Portal O Debate
Grupo WhatsApp

O valor da liberdade

O valor da liberdade

30/12/2017 José Pio Martins

A história da humanidade é essencialmente a luta pela conquista da liberdade.

O liberalismo é uma doutrina de organização social que pretende compatibilizar dois objetivos humanos, aparentemente conflitantes: o desejo de ser livre e o desejo de viver em sociedade. A conciliação dos dois soa, inicialmente, como de difícil execução.

Em sua origem, o liberalismo é a doutrina da liberdade, desenvolvida nos últimos 400 anos, e tem por base o reconhecimento de que o homem é livre por natureza e, portanto, sua liberdade deve ser defendida e promovida.

Os liberais acreditam ser possível alcançar os dois objetivos, desde que a sociedade incorpore alguns princípios: o princípio da tolerância, que consiste em reconhecer que a mais radical das características humanas é a absoluta diferença individual e que ninguém será constrangido na realização de seu projeto de vida e felicidade; o princípio da reciprocidade, pelo qual ninguém poderá atentar contra seu semelhante e respeitará, no outro, os mesmos direitos garantidos para si próprio; e o princípio da responsabilidade individual, pelo qual todos responderão por seus atos e pelas consequências deles derivadas.

É a liberdade sob a lei. O liberalismo buscou definir meios de operacionalizar a liberdade e o respeito aos direitos individuais, atribuindo ao Estado o poder de garantir a liberdade e promover os princípios que lhe são próprios. Porém, sendo o Estado um aparato de coerção e compulsão – dirigido por pessoas imperfeitas, egoístas e com interesses próprios –, seus poderes devem ser limitados por leis votadas pelos representantes do povo.

Em uma sociedade de homens livres, o governo deve proteger a vida, a liberdade, a segurança e a propriedade. A história da humanidade é essencialmente a luta pela conquista da liberdade e da prosperidade material. Até o século 17, o mundo era um lugar de pobreza, doenças e guerras. Foi a liberdade e o sistema de produção dela derivado – o capitalismo – que possibilitaram a abundância material, mesmo com a população saltando de 1 bilhão em 1830 para 7,4 bilhões atualmente, menos de 200 anos depois.

A liberdade assegura a todos o direito de escolha da profissão, do trabalho e de como aplicar suas poupanças e seus talentos, em mercado livre e competitivo, e o direito de apropriar-se livremente dos frutos de seu esforço, o que somente é possível pelo direito de propriedade. Sem isso, o homem não teria criado as tecnologias, os inventos e os empreendimentos que possibilitaram a elevação significativa do padrão de vida para aquelas nações que adotaram o novo padrão político e econômico.

O capitalismo liberal provou ser o sistema que melhor atende à necessidade de criar riqueza (bens e serviços úteis). Mas o capitalismo não é perfeito. Entre suas imperfeições estão os ciclos econômicos (períodos de expansão e períodos de recessão) e as desigualdades de renda. No caso destas, elas não derivam de maldade individual, mas das diferenças de origem, constituição física, oportunidades, talentos, educação, qualificação profissional, esforço e trabalho.

Para mitigar as imperfeições do sistema, a humanidade inventou o Estado e os tributos. Os países que falharam na conquista da prosperidade material e na redução das desigualdades geralmente falharam na adoção da ordem liberal na política e na economia, como também falharam na construção de um Estado eficiente, capaz de cumprir bem seu papel.

Nesses casos, o Estado se tornou ineficiente, corrupto e concentrador de renda, males que cria ao distribuir, para si próprio, seus políticos, seus funcionários e seus protegidos (inclusive empresas), rendas e benefícios negados à população que a tudo paga.

* José Pio Martins é economista e reitor da Universidade Positivo.



O Pronto Atendimento e o desafio do acolhimento na saúde

O trabalho dentro de um hospital é complexo devido a diversas camadas de atendimento que são necessárias para abranger as necessidades de todos os pacientes.

Autor: José Arthur Brasil


Como melhorar a segurança na movimentação de cargas na construção civil?

O setor da construção civil é um dos mais importantes para a economia do país e tem impacto direto na geração de empregos.

Autor: Fernando Fuertes


As restrições eleitorais contra uso da máquina pública

Estamos em contagem regressiva. As eleições municipais de 2024 ocorrerão no dia 6 de outubro, em todas as cidades do país.

Autor: Wilson Pedroso


Filosofia na calçada

As cidades do interior de Minas, e penso que de outros estados também, nos proporcionam oportunidades de conviver com as pessoas em muitas situações comuns que, no entanto, revelam suas características e personalidades.

Autor: Antônio Marcos Ferreira


Onde começam os juros abusivos?

A imagem do brasileiro se sustenta em valores positivos, mas, infelizmente, também negativos.

Autor: Matheus Bessa


O futuro da indústria 5.0 na sociedade

O conceito de Indústria 5.0 é definido como uma visão humanizada das transformações tecnológicas no setor, equilibrando as necessidades atuais e futuras dos trabalhadores e da sociedade com a otimização sustentável do consumo de energia, processamento de materiais e ciclos de vida dos produtos.

Autor: Pedro Okuhara


Em defesa do SUS: um chamado à ação coletiva

A escassez de recursos na saúde pública brasileira é um problema crônico.

Autor: Juliano Gasparetto


Impactos da proibição do fenol pela Anvisa no mercado de cosméticos e manipulação

Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tomou a decisão de proibir a venda e o uso de produtos à base de fenol em procedimentos de saúde e estéticos.

Autor: Claudia de Lucca Mano


A fantasia em torno da descriminalização da maconha

"As drogas pisoteiam a dignidade humana. A redução da dependência de drogas não é alcançada pela legalização do uso de drogas, como algumas pessoas têm proposto ou alguns países já implementaram. Isso é uma fantasia".

Autor: Wilson Pedroso


Ativismo judicial: o risco de um estado judicialesco

Um Estado policialesco pode ser definido como sendo um estado que utiliza da força, da vigilância e da coerção exacerbada contra a população, principalmente com seus opositores.

Autor: Bady Curi Neto


Abortada a importação do arroz

O governo desistiu de importar arroz para fazer frente à suposta escassez do produto e alta de preços decorrentes das cheias do Rio Grande do Sul, responsável por 70% do cereal consumido pelos brasileiros.

Autor: Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves


2024, um ano de frustração anunciada

O povo brasileiro é otimista por natureza.

Autor: Samuel Hanan