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A guerra na Ucrânia e os investimentos

A guerra na Ucrânia e os investimentos

26/02/2022 Rafael Schmidt

A Rússia invadiu a Ucrânia e esse conflito que envolveria também interesses de grandes potências como Estados Unidos, Europa e China pode ter influência direta nos seus investimentos.

No ano de 2021 as commodities (produtos básicos globais não industrializados) assumiram um papel de protagonismo após sequentes injeções de recursos nas economias de todo o mundo, o que acabou impulsionando os preços de forma acelerada.

Entende-se que o confronto entre Rússia e Ucrânia pode afetar as cotações de commodities como gás, petróleo e energia, que são os principais produtos do mercado brasileiro.

Consequentemente, os impactos nas variações das commodities se refletiria no preço de ações de empresas diretamente ligadas a esses insumos.

Além disso, o embate também prejudicaria o comércio entre Brasil e Rússia no que se refere às compras de fertilizantes brasileiros por parte do país do leste europeu.

Em relação a Ucrânia, o Brasil seria negativamente impactado devido à diminuição do montante de milho e trigo exportados. A principal consequência poderia ser uma desvalorização cambial da nossa moeda frente ao dólar.

O enfrentamento entre Rússia e Ucrânia não afeta só o Brasil, mas também praticamente todos os países do mundo, visto que a economia global é extremamente conectada e interdependente.

Desses, destaca-se o continente europeu, como um grande prejudicado, já que o cenário inflacionário já é preocupante por lá.

Esse cenário se somaria à perspectiva de queda do fornecimento de petróleo e gás da Rússia para as demais nações europeias, além da diminuição na oferta de combustíveis que pode pressionar ainda mais a inflação no velho continente.

Mesmo não envolvendo o Brasil diretamente, essa situação pode também nos prejudicar, já que os preços do petróleo no mercado internacional subiriam, levando a Petrobras a aumentar o preço da gasolina e do diesel no país, o que pode elevar a pressão inflacionária por aqui.

Os momentos de incerteza na economia global podem gerar grandes riscos aos investidores expostos a ativos considerados de maior risco, a exemplo de ações de empresas negociadas na Bolsa de Valores, já que em cenários pessimistas como o atual, há uma maior aversão a risco nos mercados.

No lado da renda fixa, tradicionalmente um investimento mais seguro para os investidores, a atual pressão inflacionária no Brasil, que acaba obrigando o Banco Central a elevar a taxa de juros, beneficiaria os investidores que são remunerados pelos juros atrelados a títulos como CDBs e Tesouro Selic.

Sabemos que caso ocorra de fato, uma guerra entre Rússia e Ucrânia, poderíamos presenciar significativos impactos econômicos, políticos e até culturais.

Resta saber quais serão as medidas adotadas para conter as possíveis consequências desse conflito e ao investidor cabe estar sempre atento às formas de proteger seu dinheiro de cenários como esse.

* Rafael Schmidt é assessor de investimentos na Atrio Investimentos.

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Fonte: Naves Coelho Comunicação



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