Portal O Debate
Grupo WhatsApp


Adolescentes, autoestima, família: como agir, o que pensar?

Adolescentes, autoestima, família: como agir, o que pensar?

23/09/2020 Elaine Ribeiro

A adolescência é um tempo intenso, tanto pelo desenvolvimento físico, quanto neurológico, hormonal, social, afetivo e profissional.

É um tempo de questionamento desse jovem sobre seu lugar no mundo.

Todas essas modificações podem vir acompanhadas de comportamentos envolvendo o humor alterado, tédio, desprezo pela família, raiva, ansiedade ou depressão, fome exagerada ou falta de apetite, alteração no sono, queixas sobre sua autoimagem, agressividade… São sinais de alerta para os pais.

É importante abandonar o pensamento popular que julga tudo isso como "frescura", "aborrescência" ou para "chamar atenção", até porque se esse jovem está buscando chamar atenção para si, algo não está bem com ele, não é mesmo?

O diálogo entre pais e filhos nem sempre é fácil, mas pode e deve ser desenvolvido. É muito importante os pais compreenderem o mundo em que seu filho vive, quais são os comportamentos dos jovens na atualidade, manias, ídolos, hábitos, abrindo espaço para um diálogo mais conectado à realidade deles.

É importante retirar o filtro "na minha época era diferente”. Sim era diferente, era outro ano, outro cenário cultural, dentre outros fatores.

Nessa caminhada, a autoestima é uma importante aliada no desenvolvimento emocional saudável do seu filho.

Uma autoestima protege crianças e adolescentes de situações como drogas, relacionamentos doentios e violentos, álcool, exposição a perigos desnecessários.

A autoestima envolve a visão sobre si, como nos percebemos, como cuidamos de nós e nossas emoções, bem como a percepção que temos de nossas capacidades.

Esta visão de si pode ser alterada, distorcida a partir das influências pouco positivas obtidas em nossa infância, em nossa família, na escola e com os amigos.

Desta forma, um ambiente familiar invalidante, que coloca a criança numa situação humilhante ou excludente, que não valoriza as conquistas dela, que não tem diálogo, mas apenas discussão, pode efetivamente contribuir para essa baixa autoestima.

Muitas vezes, os pais, detidos pela rotina e pela correria do cotidiano, podem deixar escapar oportunidades de conversa, de observação de sinais diferentes em seu filho, de abraçar.

O tempo não volta, então, é no agora que você muda sua atitude! Aquele papo que para você parece chato, para seu filho pode ser fantástico e diz do universo dele.

Pode ser que seu filho não tenha todos os talentos que você esperava, mas mesmo assim, ele é seu filho.

Um elogio sincero e no momento certo sobre coisas que ele fez é muito saudável e melhor do que um "você não fez mais do que sua obrigação".

Elogios, bem como presentes, não são dados a todo momento, portanto você pode fazer isso no momento certo. É sempre  muito bom reconhecer e ser reconhecido.

Inserido na realidade dos jovens, você pode ser apoio nos momentos de indecisão e acolher os insucessos que ele venha a ter, visto que estamos num mundo efetivamente competitivo.

Lembre-se, pai ou mãe: em sua época você também teve desafios, mas aconteciam num outro contexto. Hoje temos uma comparação surreal, e um exemplo são as redes sociais, que causam alto impacto sobre a vida jovem.

Como o diálogo nem sempre é fácil, uma vez que é feito a dois, a conversa tem mão dupla. Se há apenas crítica, haverá fechamento. Se não há acolhimento, o jovem procura outro lugar onde seja acolhido.

O diálogo também permite o crescimento da consciência e da capacidade de avaliação do jovem, que ele manifeste seus pensamentos e até possa rever suas ideias.

Não somos pais perfeitos e com manual de instrução, mas é possível buscar ajuda, ler e, acima de tudo, relacionar-se com seu filho, sua maior herança!

* Elaine Ribeiro é psicóloga clínica e organizacional da Fundação João Paulo II / Canção Nova.

Fonte: Assessoria de Imprensa Canção Nova



Mutilações Subjetivas: Holocausto Escolar

Indignar-se! Envergonhar-se! Esperançar-se! Já dizia o poeta Walter Franco, “viver é afinar o instrumento (que somos nós!), de dentro pra fora, de fora pra dentro”.


Longevidade e perspectivas na oncologia

As campanhas como Outubro Rosa e Novembro Azul têm o papel essencial de alertar a população para as doenças oncológicas.


Um verdadeiro estadista

Agora, aos 85 anos, completados em maio, a pandemia fez com que Mujica decidisse pela renúncia a um cargo que, como explicou, exige muito contato com a população.


A participação política dos profissionais da educação

Precisamos ser voz daqueles que não tem voz, usar nossa influência para que os parlamentares saibam que sem o voto, eles não podem continuar na vida pública.


O Líder da Consciência Empresarial Humanizada

Iniciei este trabalho sem muita clareza sobre o tema “Quem são os nossos líderes no mundo novo?”.


Aprender português com o Eça

Não sou filólogo nem purista, nem sequer escritor. Limito-me a ser modesto cronista, e deixo fugir – para minha vergonha, – calinadas, que muito me desgostam.


Uma paz ruim é melhor do que uma boa guerra

Em uma edição recente de um jornal, o Embaixador do Azerbaijão fez um esforço para justificar a agressão de seu país – a guerra mais feroz por enquanto do século XXI – contra Nagorno-Karabakh.


O stress e a inadimplência

O cenário econômico brasileiro não é dos melhores.


Fatos, opiniões e a sorte da Democracia

Comecemos com uma afirmação: “verdade é aquilo que não podemos modificar”.


Homenagem a um dos maiores professores de todos os tempos

Uma das mais belas passagens da literatura universal é a descrição do jovem ateniense que pergunta ao seu mestre:


The supreme appointment e seus questionamentos

No dia 18 de setembro, a juíza da Suprema Corte dos EUA desde a década de 1990, Ruth Ginsburg, faleceu em decorrência de um câncer, deixando vago seu lugar.


Uma pandemia…

Vejam algumas das propostas que ganharam relevância na crise e que, se aprovadas, certamente auxiliarão na retomada econômica.