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Seguros: tendências e expectativas para 2013

Seguros: tendências e expectativas para 2013

16/03/2013 Marcelo Blay

O ano apenas inicia e, como de costume, começamos a pensar nas tendências futuras. No mercado de seguros, sabemos que o que deve acontecer ao longo de 2013 está ligado ao desempenho da economia brasileira, especialmente ao consumo que engloba os seguros de vida, de saúde e odontológicos.

Esses são os mais procurados quando o nível de emprego é maior – caso atual do Brasil, que teve em 2012 a menor taxa de desemprego registrada na sua história. Além disso, os seguros habitacionais e de automóveis, em particular, possuem clara relação com a compra e venda desses itens. Então, vale refletirmos sobre o quanto esse segmento compõe nossa economia e analisarmos o que deve acontecer antes de avaliarmos as expectativas para o ano no mercado de seguros.

No Brasil, o gasto das famílias situa-se ao redor de 62% da economia, percentual razoavelmente alto numa comparação global e que se vem mantendo estável nos últimos anos. No entanto, ainda é um patamar abaixo do registrado em países mais ricos – os Estados Unidos, por exemplo, tem no consumo cerca de 70% de seu PIB. Essa estabilidade deu-se apesar do aumento do volume de crédito e do endividamento bancário da população. O crédito com recursos direcionados para habitação, por exemplo, praticamente dobrou nos últimos 24 meses, passando de R$ 130 bilhões para R$ 250 bilhões.

Esses dados dão uma ideia da velocidade com que o mercado imobiliário vem crescendo e mostram como os seguros para residência precisam correr atrás para se desenvolverem ainda mais no País. Com base nessas considerações, questionamos o seguinte: quais as perspectivas para o ano?

No último relatório Focus, do Banco Central do Brasil, as projeções para 2013 são de um crescimento do PIB de 3,2%, perspectiva que denota o reaquecimento da economia, mas coloca em questão desafios para que se efetive o aumento para os próximos anos, considerando que o PIB potencial, aquilo que o país pode crescer na média em um período mais longo sem pressionar a inflação, ainda possa ser incrementado. Mas, mesmo nessa conjuntura de crescimento total da economia mais baixo, em parte puxado pelos investimentos mais fracos no ano que passou, espera-se que as vendas no varejo apresentem novamente um bom desempenho em 2013.

O rendimento médio do trabalhador deve continuar aumentando, ainda que abaixo do ritmo em que cresceu nos últimos anos. Além disso, o desemprego deve manter a média de 5,5%, a mesma do ano passado, e impulsionar o consumo das famílias. Finalmente, teremos o impacto da queda de juros – a SELIC começou 2011 em 11% e fechou 2012 em 7,25%, uma redução substancial da nossa taxa básica. Considerando o tempo que a economia leva para responder a esse estímulo monetário, certamente o efeito sobre o consumo será mais forte neste ano do que no passado.

Assim, com forte estímulo financeiro, pleno emprego e renda de trabalho aumentando acima da inflação, o que, de quebra, gera um efeito de confiança para o trabalhador, é esperado que o consumo das famílias apresente um bom desempenho, algo próximo de 8% ou 9%, mesmo com o cenário de crise externa.

As projeções para o segmento brasileiro de automóveis também são otimistas e ajudarão a incrementar os números. A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) estima alta de 3,5% a 4,5% nas vendas de carros em 2013. Mesmo com a volta do IPI para veículos de maneira gradual, já a partir de janeiro, a Associação espera que as vendas cheguem a 4 milhões de unidades neste ano. Ainda este ano, também são esperadas novidades de seguros mais acessíveis para automóveis, que vão gerar um volume potencial de seguros contratados – para veículos novos ou usados, que antes não dispunham de seguro.

No setor de planos de saúde, o cenário também é de expansão. A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) registrou que, entre 2000 e 2011, o número de planos odontológicos ou médicos cresceu de 31 milhões para 48 milhões, um aumento de mais de 50% no decênio, diante de um crescimento da população bem menor, de 13%.

A FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) alerta sobre o fato de que o segmento médico deverá manter uma tendência de redução da demanda, como consequência da menor expansão da atividade econômica do País. Isso não inclui o setor de serviços, maior comprador de planos e seguros de saúde. Já na área odontológica, a queda na taxa de crescimento pode ser maior após três anos seguidos de incorporação intensiva de beneficiários.

O grande desafio decorre da inflação no setor médico, que veio mais forte em 2012, em virtude da busca de recomposição das margens de preços por parte dos prestadores de serviços, como hospitais e laboratórios. Em suma, o setor de seguros, que tem crescido historicamente 3% acima do crescimento do PIB, já responde por 5,7% da nossa economia e deve continuar aumentando essa participação.

Além dos setores mais tradicionais destacados, há mercados novos e incipientes, como o de microsseguros, com potencial global estimado em 3 bilhões de pessoas, mas com apenas 500 milhões contratados atualmente. Isso sem falar nos seguros garantia e rural, que apresentam boas perspectivas a médio e longo prazo. Outra questão que influenciará diretamente na comercialização de apólices será a longevidade do povo brasileiro, cuja expectativa de vida deve atingir 80 anos até 2040, fazendo-se necessário pensar na estabilidade para pessoas com idade mais avançada, com planos complementares de previdência e saúde.

*Marcelo Blay é fundador e sócio-diretor da Minuto Seguros, uma corretora de seguros on-line de conceito inovador.



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