Portal O Debate
Grupo WhatsApp

Isaura Correia Santos

Isaura Correia Santos

25/01/2019 Humberto Pinho da Silva

Uma grande senhora do alentejo.

Certo dia, Isaura Correia Santos, indignada com certa articulista, que escrevera: “As mães portuguesas oferecem os filhos, para defenderem a Pátria”, resolveu publicar crónica, afirmando: que era mãe e portuguesa, e não “oferecia” o filho para ir para a guerra. Mal sabia a ilustre escritora, que o desabafo, iria desencadear enxurrada de impropérios. Foi enxovalhada, e houve até, quem rebuscasse sua vida particular, descobrindo, no passado, motivo para a insultar, como mulher e cidadã.

Isaura Correia Santos nasceu a 1914, em Alegrete, em plena planície alentejana. Ainda menina (17 anos,) casou com o pintor Abel Santos. Cedo se dedicou às letras, tornando-se conhecida, como autora de livros para a infância.

Suas crónicas, sempre interessantes e incisivas, apareciam, principalmente, in: “O Comércio do Porto”, e “Republica”. Foi colaboradora da BBC. Notável conferencista; e o Governador do Texas, concedeu-lhe o honroso título de cidadã honorário desse Estado Americano.

Nas tardes de sábado, reunia, na sua casa, na Praça da Galiza, no Porto, intelectuais e amigos. O chá, que servia em xícaras de fina porcelana, todas diferentes, mas todas de grande beleza, ficou famoso no meio artístico portuense.

Uma manhã, ao regressar de Soutelinho (Povoa do Varzim,) sofreu grave acidente. Visitei-a na Ordem da Trindade. Recebeu-me a Filó - empregada e amiga, que nunca a abandonou.

Isaura Correia Santos, falou-me do acidente e da forma carinhosa como as irmãs (freiras) a tratavam. Disse-me, então, à puridade: “Os olhos, agora, começam a ver o interior. Compreendo melhor a Vida e Seus mistérios…”

Admirava o Padre Cruz, e confiava em Deus, apesar da pouca fé que possuía. Noutra ocasião, afirmou: “Este acidente fez-me compreender o que nunca havia conseguido alcançar. Tenho rezado muito…”

A escritora, que se notabilizou com a obra: “O Senhor Sabe Tudo Contou”, recebeu o prémio: Maria Amália Vaz de Carvalho. Numa manhã fria de Fevereiro, do ano de 1989, fui visitar Frei Martinho Manta. Logo que me viu, disse-me, compungido:

- “Sabe quem morreu?! …Uma grande Senhora do meu Alentejo: a escritora Isaura Correia Santos! …”

Antes de falecer, confidenciou, na Ordem do Carmo (onde estava hospitalizada,) a amiga: que não receava morrer – até desejava, – visto gora acreditar numa outra Vida, e principalmente na misericórdia divina.

* Humberto Pinho da Silva

Fonte: Humberto Pinho da Silva 



Insetos na dieta

Aproximadamente dois bilhões de pessoas em 130 países já comem insetos regularmente.


Habilidades socioemocionais podem ser aprendidas

Desde o início da infância, as pessoas aprendem um conjunto de comportamentos que são utilizados nas diferentes interações sociais.


Entenda porque amor é diferente de paixão

Você sabe diferenciar o amor da paixão?


A finalidade e controle das ONGs

O mais adequado não é combatê-las, mas manter sob controle as suas ações como forma de evitar desvio de finalidade, corrupção e outras distorções.


A reforma da máquina pública

A aprovação da reforma da Previdência, pela Câmara dos Deputados, é um avanço do governo.


Os desafios da maternidade e do mercado de trabalho

Ter filhos não é fator de impedimento para uma mulher trabalhar.


Todos querem ser ricos…

Mais vale pobreza, com paz e consciência limpa, que riqueza, sem sossego, alma escurecida, e pesados de remorsos.


A importância de empoderar nossas meninas

Fatores culturais de valorização do masculino, enraizados desde sempre na nossa sociedade, afetam a autoestima e a confiança feminina.


Advogados e Cursos jurídicos

Onze de Agosto é o Dia da Fundação dos Cursos de Direito e é também o Dia do Advogado.


Empresas e paternidade: uma mudança a ser nutrida

Daqui a cinco ou dez anos, nem você nem ninguém se lembrará com precisão da tarefa que está fazendo no trabalho neste minuto.


Ética de advogados e juízes

A advocacia e a magistratura têm códigos de ética diferentes.


Quem se beneficia da coisa pública é corrupto

Coisa pública não pode ser confundida com coisa privada.