Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Quem se lembra dos velhos?

Quem se lembra dos velhos?

09/10/2021 Humberto Pinho da Silva

Meu pai, quando se aposentou, os amigos disseram: - " Entrastes, hoje, no grupo da fome…"

A reforma era baixa, mas bastante para viver dignamente. Mas, no correr do tempo, foi-se degradando, mormente após 1974, quando os salários subiram substancialmente, e os aposentados pouco usufruíram.

Quando faleceu, sua reforma estava tão diminuída, que mal lhe dava para comer.

É triste, quem trabalhou quarenta anos ou mais, chegue ao termo da vida, sem recursos, para viver em paz e sem preocupação monetária.

São raros os políticos que se lembram dos reformados, e raros são os programas dos partidos que reclamem aumento para eles, exceto salário mínimo.

Já não digo igual ao ativo – o que seria justo, – mas, pelo menos, que acompanhe o aumento do custo de vida.

Tudo sobe, anualmente há aumento de preços, mas quem se lembra dos reformados, que não têm sindicatos que os defendam?

Uma vez aposentado, o seu sindicato deixa de o defender, reivindicando reforma atualizada.

Outrora, diz a velha história tradicional, os filhos, vendo os progenitores velhos e improdutivos, levavam os progenitores improdutivos, para as montanhas, e lá os deixavam entregues à sua sorte.

Felizmente, agora, há lares e casas de recolhimento, mas só para quem pertence à classe rica ou média alta ou estrangeiros, porque os restantes sujeitam-se a lares, sem privacidade, que parecem, muitas vezes, "armazéns", porque as reformas não lhes dão para mais.

Em quase todos os países, os velhos, são deixados ao ostracismo. Nuns mais do que noutros.

Que a situação se verifique no terceiro mundo, não é justa; mas nas nações, que se orgulham e proclamam-se de ultra civilizadas, por que não cuidam dos idosos pobres e remediados? Brada aos Céus!…

Não esquecer, que há famílias da classe média, que se sustentam com um só reforma ou pensão, e merecem, como cidadãos, terem velhice digna.

Ou será que as Pátrias comportam-se como os filhos da velha e tradicional história?

* Humberto Pinho da Silva

Para mais informações sobre idosos clique aqui…

Publique seu texto em nosso site que o Google vai te achar!



Nexialista: o profissional plural do futuro ou de hoje?

Que o mercado de trabalho tem se transformado de forma cada vez mais acelerada, e o nível de exigência por profissionais talentosos é crescente dentro das empresas, todo mundo já sabe; não é verdade?


Onde a geração Z investe

O último Anuário de Retorno de Investimentos Globais do Credit Suisse, entre outras coisas, apresenta um raio-x de alternativas de financiamento para a Geração Z, aqueles que nasceram entre 1995 e 2000.


A CPI pariu um rato

Fosse hoje vivo, é o que Horácio, o pensador satírico romano diria sobre a CPI da Covid.


Como identificar um ingresso falso?

Com recorrência vemos reportagens abordando diferentes fraudes e golpes que aparecem no mercado.


A primeira visita de D. Pedro a Vítor Hugo

O livro: "Vitor Hugo chez lui", inclui a curiosa visita, realizada pelo Imperador, a 22 de Maio de 1877, ao célebre poeta.


São Frei Galvão, ‘Homem de paz e caridade’

A Igreja celebra, em 25 de outubro, a Festa de Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, que na devoção popular é conhecido como “São Frei Galvão”.


CPI da Covid desviou-se e não sabe como terminar

Chegamos ao cume da montanha de inconveniências que povoam o cenário contemporâneo da política brasileira.


Sentimentos e emoções provocadas pela série “ROUND 6”

Nas últimas semanas estamos vivenciando uma série de críticas, comentários, “spoilers” e reflexões sobre a série sul-coreana de maior sucesso da plataforma Netflix: “Squid Game” ou “Round 6”.


Perdas e ganhos dos médicos “filhos” da pandemia

A maioria das situações com as quais nos deparamos na vida tem dois lados. Ou, até, mais de dois.


Defensoria Pública da União x Conselho Federal de Medicina

A Defensoria Pública da União (DPU) ajuizou Ação Civil Pública contra o Conselho Federal de Medicina (CFM), objetivando a condenação por danos morais coletivos no importe, pasmem senhores leitores, não inferior a R$ 60.000.000.00 (sessenta milhões de reais).


Diálogo em vez de justiça

Viver felizes para sempre parece ser um privilégio exclusivo dos casais formados nos contos de fadas.


Salvar a dignidade também é salvar a vida

Quando recebemos o diagnóstico de uma doença grave, crônica ou que ameace a vida, muita coisa muda.