Portal O Debate
Grupo WhatsApp


Conservadorismo e Fusionismo

Conservadorismo e Fusionismo

05/12/2014 Watson Bandeira

Os conservadores tupiniquins (que estão mais para neoconservadores) atiram constantemente no próprio pé ao defenderem a moralidade imposta à sociedade brasileira.

A esquerda, em seu sucesso de dominação ideológica, prega a liberdade individual, o que causa extrema hostilidade para com os conservadores, impedindo mais adeptos para o conservadorismo. Nesse país, onde velhos cagões e senis pregam um conservadorismo ao estilo “badass” (para os desconhecedores do termo, durão, alguém que é considerado “fodão”) de ser, por colocar palavrões entre suas objeções e argumentações, mas não tem coragem de vir morar pra cá; e onde seus seguidores papagaios falam #EleTemRazão, votando em Bolsonaros, a demonização de suas ideologias e de suas ações são efeitos já esperados (e para nós libertários, muito bem-vindos).

Eis que eles não aceitam de boa vontade o contrato voluntário mutual entre duas pessoas de mesmo sexo (casamento), pela extrema vigilância da vida alheia conforme os seus preceitos morais, muitas vezes justificados com as frases “É agenda da esquerda!”, “É coisa do Foro de São Paulo!”. Tem o estado tanto poder assim, a ponto de interferir em relações intimas entre dois indivíduos, com a justificativa da moral (algo que varia de individuo para individuo) adotada pelo estado ser infringida? Conservadores são autoritários enrustidos, assim como os esquerdistas.

A tendência conservadora é cada vez mais o crescimento do estado (o agressor primário do indivíduo), visando à conservação da moral imposta. Logo, o estado irá começar a interferir cada vez mais na economia, banindo produtos (drogas) e serviços (meretrício, prostituição), e cada vez mais ditar valores objetivos por meio da força em definições que são subjetivas por natureza (a definição da família é um exemplo). Além de gerador de estatismo, o conservadorismo também é gerador de problemas sociais. Um exemplo disso é que a proibição das drogas gera cartéis ditos criminosos na perspectiva estatal conservadora, outro exemplo é a venda de órgãos que geraria um mercado, o que poderia possibilitar uma pessoa a amenizar sua situação financeira temporariamente.

Tais fatos expressados acima tornam impossível o sonho de uma oposição unificada no Brasil; o adorado e fantasioso “Fusionismo”, onde libertários desfocados aderem constantemente aos ideais conservadores. Um libertário que come junto com estatistas morais nunca será um libertário, uma vez que o libertarianismo é uma espécie de conservadorismo moral da moral libertária e, portanto incompatível com qualquer tipo de estatismo. Um libertário fusionista é equivalente a um esquerdista libertário, que por sua vez é equivalente a um circulo cúbico. Ou é conservador, ou é libertário. Não existe meio termo.

Tais passeatas e manifestações com caráter fusionista, não passam de mera baderna, tanto literalmente, quanto em caráter ideológico. O fusionismo é um câncer que deve ser combatido arduamente, sendo desassociado do libertarianismo. O purismo e foco é algo essencial para a causa da liberdade. Fusionismo só serve para desvirtuar lentamente aquilo que podemos chamar de libertarianismo. Quanto mais fusionismo, mais aberrações ideológicas serão geradas a partir do choque ideológico conflitante do libertário contra o conservador.

Resumindo o fusionismo em uma só frase: “É a manifestação da falta de pureza e de foco na liberdade, é o pretexto para “libertários” serem estereotipados com o mesmo estereotipo odioso dos conservadores, é a vitória do autoritarismo moral sobre a liberdade moral.”. Conservadores não são, e nunca serão bem vistos sobre o viés libertário, embora compartilhem raras concordâncias com a liberdade.

* Watson Bandeira é Estudante e Colunista do Portal Liberdade em Foco.



Luto e perdas na pandemia: o que estamos vivendo?

Temos presenciado uma batalha dolorosa em todo o mundo com o novo coronavírus (COVID-19).


Encare a realidade da forma correta

Em algum momento todos nós vamos precisar dessa mensagem.


Contraponto a manifestação do Jornalista Lucas Lanna

Inicialmente gostaria de parabenizar o jovem e competente jornalista Lucas Lanna Resende, agradecendo a forma respeitosa que diverge da matéria por mim assinada e intitulada “O Brasil deve um almoço a Roberto Jefferson”.


O Brasil deve um almoço a Roberto Jefferson?

Nos últimos dias, um artigo intitulado O Brasil deve um almoço a Roberto Jefferson, do advogado e ex-juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), Bady Curi, foi publicado neste espaço


O Brasil deve um almoço a Roberto Jefferson

A esquerda diz temer pela Democracia em razão de alguns pronunciamentos do Presidente Bolsonaro.


O Brasil, a logística e os “voos de galinha”

Parcerias público-privadas, com base no tripé da sustentabilidade podem proporcionar excelentes projetos para a logística no Brasil.


Eça e a famosa estatueta

Nos derradeiros anos do século transacto, tive a oportunidade de conhecer e entrevistar, D. Emília Eça de Queiroz.


Roda de histórias

Meu avô paterno, Seu Dito, era um bom contador de histórias. Contava com a mesma ênfase, fatos e ficções.


Infodemia: a pandemia de desinformação

Todos os dias em nossos smartphones, computadores e TVs, temos uma verdadeira chuva de informações, e nem sempre é possível conferir a veracidade delas.


O problema não é a Cloroquina

Estamos diante de uma doença ameaçadora, nunca antes vivida por nossa geração.


Liderança: Arte e Ciência

O que faz uma pessoa aceitar e reconhecer a liderança de outra?


Reflexões éticas em tempos de Coronavírus

Atualmente, vivemos num cenário de turbulências e preocupações com os impactos sociais e econômicos atuais que virão em decorrência da pandemia do vírus Covid-19.