Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Futebol? Que nada! 2021 foi o ano da Seleção Brasileira de Astronomia

Futebol? Que nada! 2021 foi o ano da Seleção Brasileira de Astronomia

26/12/2021 Prof. Dr. Eugênio Reis

Com resultados históricos em competições internacionais, brasileiros superam os desafios do país e mostram que podem ir muito além com mais apoio.

A um ano da Copa do Mundo no Catar, o desempenho dos nossos jogadores de futebol ainda é motivo de muitas críticas e incertezas.

Na contramão disso, uma outra seleção tupiniquim está batendo um bolão e recordes em 2021: a de astronomia.

Apesar de ainda termos muito a caminhar para abraçarmos todos os nossos jovens, de Norte a Sul, a cada ano conquistamos resultados cada vez mais expressivos em olimpíadas científicas internacionais.

Ouso afirmar que já somos uma potência científica. Mas pouco se fala dos nossos "campeões do saber", e o desempenho de nossos alunos em 2021 foi o maior da história. Este ano, todos os estudantes brasileiros que participaram das competições foram medalhistas.

Na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), todos os nossos heróis da astronomia chegaram ao ponto mais alto do pódio pela primeira vez numa mesma edição, faturando nada mais, nada menos do que 5 medalhas de ouro.

Enquanto que, na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês), o que seria a “Copa do Mundo da Astronomia”, a seleção brasileira conquistou o inédito ouro, chegando ao total de duas medalhas douradas, quatro de prata e quatro de bronze.

Esses resultados corroboram que as iniciativas científicas são as principais ferramentas de que dispomos no país para estimular nossos jovens a estudar mais e melhor.

Colaboram para a melhoria do processo educacional, estimulando a capacitação e a atualização de professores e ainda favorecem a identificação de alunos talentosos.

O país tem hoje aproximadamente 50 milhões de alunos, dois milhões de professores e 180 mil escolas. Entretanto, ao contrário do futebol, as olimpíadas de conhecimento, extremamente efetivas quando comparamos o seu alcance com o seu custo, ainda carece de mais investimentos.

Para além do apoio importante dado pelo MEC e pelo MCTI, parlamentares podem seguir o exemplo da deputada federal Tabata Amaral, que já foi medalhista nacional e internacional de astronomia, e destinou recentemente parte de suas emendas parlamentares à Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e à Olimpíada Brasileira de Matemática de Escolas Públicas (OBMEP).

As empresas também podem colaborar e se beneficiar desse apoio, com programas de parcerias para a retenção e desenvolvimento de talentos desde a base.

Somente por meio de um trabalho em conjunto poderemos melhorar todas as cadeias do processo educacional das redes públicas e privadas em todo o território nacional, e assim construirmos um futuro melhor para os nossos jovens.

A OBA, por exemplo, promove todo ano os Encontros Regionais de Ensino de Astronomia (EREAs), que capacitam professores e introduzem os alunos no universo das ciências espaciais.

O evento já acontece há mais de uma década e percorreu centenas de cidades, chegando inclusive a presídios, o que vem ajudando determinantemente na popularização da ciência no país e no crescente interesse dos alunos e dos educadores pela olimpíada.

Realizada geralmente com recursos de apoios de prefeituras, governos de estado e empresariado, a iniciativa leva palestras, cursos e atividades lúdicas, com especialistas e planetário itinerante, movimentando toda a comunidade.

Se, mesmo com pouco investimento, conseguimos resultados tão promissores, imagine o quão longe poderemos levar nossos estudantes com mais recursos? Quantas vidas poderão ser transformadas?

* Prof. Dr. Eugênio Reis é astrônomo, vice-coordenador nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e pesquisador colaborador do MCTI.

Para mais informações sobre astronomia clique aqui…

Publique seu texto em nosso site que o Google vai te achar!

Fonte: Mercado da Comunicação



Gestão empresarial e perspectivas para 2022

Após mais um ano de pandemia, a alta administração das empresas priorizou a sobrevivência enquanto teve de lidar com expectativas frustradas.


O que a pandemia nos ensinou sobre fortalecer nossas parcerias

A pandemia da COVID-19 forçou mudanças significativas na operação de muitas empresas.


O barulho em torno do criado-mudo

Se você entrar agora no site da Amazon e escrever (ou digitar) “criado-mudo”, vai aparecer uma resposta automática dizendo que você não deve usar essa expressão porque ela é racista.


Reputação digital: é possível se proteger contra conteúdos negativos

O ano é 2022 e há quem pense que a internet ainda é uma terra sem lei. A verdade é que a sociedade avançou e o mundo virtual também.


Questão de saúde pública, hanseníase ainda é causa de preconceito e discriminação

Desde 2016, o Ministério da Saúde realiza a campanha Janeiro Roxo, de conscientização sobre a hanseníase.


Desafios para o Brasil retomar o rumo

A tragédia brasileira está em cartaz há décadas.


Mortes e lama: até quando, Minas?

Tragédias no Brasil são quase sempre pré-anunciadas. É como se pertencessem e integrassem a política de cotas. Sim, há cotas também para o barro e a lama. Cota para a dor.


Proteção de dados de sucesso

Pessoas certas, processos corretos e tecnologia adequada.


Perspectivas e desafios do varejo em 2022

Como o varejo lida com pessoas, a sua dinâmica é fascinante. A inclusão de novos elementos é constante, tais como o “live commerce” e a “entrega super rápida”.


Geração millenials, distintas facetas

A crise mundial – econômica, social e política – produzida pela transformação sem precedentes da Economia 4.0 coloca, de forma dramática, a questão do emprego para os jovens que ascendem ao mercado de trabalho.


Por que ESG e LGPD são tão importantes para as empresas?

ESG e LGPD ganham cada vez mais espaço no mundo corporativo por definirem novos valores apresentados pelas empresas, que procuram melhor colocação no mercado, mais investimentos e consumidores satisfeitos.


O Paradoxo de Fermi e as pandemias

Em uma descontraída conversa entre amigos, o físico italiano Enrico Fermi (1901-1954) perguntou “Onde está todo mundo?” ao analisarem uma caricatura de revista que retratava alienígenas, em seus discos voadores, roubando o lixo de Nova Iorque.