável ao país. No entanto, uma semana após sacramentada a reeleição da 'presidenta', ficou difícil compreender quem está (des)governando o país. Em seus discursos de campanha, Dilma Rousseff fez questão de proclamar que Aécio Neves e o PSDB, caso vencessem as eleições, tratariam de aumentar impostos, elevar os preços da gasolina e da tarifa de energia elétrica, promoveriam arrocho salarial e desemprego e, sobretudo, conduziriam o Brasil rumo ao déficit orçamentário e ao descontrole total da inflação.

Não mediu agressões e impropérios contra o tucano Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no quarto final da gestão FHC e apontado como provável ministro aecista da Fazenda. Dilma venceu Aécio, mas, a considerar o discurso plantado pela '(re)presidenta', quem está comandando a (f)Fazenda — não importa se minúscula ou maiúscula, já que o efeito político é o mesmo! — é o demonizado Armínio Fraga.

Tão logo Sua Excelência embarcou no helicóptero presidencial rumo às merecidíssimas férias no litoral da Bahia, o (des)governo sinalizou ao mercado que precisará elevar a carga tributária para sustentar o déficit orçamentário superior a R$ 15 bilhões — o maior desde a vigência do Plano Real —; reajustará fortemente os preços da gasolina e das contas de luz; será obrigado a congelar qualquer aumento do salário mínimo para 2016, já que o fator determinante para o cálculo — o PIB de 2014 — será zero, podendo tender ao negativo; e que o desemprego pode vir bater à porta da nação por conta do elevado grau de desqualificação profissional.

Tudo isso sem contar o tom rancoroso e revanchista da ala mais inescrupulosa do 'aliado-de-chapa' PMDB, que colecionou derrotas robustas em alguns Estados graças à intervenção do 'muy amigo' ex-presidente Lula da Silva, e a avalanche de escândalos de corrupção emergindo das delações premiadas do 'poderoso feiticeiro' Paulo Roberto Costa e do 'doleiro companheiro' Alberto Youssef, ambos colocando a Presidência da República Federativa do Brasil na crista da onda dos mandos malévolos. Noutras palavras, o dedo em riste da 'presidenta-candidata' render-se-á à realidade de um país (des)governado por uma 'presidenta-ré'? Em termos de matemática política, apresento-lhes o Teorema da Lambança:

x = pt4 + 39m + br.[ ts.( prc + ay ) ] + ba, quando 'x' é o Brasil real; 'pt' é o partido político eleito nos últimos quatro mandatos presidenciais; 'm' é a variável referente ao número de ministérios do atual governo petista; 'br' é a assaltada e combalida Petrobras; 'ts' é valor fixo da 'taxa de sucesso' cobrado em forma de propinas para abastecer os cofres das campanhas políticas; 'prc' e 'ay' são, respectivamente, os delatores oficiais Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef; e 'ba' é número variável de políticos que integram a dita 'base aliada'.

Considerando o resultado do segundo turno das eleições no último dia 26 de outubro de 2014, é possível extrair deste teorema bananístico-jabuticabeiro o seguinte resultado:

x = a maioria dos brasileiros elegeu Michel Temer, presidente da República.

*Helder Caldeira é escritor e jornalista é autor do best-seller “Águas Turvas” e da biografia crítica “A 1ª Presidenta”.



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